quinta-feira, 14 de julho de 2011

Refúgio

 
Quando a tempestade ruge,
Ele é o meu norte.
*
Se a noite cai,
Ele é a minha luz.
 *
 Quando choro,
Ele é o meu consolo.
 *
 Se estou solitário,
Ele me faz companhia.
 *
 Quando a ferida sangra,
Ele é o meu bálsamo.
 *
 Se caio,
Ele me levanta.
 *
 Quando me agito,
Ele me pacifica.
 *
 Se desisto da luta,
Ele é o meu incentivo.
 *
 Quando odiado,
Ele me ama.
 *
 Se me perseguem,
Ele me oculta do mal
E me ensina a perdoar.
 *
 Quando a melancolia me invade,
Ele me restaura a esperança.
 *
 Se me falta o pão,
Ele me alimenta.
 *
 Quando o frio me enregela,
Ele me alberga em seu peito.
 *
 Se estou feliz,
Ele é a minha alegria.
 *
 Por onde vou,
Eu O vejo.
Onde estou,
Eu O sinto.
 *
 Jesus
- o meu doce e terno
Refúgio de Paz.

Alexandre de Jesus

(Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Carlos A. Bacelli - Espírito: Alexandre de Jesus)
Nota nossa: Mensagem recebida por e-mail sem o nome do livro de onde foi retirada.
Realização: Instituto André Luiz

Amai os vossos Inimigos


Amai os vossos Inimigos
Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contra-senso. Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte. pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.
Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento. Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta idéia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for. tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.
O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Capítulo XII - item. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996.
* * * Estude Kardec * * *
Reflexão Espírita

terça-feira, 12 de julho de 2011

Alma Humana

 
De todos os desejos reunidos na alma humana, o sonho da felicidade abstrata é o mais visível.
É aquele sonho onde nos vemos com algo que agora que não possuímos, e quando conquistamos aquele "tesouro", já estamos pensando em um outro mais distante.
É como aquela cenoura colocada diante dos olhos do cavalo, amarrada por uma corda que não o deixa alcançá-la.
A cenoura está ali, mas tão perto e tão distante...
A alma humana, sonhadora e infeliz, busca encontrar em alguma coisa externa a alegria, o contentamento que não encontra em si mesma.
É uma procura inútil, viagem sem mapa, férias sem roteiro, fuga sem rota...
O que buscamos e o que não encontramos, é a nossa própria ausência, é o  distanciamento da nossa realidade, o aceitar-se!
Descubra suas capacidades e necessidades, reveja seus conceitos que lhe fazem mal, pare de agredir a sua própria condição, de menosprezar o real valor que você tem.
Encontre-se antes de sair por ai jurando que ama essa ou aquela pessoa.
Isto só trará dor e sofrimento, e aumentará a sensação de que você nasceu para sofrer.
Nem o "Aleijadinho" nasceu para sofrer, muito menos você, alma querida.
O que está errado é o foco, é a direção.
Corrija o rumo da sua vida, respeite-se, valorize-se e com certeza, aquelas portas fechadas vão se abrir de par em par, motivadas pela energia poderosa que habita em você, nesse dia, além de encontrar-se, saberá que Deus existe, e nunca te abandonou.
Paulo Roberto Gaefke 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O monstro da separação e Separação André Luiz

Ele vive dentro de nós e, cedo ou tarde, mostra a cara

Ivan Martins

Antes de escrever esta coluna eu prometi a mim mesmo que veria Blue Valentine, lançado no Brasil com o título besta de Namorados para sempre. Prometi, mas não fiz. Tudo o que li sugere que o filme é um retrato demasiadamente fiel de dois momentos cruciais da relação amorosa, o começo jubiloso e o fim horrendo. Quem viu o filme diz que dói. Eu, que assim como vocês já tive a minha cota de separações, e ainda mais, ainda não reuni coragem para me ver em cena. E talvez não reúna.

Mesmo de longe, Blue Valentine me fez lembrar do monstro que aparece quando as relações começam a acabar. Ele se manifesta por insultos e violência verbal, no início. Indiferença e sarcasmo, depois. É preciso ter atravessado um túnel desses para perceber que as brigas, ainda que assustadoras, representam uma tentativa de aproximação. Elas são o derradeiro gesto de carinho. Os gritos parecem uma forma exasperada de perguntar, afinal, o que aconteceu com o amor que havia aqui? A indiferença entra em cena quando ninguém mais está interessado na resposta.

De um jeito ou de outro, o monstro está lá.

Se ele grita e quebra pratos, ou cala, ainda é ele, cascudo e áspero por fora, uma bola sangrenta e dolorosa por dentro. O monstro da separação se parece imensamente com a pessoa que a gente amava, mas, ao contrário dela, parece ter vindo ao mundo com a missão explícita de nos fazer sofrer, de forma cruel e variada. A pior delas é a confusão. Às vezes, o monstro sorri de uma maneira tão parecida ao antigo objeto do nosso amor que é impossível não se derreter por ele. Mas, um segundo depois, o monstro faz um comentário gelado que deixa clara a sua natureza de réptil. Nossos sentimentos oscilam como pêndulo entre um momento e outro, e a vida parece não ser mais do que um poço escuro repleto de indecisão.

