domingo, 24 de julho de 2016

Reuniões Cristãs



REUNIÕES CRISTÃS
"Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas da casa onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convoscO." (JOÃO, capítulo 20, versículo 19.)
Desde o dia da ressurreição gloriosa do Cristo, a Humanidade terrena foi considerada digna das relações com a espiritualidade.
O Deuteronômio proibira terminantemente o intercâmbio com os que houvessem partido pelas portas da sepultura, em vista da necessidade de afastar a mente humana de cogitações prematuras. Entretanto, Jesus, assim como suavizara a antiga lei da justiça inflexível com o perdão de um amor sem limites, aliviou as determinações de Moisés, vindo ao encontro dos discípulos saudosos.
Cerradas as portas, para que as vibrações tumultuosas dos adversários gratuitos não perturbassem o coração dos que anelavam o convívio divino, eis que surge o Mestre muito amado, dilatando as esperanças de todos na vida eterna. Desde essa hora inolvidável, estava instituído o movimento de troca, entre o mundo visível e o invisível. A família cristã, em seus vários departamentos, jamais passaria sem o doce alimento de suas reuniões carinhosas e íntimas. Desde então, os discípulos se reuniriam, tanto nos cenáculos de Jerusalém, como nas catacumbas de Roma. E, nos tempos modernos, a essência mais profunda dessas assembleias é sempre a mesma, seja nas igrejas católicas, nos templos protestantes ou nos centros espíritas.
O objetivo é um só: procurar a influenciarão dos planos superiores, com a diferença de que, nos ambientes espiritistas, a alma pode saciar-se, com mais abundância, em voos mais altos, por se conservar afastada de certos prejuízos do dogmatismo e do sacerdócio organizado.
XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 9.
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Solução



SOLUÇÃO
Se você procura solução adequada ao seu problema, não olvide o grande remédio do Trabalho, doador de infinitos recursos, em favor do progresso do Homem e da Humanidade.
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Seu cérebro vive cheio de perguntas?
Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas.
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Suas mãos permanecem paralisadas pelo desânimo?
Insista no trabalho e o movimento voltará.
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Seus braços jazem fatigados?
Confie-se ao esforço novamente e a ação simbolizará para eles o lubrificante preciso.
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Seu coração vive pesaroso e sem luz?
Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário.
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Seus ideais encontraram sombra e gelo no grande caminho da vida?
Dê seu concurso às boas obras sem desfalecer e claridades novas brilharão no céu de seus pensamentos.
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A parada que não significa descanso construtivo para recomeçar as atividades úteis é alguma coisa semelhante à morte.
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Todos os males da retaguarda podem surpreender aquele que não avança. Mas se você acredita no poder do Trabalho, aceitando o serviço aos semelhantes, por norma de viver em paz, na obediência a Deus, o seu espírito terá penetrado realmente o verdadeiro caminho da salvação.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Endereços de Paz. Ditado pelo Espírito André Luiz. CEU.
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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Moeda, Deus te abençoe



MOEDA, DEUS TE ABENÇOE
Deus te abençoe o santo itinerário,
No trabalho criador,
Moeda que te apuras no salário
De resgate ao suor.

Deus te guarde, moeda amiga e boa,
Onde possa encontrar-te,
Por alimento, estímulo e coroa
para as vitórias da arte.

Deus te ampare, moeda dividida,
Entre os dons da palavra e os lauréis da leitura,
Onde exaltes a paz, o amor e a vida,
Ao clarão da cultura.

Deus te engrandeça, moeda pequenina,
Que te fizeste pão
No impulso da bondade que te ensina
Suprimir a aflição.

Deus te louve, moeda transformada
Em divina fragrância
De alegria e de apoio, estrada a estrada,
Ao coração da infância.

Deus te abençoe, moeda que fulgura
Como beijo de aurora,
nas mãos enregeladas de amargura
Da velhice que chora.

Deus te enobreça, moeda humilde e bela.
Dada espontaneamente
Ao braço fraternal que se desvela
No socorre ao doente.

No júbilo incessante que te agita
Quando o bem te conduz,
Moeda generosa, sê bendita
Em teu giro de luz.
Pelo Espírito Auta de Souza  - Do livro: Poetas Redivivos, Médium: Francisco Cândido Xavier.