terça-feira, 28 de julho de 2015

Para os Médiuns

Nos últimos tempos, diz o Senhor, difundirei do meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e filhas profetizarão; vossos jovens terão visões e vossos velhos,  sonhos. Nesses dias, difundirei do meu Espírito sobre os meus servidores e servidoras, e eles profetizarão. (Atos, cap. II, vv. 17 e 18.) (1)
Quis o Senhor que a luz se fizesse para todos os homens e que em toda a parte penetrasse a voz dos Espíritos, a fim de que cada um pudesse obter a prova da imortalidade. Com esse objetivo é que os Espíritos se manifestam hoje em todos os pontos da Terra e a mediunidade se revela em pessoas de todas as idades e de todas as condições, nos homens como nas mulheres, nas crianças como nos velhos. É um dos sinais de que chegaram os tempos preditos.
Para conhecer as coisas do mundo visível e descobrir os segredos da Natureza material, outorgou Deus ao homem a vista corpórea, os sentidos e instrumentos especiais.
Com o telescópio, ele mergulha o olhar nas profundezas do espaço, e, com o Microscópio,  descobriu o mundo dos infinitamente pequenos. Para penetrar no mundo invisível, deu-lhe a mediunidade.
Os médiuns são os intérpretes incumbidos de transmitir aos homens os ensinos dos Espíritos; ou, melhor, são os órgãos materiais de que se servem os Espíritos para se expressarem aos homens por maneira inteligível. Santa é a missão que desempenham, visto ter por fim rasgar os horizontes da vida eterna.
Os Espíritos vêm instruir o homem sobre seus destinos, a fim de o reconduzirem à senda do bem, e não para o pouparem ao trabalho material que lhe cumpre executar neste mundo, tendo por meta o seu adiantamento, nem para lhe favorecerem a ambição e a cupidez.
Aí têm os médiuns o de que devem compenetrar-se bem, para não fazerem mau uso de suas faculdades. Aquele que, médium, compreende a gravidade do mandato de que se acha investido, religiosamente o desempenha. Sua consciência lhe profligaria, como ato sacrílego, utilizar por divertimento e distração, para si ou para os outros, faculdades que lhe são concedidas para fins sobremaneira sérios e que o põem em comunicação com os seres de além-túmulo.
Como intérpretes do ensino dos Espíritos, têm os médiuns de desempenhar importante papel na transformação moral que se opera. Os serviços que podem prestar guardam proporção com a boa diretriz que imprimam às suas faculdades, porquanto os que enveredam por mau caminho são mais nocivos do que úteis à causa do Espiritismo. Pela má impressão que produzem, mais de uma conversão retardam. Terão, por isso mesmo, de dar contas do uso que hajam feito de um dom que lhes foi concedido para o bem de seus semelhantes.
O médium que queira gozar sempre da assistência dos bons Espíritos tem de trabalhar  por melhorar-se. O que deseja que a sua faculdade se desenvolva e engrandeça tem de se engrandecer moralmente e de se abster de tudo o que possa concorrer para desviá-la do seu  fim providencial.
Se, às vezes, os Espíritos bons se servem de médiuns imperfeitos, é para dar bons conselhos, com os quais procuram fazê-los retomar a estrada do bem. Se, porém, topam com corações endurecidos e se suas advertências não são escutadas, afastam-se, ficando livre o campo aos maus.
Prova a experiência que, da parte dos que não aproveitam os conselhos que recebem  dos bons Espíritos, as comunicações, depois de terem revelado certo brilho durante algum  tempo, degeneram pouco a pouco e acabam caindo no erro, na vertigem, ou no ridículo, sinal  incontestável do afastamento dos bons Espíritos.
Conseguir a assistência destes, afastar os Espíritos levianos e mentirosos tal deve ser a  meta para onde convirjam os esforços constantes de todos os médiuns sérios. Sem isso, a mediunidade se torna uma faculdade estéril, capaz mesmo de redundar em prejuízo daquele que a possua, pois pode degenerar em perigosa obsessão.
O médium que compreende o seu dever, longe de se orgulhar de uma faculdade que  não lhe pertence, visto que lhe pode ser retirada, atribui a Deus as boas coisas que obtém. Se as suas comunicações receberem elogios, não se envaidecerá com isso, porque as sabe independentes do seu mérito pessoal; agradece a Deus o haver consentido que por seu intermédio bons Espíritos se manifestassem. Se dão lugar à crítica, não se ofende, porque não  obra do seu próprio Espírito. Ao contrário, reconhece no seu íntimo que não foi um  instrumento bom e que não dispõe de todas as qualidades necessárias a obstar a imiscuência  dos Espíritos maus. Cuida, então, de adquirir essas qualidades e suplica, por meio da prece, as  forças que lhe faltam.
O Evangelho Segundo O Espiritismo
Capítulo Xxviii – Coletânea De Preces / Preces Para Os Médiuns
Prece. - Deus onipotente, permite que os bons Espíritos me assistam na
comunicação que solicito. Preserva-me da presunção de me julgar resguardado dos Espíritos maus; do orgulho que me induza em erro sobre o valor do que obtenha; de todo sentimento oposto à caridade para com outros médiuns. Se cair em erro, inspira a alguém a idéia de me advertir disso e a mim a humildade que me faça aceitar reconhecido a crítica e tomar como endereçados a mim mesmo, e não aos outros, os conselhos que os bons Espíritos me queiram ditar. Se for tentado a cometer abuso, no que quer que seja, ou a me envaidecer da faculdade que te aprouve conceder-me, peço que ma retires, de preferência a consentires seja ela desviada do seu objetivo providencial, que é o bem de todos e o meu próprio avanço moral.

