terça-feira, 10 de maio de 2011

Na hora da crise

Na hora da crise, emudece os lábios e ouve as vozes que falam, inarticuladas, no imo de ti mesmo.

Perceberás, distintamente, o conflito.
É o passado que teima em ficar e o presente que anseia pelo futuro.
É o cárcere e a libertação.
A sombra e a luz.
A dívida e a esperança.
É o que foi e o que deve ser.
Na essência, é o mundo e o Cristo no coração.
Grita o mundo pelo verbo dos amigos e dos adversários, na Terra e além da Terra.
Adverte o Cristo, através da responsabilidade que nos vibra na consciência.
Diz o mundo: “acomoda-te como puderes.
Pede o Cristo: “levanta-te e anda”.
Diz o mundo: “faze o que desejas”.
Pede o Cristo: “não peques mais”.
Diz o mundo: “destrói os opositores”.
Pede o Cristo: “ama os teus inimigos”.
Diz o mundo: “renega os que te incomodem”.
Pede o Cristo: “ao que te exija mil passos, caminha com ele dois mil”.
Diz o mundo: “apega-te à posse”.
Pede o Cristo: “ao que te rogue a túnica cede também a capa”.
Diz o mundo: “fere a quem te fere”.
Pede o Cristo: “perdoa sempre”.
Diz o mundo: “descansa e goza”.
Pede o Cristo: “avança enquanto tens luz”.
Diz o mundo: “censura como quiseres”.
Pede o Cristo: “não condenes”.
Diz o mundo: “não repares os meios para alcançar os fins”.
Diz o Cristo: “serás medido pela medida que aplicares aos outros”.
Diz o mundo: “aborrece os que te aborreçam”.
Pede o Cristo: “ora pelos que te perseguem e caluniam”.
Diz o mundo: “acumula ouro e poder para que te faças temido”.
Diz o Cristo: “provavelmente nesta noite pedirão tua alma e o que amontoaste para quem será?”
Obsessão é também problema de sintonia.
O ouvido que escuta reflete a boca que fala.
O olho que algo vê assemelha-se, de algum modo, à coisa vista.
Não precisas, assim, sofrer longas hesitações nas horas de tempestade.
Se realmente procuras caminho justo, ouçamos o Cristo, e a palavra dele, por bússola infalível, traçar-nos-á rumo certo.
Religião dos Espíritos – Chico Xavier / Emmanuel
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466. Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?
“Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. A nossa missão consiste em te colocarmos no bom caminho. Desde que sobre ti atuam influências más, é que as atrais, desejando o mal; porquanto os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo. Só quando queiras o mal, podem eles ajudar-te para a prática do mal. Se fores propenso ao assassínio, terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a te alimentarem no íntimo esse pendor. Mas, outros também te cercarão, esforçando-se por te influenciarem para o bem, o que restabelece o equilíbrio da balança e te deixa senhor dos teus atos.”
É assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que devamos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

CONSCIÊNCIA

O que é a consciência?
A consciência é a voz interior que o adverte  e está sempre nos acontecimentos de sua vida.
Nunca abandona você.
Nos momentos em que toma atitudes ideais, corretas, é ela que lhe incentiva e fortalece.
Naqueles instantes infelizes quando toma decisões equivocadas é ela que o censura.
Guardiã da integridade pessoal é serva humilde que silencia e aguarda nova chance de se manifestar.