Muitos dirão que eu exagero – e é verdade. Mas o fato é que nunca vivi uma separação inteiramente civilizada. Temo que elas não existam. Na minha experiência, em algum momento o monstro sempre dá as caras. Mesmo nas relações mais doces ele aparece – ainda que seja no finalzinho, ou depois.

Lembro de me separar de uma mulher tão querida, com quem eu tinha uma relação de tanto carinho, que nos era impossível brigar de verdade. Quando ela se punha a berrar comigo eu achava a cena cômica, e ria. Mesmo assim teve barraco, semanas depois da separação. Eu soube que ela estava saindo com um sujeito qualquer e achei que tinha o direito de receber esclarecimentos. Liguei, cobrei e ela – com toda razão – disse que aquilo não era da minha conta e mandou que eu me catasse. Foi aí que o monstro pegou o telefone do meu lado e entrou na conversa. Lembro perfeitamente de algumas coisas que ele disse, e da frieza torpe com que disse, mas tenho vergonha de reproduzir. Do lado de lá, claro, apareceu outro monstro, de cílios postiços e batom vermelho, que gritou ao telefone coisas terríveis, tiradas do baú do ressentimento. Não foi nada bom.

Uma das características mais surpreendentes do monstro da separação é que gente nem imagina quando ele veio ao mundo. Lembramos perfeitamente do dia, da hora e talvez mesmo do exato segundo em que o amor começou. Ou, pelo menos, da sensação de estar diante da possibilidade do amor. Mas temos uma dificuldade enorme em perceber o momento em que a casa começa a cair. Exceto nos romances e nos filmes, que tentam explicar o inexplicável, ninguém acumula pistas para esse tipo de desfecho. Ninguém diz, por exemplo: aquela manhã, quando eu comentei que iria voltar tarde para casa, e ela sequer me ouviu, percebi que as coisas estavam acabando. Ou então: trocamos um olhar no meio da festa e, repentinamente, ficou claro que a cumplicidade que houvera entre nós havia desaparecido.

Na vida real não é assim. Pela boa razão de que não queremos que seja. A maioria de nós gosta de ser parte de um casal, de um projeto, de um todo. Gostamos de ser amados e de amar. Assim, não nos interessa ficar espreitando o futuro na borra do café de todos os dias. Tocamos o barco, como se diz. Seguimos adiante, otimistas até prova em contrário. Quando a gente se dá conta, o mal-estar já está batendo nas coxas, como uma água suja e fria. Esse é o ambiente em que os monstros vicejam.

É evidente que ninguém chega a isso de uma hora para outra. Monstros não se improvisam. Nem se manifestam em relações que não tiveram tempo de engendrá-los. Não adianta namorar superficialmente por três meses e esperar por um sáurio escamoso de três metros na despedida. Ela não vai aparecer. Monstros são filhos bastardos da paixão e do comprometimento. São alimentados, paradoxalmente, por desejo, admiração e compromisso. Além de tempo, claro. Gente que não é capaz de amar nunca vai ter seu monstro. Pode ver o dos outros, daqueles que são capazes de amar sozinhos, mas esses não são realmente assustadores. Os monstros que nos metem medo têm as feições e os gestos das pessoas que nós amamos. Ou as nossas.

Dito isso, se eu fosse dirigir um filme de amor, tentaria evitar esse trecho final, como o cinema antigo fazia nas cenas de sexo. Depois do beijo, descia a cortina. Quem não sabia o que vinha depois não tinha idade para isso e não deveria realmente ver. Quem já sabia não precisava de explicações tão diretas. O voyerismo erótico e emocional – esse que nos dá o direito de espiar até os últimos detalhes da vida dos outros, real ou imaginária – é uma invenção relativamente recente. Se eu fosse dirigir um filme de amor, portanto, apelaria para o pudor. E acho que seria um sucesso. Aposto que o mundo está cheio de gente como eu, cansada de ver de perto o monstro da separação.  

Ivan Martins



Após a leitura do texto, vamos rever a mensagem de André Luiz? Suas palavras se encaixam bem em qualquer tipo de separação, mas vamos usá-las aqui para a separação amorosa.
Ainda dá tempo de salvar um casamento aí? :)

Beijos, bom início de semana!
Lori


SEPARAÇÃO
André Luiz

Nas construções do bem, é forçoso contar com a retirada de muitos companheiros e, em muitas ocasiões, até mesmo daqueles que se nos fazem mais estimáveis.
É preciso aguentar a separação, quando necessária, como as árvores toleram a poda.
Erro grave reter conosco um ente amigo que anseia por distância.
Em vários casos, assemelham-se às estradas que se bifurcam para atender aos desígnios do progresso.
Não servir de constrangimento para ninguém.
Se alguém nos abandona, em meio de empreendimento alusivo à felicidade de todos e se não nos possível atender à obra, em regime de solidão, a Divina Providência suscita o aparecimento de novos companheiros que se nos associam à luta edificante.
Nunca pedir ou exigir de outrem aquilo que outrem não nos possa dar.
Não menosprezar a quem quer que seja.
Saibamos orar em silêncio, uns pelos outros.