Seguidores da Boa Nova

Sejamos nós seguidores da Boa Nova, procurando viver o Cristo em nosso dia a dia, mas lembremos que além de tê-lo nos lábios, devemos tê-lo no coração.
A vida na Terra é uma ilusão temporária e o que fazemos hoje colheremos somente quando rompermos os laços que nos prendem à vida física. Assumir comportamento cristão não é intelectualizar a vida, levar tudo a sério e pretender manter uma postura que possa cair a qualquer momento, mas sentir a vida sem falsidade e sem julgar aquilo que não conhecemos.
É hábito apontarmos defeitos como se estivéssemos acima deles; julgar os outros como se fôssemos melhores. Mesmo que isso seja verdade, não deixemos de lado a indulgência e dobremos a nossa língua para que não sejamos envenenados por ela. As pessoas ao nosso redor não merecem o nosso azedume.
De que adianta mantermos uma postura cristã e termos sonhos ruins a noite ou nos sentirmos perturbados e confusos durante o dia? Sermos missionários dos outros e falhos quando se trata de olharmos a nós mesmos? Por acaso esse comportamento de desejamos demonstrar ao mundo a nossa generosidade e qualidade moral, mas do qual o coração não faz parte, tem sido proveitoso em nossa vida, em nosso dia a dia? Tem resolvido os nossos problemas espirituais?
Adianta sermos elevados por fora, procurando estimular ideias moralizadoras para os outros, quando nós, em nós mesmos, não somos capazes de dar um passo a frente? Culparmos as pessoas, criticarmos os seus atos, julgar e apontar defeitos e apresentar meios e justificativas as quais somos incapazes muitas vezes de seguir? Que sabedoria é essa a nossa, que sabe ensinar mas não sabe fazer?
Cautela meus amigos, cuidado com a hipocrisia, pois esse é um terreno muito hostil, cheio de amargor e infelicidade. Busquemos todos o bem, mas sejamos sinceros com nós mesmos, admitindo a nossa fraqueza pessoal e procurando nossa força entre as pessoas e não dentro de nós mesmos, pois ninguém é forte sozinho.
Luz a todos e que esta luz ilumine os nossos passos, mostrando os perigos do caminho e dando-nos competência para deles nos afastarmos.
André Ariovaldo
http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/seguidores-da-boa-nova/?PHPSESSID=acdbff7a8b8ec7512a516292ae12e2ac#ixzz3hEGTrskT

