quinta-feira, 31 de julho de 2014

Em plena Nova Era

  Há criaturas que deixaram, na Terra, como único rastro da vida robusta que usufruíam na carne, o mausoléu esquecido num canto ermo de cemitério.
 Nenhuma lembrança útil.
 Nenhuma reminiscência em bases de fraternidade.
 Nenhum ato que lhes recorde atitudes com padrões de fé.
 Nenhum exemplo edificante nos currículos da existência.
 Nenhuma ideia que vencesse a barreira da mediocridade.
 Nenhum gesto de amor que lhes granjeasse sobre o nome o orvalho da gratidão.
 A terra conservou-lhes, à força, apenas o cadáver – retalho de matéria gasta que lhes vestira o espírito e que passa a ajudar, sem querer, no adubo às ervas bravas.
Usaram os empréstimos do Pai Magnânimo exclusivamente para si mesmos, olvidando estendê-los aos companheiros de evolução e ignorando que a verdadeira alegria não vive isolada numa só alma, pois que somente viceja com reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres amigos.
 Espíritas, muitos de nós já vivemos assim!
 Entretanto, agora, os tempos são outros e as responsabilidades surgem maiores.
 O Espiritismo, a rasgar-nos nas mentes acanhadas e entorpecidas largos horizontes de ideal superior, nos impele para frente, rumo aos Cimos da Perfectibilidade.
 A Humanidade ativa e necessitada, a construir seu porvir de triunfos, nos conclama ao trabalho.
 O espírito é um monumento vivo de Deus – o Criador Amorável.
 Honremos a nossa origem divina, criando o bem como chuva de bênçãos ao longo de nossas próprias pegadas.
 Irmãos, sede vencedores da rotina escravizante.
 Em cada dia renasce a luz de uma nova vida e com a morte somente morrem as ilusões.
 O espírito deve ser conhecido por suas obras.
 É necessário viver e servir.
 É necessário viver, meus irmãos, e ser mais do que pó!
Pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo - Do livro: O Espírito da Verdade, Médium: Francisco Cândido Xavier.

O Escudo

"Embraçando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno." - Paulo. (EFÉSIOS, 6:16.)
Ninguém se decide à luta sem aparelhamento necessário.
Não nos referimos aqui aos choques sanguinolentos.
Tomemos, para exemplificar, as realizações econômicas. Quem garantirá êxito à produção, sem articular elementos básicos, imprescindíveis à indústria? A agricultura requisita instrumentos do campo, a fábrica pede maquinaria adequada.
Na batalha de cada um, é também indispensável a preparação de sentimentos. Requere-se intenso trabalho de semeadura, de cuidado, esforço próprio e disciplina.
Paulo de Tarso, que conheceu tão profundamente os assédios do mal, que lhe suportou as investidas permanentes, dentro e fora dele mesmo, recomendou usemos o escudo da fé, acima de todos os elementos da defensiva.
Somente a confiança no Poder Maior, na Justiça Vitoriosa, na Sabedoria Divina consegue anular os dardos invisíveis, inflamados no veneno que intoxica os corações. Todo trabalhador sincero do Cristo movimenta-se na frente de longa e porfiada luta na Terra. Golpes da sombra e estiletes da incompreensão cercam-no em todos os lugares. E, se a bondade conforta e a esperança ameniza, é imprescindível não esquecer que só a fé representa escudo bastante forte para conservar o coração imune das trevas.
XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 141.

* * * Estude Kardec * * *

Evolução

Se devassássemos os labirintos
 Dos eternos princípios embrionários,
 A cadeia de impulsos e de instintos,
 Rudimentos dos seres planetários;

Tudo o que a poeira cósmica elabora
 Em sua atividade interminável,
 O anseio da vida, a onda sonora,
 Que percorrem o espaço imensurável;

Veríamos o evolver dos elementos,
 Das origens às súbitas asceses,
 Transformando-se em luz, em sentimentos,
 No assombroso prodígio das esteses;

No profundo silêncio dos inermes,
 Inferiores e rudimentares,
 Nos rochedos, nas plantas e nos vermes,
 A mesma luz dos corpos estelares!

É que, dos invisíveis microcosmos,
 Ao monólito enorme das idades,
 Tudo é clarão da evolução do cosmos,
 Imensidade nas imensidades!

Nós já fomos os germes doutras eras,
 Enjaulados no cárcere das lutas;
 Viemos do princípio das moneras,
 Buscando as perfeições absolutas.

Pelo Espírito Augusto dos Anjos

XAVIER, Francisco Cândido. Parnaso de Além-Túmulo. Espíritos Diversos. FEB.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Pensar e querer

 O homem foi capaz de desenvolver sofisticados radares para detectar presença estranha a longa distância, mas ainda não conseguiu estabelecer um sistema de vigilância em torno da própria mente.
 Todo pensamento estabelece uma sintonia. Pensando a criatura interage sobre seus semelhantes, estabelecendo ligações, conforme o campo mental que a envolve. Se a situação é gerada por pensamentos infelizes, estabelecem-se as presenças indesejáveis, oriundas do plano extrafísico, consolidando, assim, o início de processos obsessivos que poderão aprisionar a pessoa em dolorosos processos de subjugação.
 Entretanto cabe ressaltar que, entre a abordagem do pensamento infeliz e a sua aceitação em nosso campo mental, há uma distância a ser percorrida.
 No mundo, pensamentos infelizes nos ocorrem a todos. Cabe-nos, porém, a devida vigilância, para rebatê-los com o escudo do bom senso, a fim de que nossa vida interior se desenvolva em base de equilíbrio desejável.
 Pensa com amor, e a luz do teu pensamento te iluminará por dentro.
Autor: Scheilla (espírito)
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Do livro: A Mensagem do Dia

Serenidade sempre

Todo homem sábio é sereno.
 A serenidade é conquista que se consegue com  esforço pessoal e passo a passo.
 Pequenos desafios que são superados; irritação  que se faz controlada; desafios emocionais  corrigidos; vontade bem direcionada; ambição  freada, são experiências para a aquisição da  serenidade.
 Um Espírito sereno já se encontrou consigo  próprio, sabendo exatamente o que deseja da  vida.
 A serenidade harmoniza, exteriorizando-se de  forma agradável para os circunstantes. Inspira  confiança, acalma e propõe afeição.
 O homem sereno já venceu grande parte da luta.
 Que nenhuma agressão exterior te perturbe,  levando-te à irritação, ao desequilíbrio.
 Mantém-te sereno em todas as realizações.
 A tua paz é moeda arduamente conquistada, que  não deves atirar fora por motivos irrelevantes.
 Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de  ordem íntima, que ninguém toma, jamais se  perdem e sempre seguem com a pessoa.
 Tua serenidade, tua gema preciosa.
 Diante de quem te enganou, traindo a tua  confiança, o teu ideal, ou envolvendo-te em  malquerença, mantém-te sereno.
 O enganador é quem deve estar inquieto, e não a  sua vítima.
 Nunca te permitas demonstrar que foste atingido  pelo petardo da maldade alheia. No teu círculo  familiar ou social sempre defrontarás com  pessoas perturbadoras, confusas e agressivas.
 Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se  fixam. Constituem teste à tua paciência e  serenidade. Assim exercita-te com essas situações para, mais seguro, enfrentares os grandes testemunhos e provações do processo  evolutivo, sempre, porém, com serenidade.
Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo Franco.
Livro: Dimensões da Verdade
O Espiritismo