Do livro: REFLEXÕES PARA A SAÚDE
Autor: PÚBLIO CARÍSIO DE PAULA

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Poder da Gentileza

Eminente professor negro, interessado em fundar uma escola num bairro singelo, onde centenas de crianças desamparadas cresciam sem o benefício das letras, foi recebido pelo prefeito da cidade que lhe disse imperativamente, depois de ouvir-lhe o plano:
- A lei e a bondade nem sempre podem estar juntas. Organize uma casa e autorizaremos a providência.
- Mas, doutor, não dispomos de recursos... - considerou o benfeitor dos meninos desprotegidos.
- Que fazer?
- De qualquer modo, cabe-nos amparar os pequenos analfabetos.
O prefeito reparou-lhe demoradamente a figura humilde, fez um riso escaninho e acrescentou:
- O senhor não pode intervir na administração.
O professor, muito triste, retirou-se e passou a tarde e a noite daquele sábado, pensando, pensando...
Domingo, muito cedo, saiu a passear, sob as grandes árvores, na direção de antigo mercado.
Lá comentando, na oração silenciosa:
- Meu Deus, como agir? Não receberemos um pouso para as criancinhas, Senhor?
Absorvido na meditação, atingiu o mercado e entrou.
O movimento era enorme.
Muitas compras. Muita gente.
Certa senhora, de apresentação distinta, aproximou-se dele e tomando-o por servidor vulgar, de mãos desocupadas e cabeça vazia, exclamou:
- Meu velho, venha cá.
O professor acompanhou-a, sem vacilar.
À frente dum saco enorme, em que se amontoavam mais de trinta quilos de verdura, a matrona recomendou:
- Traga-me esta encomenda.
Colocou ele o fardo às costas e seguiu-a.
Caminharam seguramente uns quinhentos metros e penetraram elegante vivenda, onde a senhora voltou a solicitar:
- Tenho visitas hoje. Poderá ajudar-me no serviço geral?
- Perfeitamente - respondeu o interpelado -, dê suas ordens.
Ela indicou pequeno pátio e determinou-lhe a preparação de meio metro de lenha para o fogão.
Empunhando o machado, o educador, com esforço, rachou algumas toras. Findo o serviço, foi chamado para retificar a chaminé. Consertou-a com sacrifício da própria roupa. Sujo de pó escuro, da cabeça aos pés, recebeu ordem de buscar um peru assado, a distância de dois quilômetros. Pôs-se a caminho, trazendo o grande prato em pouco tempo. Logo após, atirou-se à limpeza de extenso recinto em que se efetuaria lauto almoço.
Nas primeiras horas da tarde, sete pessoas davam entrada no fidalgo domicílio. Entre elas, relacionava-se o prefeito que anotou a presença do visitante da véspera, apresentado ao seu gabinete por autoridades respeitáveis. Reservadamente, indagou da irmã, que era a dona da casa, quanto ao novo conhecimento, conversando ambos em surdina.
Ao fim do dia, a matrona distinta e autoritária, com visível desapontamento, veio ao servo improvisado e pediu o preço dos trabalhos.
- Não pense nisto - respondeu com sinceridade -,tive muito prazer em ser-lhe útil.
No dia imediato, contudo, a dama da véspera procurou-o, na casa modesta em que se hospedava e, depois de rogar-lhe desculpas, anunciou-lhe a concessão de amplo edifício, destinado à escola que pretendia estabelecer. As crianças usariam o patrimônio à vontade e o prefeito autorizaria a providência com satisfação.
Deixando transparecer nos olhos úmidos a alegria e o reconhecimento que lhe reinavam nalma, o professor agradeceu e beijou-lhe as mãos, respeitoso.
A bondade dele vencera os impedimentos legais.
O exemplo é mais vigoroso que a argumentação.
A gentileza está revestida, em toda parte, de glorioso poder.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. 11 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1996.

domingo, 8 de maio de 2011

Oração Pelas Mães

 

Quão bendito és Tu Senhor, que nos trouxestes para este mundo,
Por obra e graça da tua bondade e do teu amor. 
Bondade e amor, expresso pelo Dom da maternidade de nossas mães. 
É por isso que te louvamos Senhor, pela graça e benção de nossas mães. 
Por amor maternal nascemos e sobre esse manto vivemos. 
Mães que nos conceberam e nos conduziram os primeiros passos. 
Mães que nos dedicaram o amor que vem de Ti, por obra da Tua Criação. 
Deus bondoso, te louvamos por nossas mães. Mães que amam, que sofrem, que esperam. Que se impacientam, que riem e que choram.
 Mães que te agradecem o fruto da vida, e por ele se doam. 
Deus de infinita bondade, hoje e sempre, te pedimos. 
Abençoe todas as mães do mundo. Ricas e pobres, em todos os lares. Em todos os cantos, em todos os chãos.  
Quem recebeu o seu amor, nunca esquece. 
O amor que ensina, que repreende, que se doa e que o entrega ao mundo. 
Cumprindo um ciclo de divindade. Da obra de tua criação. 
Amor, mãe e Deus. Amor de mãe. 
Mãe de amor . Deus de amor. 
Mãe dádiva de Deus, dádiva de amor. 
Abençoados por Deus, sejam os teus dias, mães de todos nós. 

Jairo Pessoa Guimarães. 