domingo, 26 de julho de 2015

Educação Emocional dos Filhos

Nós nos preocupamos em educar nossas crianças a fim de que elas possam bem enfrentar o mundo.
A tecnologia se intensifica, o mundo se globaliza, as distâncias se encurtam, e se faz preciso saber mais.
Assim multiplicam-se as aulas de idiomas estrangeiros, os cursos de reforço do conteúdo escolar, as aulas de esporte.
Em um mundo mais competitivo, exigimos sempre mais de nossas crianças.
É necessário vencer nas competições esportivas, mesmo aquelas escolares.
É fundamental ter a nota mais alta, o maior rendimento nos bancos escolares.
Preocupamo-nos muito em cultivar o corpo e alimentar a mente de nossos filhos.
Porém, ao educar, nos esquecemos de que não somos só corpo e mente. Somos também emoção.
E, muitas das vezes, damos pouca importância ou mesmo negligenciamos a educação emocional de nossos filhos.
Ao renascermos, trazemos a bagagem de experiências já vividas.
Não somos uma folha em branco a ser escrita ao longo da existência.
Retornamos à experiência terrena com toda a carga emocional que adquirimos ao longo das passadas existências.
Em razão disso, o panorama emocional que trazem nossos filhos merece cuidado para os ajustes que se façam necessários.
Se percebemos em nosso filho a tendência ao egoísmo, de importância se faz oferecer-lhe lições de solidariedade.
Levá-lo a visitar uma creche ou casa de apoio, a fim de oferecer alguns de seus brinquedos para essas crianças, irá ajudá-lo a compreender o que seja ser solidário.
Se notamos que ele se põe irado com facilidade, sem muita tolerância quando tolhido em alguma ação ou vontade, é fundamental mostrar-lhe o valor da paciência.
Assim, após um ataque de fúria, na medida em que for se tranquilizando, cabe-nos dialogar com ele a fim de conduzi-lo a refletir sobre a conveniência de ser mais paciente, mais tolerante.
Se observamos que nosso filho desanima frente às dificuldades e enfrentamentos da vida, desistindo logo, esmorecendo de maneira pessimista, por lhe faltarem perseverança e coragem, busquemos auxiliá-lo.
Dialoguemos com ele, oferecendo-lhe exemplos de vida de grandes homens e mulheres, dos mais conhecidos aos anônimos, que enfrentaram suas dificuldades e venceram. Isso lhe oferecerá oportunidade para reflexionar em torno do exercício da constância.
Assim, aos poucos, vamos analisando nossas crianças, proporcionando as lições que lhes faltam para sua educação emocional.
Se desejamos que eles sejam felizes, plenos e realizados, ofereçamo-lhes o ensejo de conhecerem seu mundo íntimo.
Conquistar o conhecimento do mundo externo é preocupação lícita e necessária para pais e mães no exercício da educação de seu filho.
Porém, oferecer-lhe a chave para adentrar a grande floresta desconhecida de sua intimidade, é valor inestimável, do qual jamais deverão os pais declinar.
Assim, colaboraremos, com eficácia, para a plena realização dos nossos filhos, na percepção clara de que se há um imenso mundo a ser descoberto, não menos desafiador e necessário se faz o autoconhecimento, trabalhando as suas emoções.
Por Redação do Momento Espírita. Do site: http://momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4314&stat=0.

PERDOA SEMPRE

Perdoa, meu irmão,
A noite triste e densa,
Porque a noite nos traz da escuridão
A alvorada por doce recompensa.

Desculpa, meu amigo,
Os acúleos das dores,
Quase sempre o espinho traz consigo
A oferenda das flores.

Suporta, conformado,
Os golpes da amargura,
Pois muitas vezes, o fel inesperado
Traz a bênção da cura.

Tolera a tempestade que alardeia
Violência e furor...
Finda a tormenta, a Terra brilha cheia
De promessas de amor.

Em todo o tempo, a vida é sempre assim
Se o perdão te conduz
Recolherás os júbilos do fim,
Na vitória da luz.

pelo Espírito Carmem Cinira - Do livro: Nosso Livro, Médium: Francisco Cândido Xavier.
www.caminhosluz.com.br 

domingo, 19 de julho de 2015

UMA IMPORTANTE OPÇÃO

Emília pertencia a uma família de classe média, em um país europeu que sofria crises e carestias, depois de uma prolongada guerra nacional. Fome e epidemias ameaçavam a toda a população polonesa.
Emília, desde pequena, tinha uma saúde frágil, e não melhorava devido às condições em que vivia. Era ainda muito jovem quando se casou com um operário têxtil e se estabeleceram em uma cidadezinha nova, longe de familiares e conhecidos: Wadovice, a 30 km de Cracóvia.
Pouco tempo depois nasceu seu primeiro filho, Edmundo, um garoto belo, bom aluno, atleta e de personalidade forte. Chegaria a se formar em Medicina.
Alguns anos mais tarde, em 1915, Emília deu à luz uma menina, que só sobreviveu poucas semanas, por causa das más condições de vida a que a família estava submetida.
Catorze anos depois do nascimento de Edmundo, e quase dez da morte de sua segunda filha, Emília se encontrava em uma situação particularmente difícil.
Tinha cerca de 40 anos e sua saúde não havia melhorado: sofria severos problemas renais e seu sistema cardíaco se debilitava, pouco a pouco, devido a uma doença congênita.
Além disso, a situação política do seu país era cada vez mais crítica, pois havia sido muito afetado pela recém terminada Primeira Guerra Mundial.
Viviam com o indispensável e com a incerteza e o medo de que se instalasse uma nova guerra.
Justamente nessas terríveis circunstâncias, Emília percebeu que estava grávida novamente. Apesar de o acesso ao abortamento não ser fácil naquela época, e naquele país tão pobre, existia a opção e não faltou quem se oferecesse para praticá-lo.
Sua idade e sua saúde faziam da gestação um alto risco para sua vida. Além disso, sua difícil condição de vida lhe fazia perguntar-se: Que mundo posso oferecer a este pequeno? Uma vida miserável? Um povo em guerra?
Emília desconhecia que só lhe restavam dez anos de vida, por causa de seus problemas de saúde.
Tragicamente, também Edmundo, o único irmão do bebê que esperava, viveria só mais dois anos.
Alguns anos mais tarde, aconteceria a Segunda Guerra Mundial, e no ano de 1941, o pai da criança que estava por nascer também perderia a vida.
Contudo, entre as dificuldades que a assombravam e a vida que nela palpitava, Emília optou por dar à luz seu filho, a quem chamou de Karol. Ele foi o único sobrevivente da família.
Aos 21 anos, ficou na Terra sem os pais e sem os irmãos. Este menino se tornou um ancião. Por muitos anos, cada vez que visitava algum país e passava por suas ruas, milhões de gargantas exaltadas lhe gritavam: João Paulo Segundo, nós te amamos.
Com vários problemas de saúde, o Papa João Paulo Segundo confessou que somente se sustentava pela força da prece dos que oravam por ele.
*
Pense nisso! A jovem Emília podia ter decidido por não permitir o nascimento daquele terceiro filho.
Mas, que grande homem teria perdido o Mundo. Um homem que utilizou o seu prestígio para falar aos dirigentes das nações sobre as doenças da sociedade e que, esperançoso, afirmava que havia razões para confiar, para esperar, para lutar, para construir.
Pense nisso e jamais diga não à vida. Não importam as situações adversas, nem as nuvens borrascosas que teimam em se apresentar.
Se um Espírito lhe bater à porta do coração, pedindo acolhida num minúsculo corpo de carne, receba-o.
Ele poderá vir para mudar a face do Mundo. Ele poderá vir, simplesmente, para enrolar seus braços em seu pescoço e sussurrar aos seus ouvidos: Eu te amo, mamãe!
Redação do Momento Espírita. Com base em pesquisa ao site www.cnbb.org.br/files/biografia.

* * * Estude Kardec * * *