Mãezinha

Quando o Pai Celestial precisou colocar na Terra as primeiras criancinhas, chegou à conclusão de que devia chamar alguém que soubesse perdoar infinitamente.
De alguém que não enxergasse o mal.
Que quisesse ajudar sem exigir pagamento.
Que se dispusesse a guardar os meninos, com paciência e ternura, junto do coração.
Que tivesse bastante serenidade para repetir incessantemente as pequeninas lições de cada dia.
Que pudesse velar, noites e noites, sem reclamação.
Que cantarolasse, baixinho, para adormecer os bebês que ainda não podem conversar.
Que permanecesse em casa, por amor, amparando os meninos que ainda não podem sair à rua.
Que contasse muitas histórias sobre a vida e sobre o mundo.
Que abraçasse e beijasse as crianças doentes.
Que lhes ensinasse a dar os primeiros passos, garantindo o corpo de pé.
Que os conduzisse à escola, a fim de que aprendessem a ler.
Dizem que nosso Pai do Céu permaneceu muito tempo, examinando, examinando... e, em seguida, chamou a Mulher, deu-lhe o título de Mãezinha e confiou-lhe as crianças.
For esse motivo, nossa Mãezinha é a representante do Divino Amor no mundo, ensinando-nos a ciência do perdão e do carinho, em todos os instantes de nossa jornada na Terra. Se pudermos imitá-la, nos exemplos de bondade e sacrifício que constantemente nos oferece, por certo seremos na vida preciosos auxiliares de Deus.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Confiança em Deus

Em qualquer circunstância, mantém tua confiança em Deus, que rege o Universo e guarda tua vida.
Nunca te revoltes, seja qual fôr o problema que te surpreenda.
Fora do teu sofrimento sofrem também outros filhos de Deus sob estigmas de aflições que desconheces.
Normalmente relacionas as provações que te alcançam e derrapas em regime de rebeldia caindo nos alçapões das inconseqüências de vária ordem.
Deixas-te intoxicar pelos vapôres da felonia e afasta-te da diretriz do bem, fugindo para lugar algum onde sofres mais por desespêro injustificável do que pela Intensidade do padecer que te atinge.
No entanto, êles estão ao teu lado, os irmãos do carneiro da agonia.
Disputam casebres miseráveis pendurados em morros onde fermentam ódios ou aglutinados em declives e baixas infectas onde dominam sombras, acondicionando retalhos de velhas latas e tábuas imundas, que transformam em lar e ali se rebolcam em inenarrável desesperação.
Dormem sob as pontes das estradas ou nas calçadas das vielas sombrias em espaços exíguos à mercê do abandono.
Espiam por olhos que se apagaram e não têm possibilidade de ver, marchando em densas trevas.
Agitam-se em corpos mutilados e anseiam alucinadamente por conseguir andar, abraçar, mover-se em alguma direção.
Perderam a razão, um sem número dêles, e correm pelos dédalos da loucura indimensional, sob pesadelos horrendos, em que seguem até à idiotia.
Experimentam fome contínua e sentem a constrição da máquina orgânica, desajustada ao império das necessidades que se sucedem.
Têm o espírito dilacerado por diagnósticos de enfermidades que sabem irreversíveis e, piorando-lhes a situação, não estão preparados para a desencarnação.
Aguardam notícias funestas que os alcançarão logo mais e expungem as agonias sem nome sorvendo o veneno da amargura, revoltados sem lograrem a extinção do Sofrer...
Faze um giro além das fronteiras do “eu” enfermiço e tristonho a que te recolhes.
Abre os olhos e espia na direção da Terra perto e longe de ti. Há poemas de beleza na paisagem em festa e tragédias nos bastidores dos corações em comunhão com as torpezas morais em agitação. Pensarás, então, que o homem e somente êle éinfeliz numa esfera de luz e côres como a da Natureza.
Em verdade ainda é a Terra a abençoada escola de redenção. Contrastando com as necessidades de cada aluno, ela se mantém festiva para ensejar uma visão panorâmica convidativa para o bem e para a ação integral que facultam a superação das dificuldades.
Todos aquêles calcêtas que lhe desconsideraram as classes ontem, ora retornam para refazer e aprender fixando em definitivo as lições superiores de amor e vida que desprezaram.
*
Após examinares tôdas as circunstâncias provacionais do caminho da evolução, bendirás o que tens no corpo e na alma, utilizando-te com meridiana sabedoria dos dons incomparáveis de que te encontras investido, elaborando condições novas interiormente, para superar os óbices naturais e agradecer as excessivas concessões que fruis e das quais inapelavelmente prestarás contas mais tarde ao Excelso Administrador, como já lhes sofrem os resultados êstes que ora resgatam mais em regime carcerário, porém que aguardam a dádiva do teu auxílio para diminuir-lhes as aflições superlativas.
Tem, pois, confiança em Deus, alma irmã! Ama e agradece o quinhão de dor que te chega para o próprio aprimoramento espiritual e prossegue sereno ajudando aquêles outros espíritos igualmente ou mais atribulados que tu mesmo a seguirem pela rota abençoada da reencarnação.
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"Confia em Deus". Mateus: capítulo 27, versículo 43.
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"Os (Espíritos) que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam". Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 4º - Item 18, parágrafo 2.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Florações Evangélicas. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 13. Salvador, BA: LEAL.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Herdeiros da Luz

 
O homem está jornadeando num reino de luz.
A Terra é um agregado gigantesco de átomos luminosos, através do movimento a que se vê impulsionada pelos princípios da gravitação.
Todos os elementos conhecidos e aqueles outros ainda não catalogados na química tradicional se constituem na base da luz.
Cada átomo, em si, é um sistema de força em que núcleos de energia e recursos-satélites se aglutinam para a composição das formas em que a vida se manifesta.
Todos os minerais, plantas e animais, sejam quais forem, se organizam em agentes de luz.
Dos céus aos abismos, o clarão solar varre todos os recantos, fornecendo radioso alimento a tudo o que existe.
Das usinas do Sol nas quais se nos entretecem as energias, emergem todos os ingredientes que asseguram a existência das criaturas, acalentando a vida que se eleva, em forma de inteligência, para os cimos da evolução.
Apresentamos semelhante quadro de modo a certificar-nos de que as bases de todas as revelações da Sabedoria Divina se alicerçam na luz.
Diz a Bíblia que o Criador, antes de tudo, fez a luz por elemento básico do Universo.
Jesus nos adverte: – "Deixai que a vossa luz brilhe diante dos homens".
E, nos domínios da luz, os filhos de Deus – nós outros, os espíritos eternos – vivemos imersos na luz, promovendo a construção de destino melhor, através do uso de nosso livre arbítrio.
Por isso mesmo, convém lembrar que os herdeiros da luz que somos todos – já que a luz é para cada um de nós aquilo que a corrente oceânica representa, em si, para o peixe que lhe atravessa os campos de força – temos conosco a faculdade de gerar a sombra.
Acordemos para a luz, aplicando-a na formação de novas bênçãos de luz.
Por muito que sejam sonegados pela inteligência interessada em domínio, os poderes espirituais que nos regem nunca receberam as dificuldades que assacamos contra eles, em forma de indiferença ou de injúria.
Os mestres na escola compreendem os impulsos de agressividade da criança e os médicos num hospital não consideram as reclamações indébitas dos doentes.
Urge avançar, melhorar, elevar, sublimar, e estamos convidados a isto.
Exercer a caridade e a benevolência é criar mais luz; disseminar a concórdia e o progresso é estender a luz e ampliá-la.
Perdão é sustentação da luz; esperança é a preservação dela.
E, sobre todas as forças da Vida Espiritual a que nos é possível recorrer, o Amor é o Sol Divino irradiando, onde esteja, tudo o que é belo e bom, grande e santo.
Esperamos o futuro, esforçando-nos para que a luz de Deus em nós venha a brilhar cada vez mais.
Muito próxima vemos a época em que as sombras de nossa própria alma – ou melhor, todas as sombras criadas por nós mesmos em nossas próprias almas – serão capituladas na patologia comum.
Radiografaremos o novelo mortífero do ódio qual observamos a presença do carcinoma onde surja e se desenvolva.
Fotografaremos a tristeza e o desânimo, a inveja e o ressentimento, e concluiremos com segurança sobre as calamidades de nosso próprio mundo íntimo, quando os nossos desequilíbrios de espírito estabelecem, dentro de nós e conosco, a introdução às doenças.
E, por isso mesmo, a ciência curativa se baseará no amor, que o Cristo nos legou, isto é, no uso da luz de que dispomos para extinguir as trevas.
Perturbar é ensombrar e construir será iluminar sempre. Abençoemos a Vida, a fim de iluminá-la. Aceitemos os nossos obstáculos e provas a fim de revestir de luz o caminho a trilhar. Ajustemo-nos às Leis Divinas. Deus é Amor e o Amor é Luz Divina.
Todos somos chamados a multiplicar os Valores de Deus em nossas mãos, porque, onde estivermos, somos todos nós de Deus, dentro da Vida e do Universo, aprendendo, pouco a pouco, a refletir Deus, criando o bem que é a luz permanente da Vida, em favor de nós mesmos. Sigamos adiante. E conservemos a certeza de que unicamente pela Ação do Bem de Todos conseguiremos traçar a senda para o Mais Alto, onde a Luz Divina nos reunirá e abençoará para sempre.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos de Volta. Ditado pelo Espírito Bezerra de Menezes.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A SABEDORIA DO PERDÃO

Perdoar é atitude sábia.
Quando você perdoa, você se liberta psicologicamente do fato e do ofensor, aos quais permaneceria vinculado pela mágoa ou pelo ódio.
O perdão liberta e os seus passos continuarão o caminho do futuro, porque pacificado e repleto de harmonia interior.
Perdoar denota mais coragem do que revidar.
Seja corajoso e perdoe o quanto antes aliviando-se do penoso fardo do desgosto e da mágoa...

Do livro: REFLEXÕES PARA A SAÚDE
Autor: PÚBLIO CARÍSIO DE PAULA


terça-feira, 3 de maio de 2011

Apelo pela Vida

Alma irmã, escuta-me!
Venho falar-te do drama de urgência, que toma conta do coração e da mente da mulher, que se vê induzida por hábil propaganda a negar-se à maternidade...
Sejam quais forem os argumentos, como se te apresentem as justificativas para o crime de interrupção da vida fetal, que alguns homens pretendem legalizar, não te deixes seduzir.
A mulher nasceu para ser, por excelência, mãe da própria ou da carne alheia.
A exceção do aborto terapêutico que objetiva salvar a vida da gestante, facultando-lhe permanecer no ministério do corpo, todos os outros tipos de aborto decorrem de arrazoados ególatras e sofistas, que não merecem respeito.
Não te envergonhes nunca de permitir que a vida se te manifeste pelo teu corpo, na condição de co-criadora que és ao lado de Deus.
Ser mãe é desdobrar a alma em santificantes lições de Amor, doando-se e fruindo o licor inefável da felicidade.
...E um dia, quando a neve dos anos adornar-te a cabeça cansada e aureolar-te o corpo exaurido, duas mãos de apoio como asas angelicais, surgirão, inesperadas, para apoiar-te, enquanto formosa voz entoará um hino de gratidão ao teu amor, mesmo te que sintas, aparentemente, abandonada.
Este hino, em musicalidade sublime, assim te dirá:
- Mamãe, aqui estou: sou eu, teu filho!
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Terapêutica de Emergência. Ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues. LEAL.

domingo, 1 de maio de 2011

HOSPITALIDADE

     É provável que nem sempre disponhas dos recursos necessários à hospedagem de companheiros em casa.
     Obstáculos e vínculos domésticos, em muitas ocasiões, determinam impedimentos.
     Se a parentela ainda não se compraz contigo, na cultura da gentileza, não é justo violentes a harmonia do lar, estabelecendo discórdia, em nome do Evangelho que te recomenda servi-los.
     Nada razoável empilhar amigos, em espaço irrisório, impondo-lhes constrangimento, à conta de bem-querer.
     Todos nós, porém, conseguimos descerrar as portas da alma e oferecer acolhimento moral.
     Nem todos os desabrigados se classificam entre os que jornadeiam sem teto.
     Aqui e ali, surpreendemos os que vagueiam, deserdados de apoio e convivência...
     Observa e tê-lo-ás no caminho, a te pedirem asilo ao entendimento.
     Dá-lhes uma frase de coragem, um pensamento de paz, um gesto de amizade, um momento de atenção.
     Às vezes, aquele que hoje se reergue com a tua migalha de amor é quem te vai solucionar as necessidades de amanhã, num carro de bênçãos. Não te digas inútil, nem te afirmes incapaz.
     Ninguém existe que não possa auxiliar alguém, estendendo o agasalho da simpatia pelos fios do coração.
(Espírito Emmanuel - Chico Xavier - Palavras de Vida Eterna)