Apenas Deus pode julgar o íntimo de cada um.

(Do livro "Sinal Verde", André Luiz, Francisco C. Xavier)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Quando menos se espera

Em uma passagem do Evangelho, Jesus fala a respeito de inúmeras vicissitudes que atingiriam a Humanidade.
Ele menciona enganos e enganadores, boatos, discórdias e escândalos.
Mas assevera que quem perseverar até o fim será salvo.
A sabedoria das palavras do Cristo comporta aplicação nos mais variados contextos.
Elas servem à Humanidade como um todo, em sua marcha secular pela via do aperfeiçoamento.
Mas também consolam o homem comum, em seus problemas do dia a dia.
Muitas vezes, a criatura humana sente que lhe faltam as forças.
Seus problemas parece que se avolumam sem perspectiva de solução.
Ora é uma enfermidade que se prolonga.
Ou a solidão do coração que se arrasta por meses ou anos.
Pode ser um desemprego um tanto longo.
Ou dificuldades financeiras que persistem.
Em geral, as dores fortes e que passam rápido se afiguram mais suportáveis.
O genuíno teste para a resistência reside nas contrariedades que se prolongam.
As pequenas dores que insistem em permanecer.
As expectativas que parecem nunca se realizar.
Em face desses eventos críticos, o cristão necessita refletir a respeito da mensagem de Jesus.
O homem no mundo não sabe o dia e a hora em que seus testemunhos devem findar.
Por isso, incumbe-lhe perseverar e manter o ânimo firme.
Toda provação encontra seu término.
Por longa que seja a noite, o dia sempre termina por raiar.
Não convém que, no momento da redenção, a criatura em prova esteja amarga e desesperada.
A existência humana sempre comporta algumas agruras.
Entretanto, elas não constituem tragédia e nem crueldade da ordem cósmica.
Cada qual é testado conforme a sua capacidade de resistência.
Os testes que se apresentam têm relevantes finalidades, no contexto da existência imortal.
Após demonstrar sua constância no bem, mesmo por entre dificuldades, o Espírito torna-se confiável aos seres angélicos que lhe acompanham a evolução.
Então, pode ser selecionado para desempenhar missões de amor.
Essas missões o encherão de mérito, se bem desempenhadas.
Propiciarão que se liberte de dores e angústias, de modo definitivo.
Assim, importa perseverar.
O momento da redenção pode estar muito próximo.
Não se sabe o dia nem a hora, mas Deus nunca Se atrasa.
Quando menos se espera, Sua misericórdia se manifesta.
Aí as dores se extinguem, a solidão termina, o dia amanhece.
Para mais tarde não se envergonhar do próprio comportamento, convém se manter firme e esperançoso.
Afinal, quem perseverar até o fim será salvo.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
07.07.2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ser transparente

 
Às vezes, nos perguntamos por que é tão difícil ser transparente.
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero e não enganar os outros. No entanto, é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sentimos. É desnudar a alma, deixar cair as máscaras e baixar as armas.
É destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche e transborde.
Infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da profundeza do nosso ser.
Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que não sabemos todas as respostas, que somos frágeis, que temos medo.
Por mais doloroso que seja construir uma máscara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.
E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que não condizem com o nosso verdadeiro eu.
Não porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso.
Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que já não sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a doçura, a compaixão e a compreensão.
Muitas vezes sofremos e nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos sozinhos, num silêncio que nos remete à saudade de nós mesmos.
Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de nós e que não temos coragem de mostrar àqueles que nos querem bem e que nos amam.
Aprendemos que nos mostrar com transparência é sinal de fraqueza, é ser menos do que o outro. Na verdade, se agíssemos deixando que a nossa razão ouvisse o nosso coração, poderíamos evitar muita dor.
* * *
Quando formos surpreendidos pelo sofrimento de qualquer natureza, lembremos primeiramente de Deus, Pai amoroso, que nunca desampara um filho Seu. Fortaleçamo-nos na prece e na fé que conforta e acalma.
Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas serão abrandadas, pois dividir as angústias, medos e aflições, as torna menores.
Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes também aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos é nossa também.
Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais será sinal de fraqueza.
Procuremos, pois, de forma equilibrada, não prender tanto o choro, não conter a demonstração da alegria, não esconder tanto o nosso medo e nossas aflições. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer tão invencíveis.
Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida.
05.07.2011

sábado, 2 de julho de 2011

A ORIGEM DO UNIVERSO





Com certeza em algum momento de nossa vida, 
paramos para perguntar ou questionar como 
tudo isso que nos envolve e serve de morada foi criado.  

A nossa casa atual, o planeta Terra, 
considerado um grão de areia no universo, 
já nos deixa um tanto quanto "maluco" ao procurarmos explicações 
para sua formação, como foi realmente criado etc...

Imaginem o universo, o local onde se abriga os mundos, enfim, 
tudo o que existe?

O que já entendemos e nos foi dado como certo, 
não só pelos estudos científicos dos humanos e 
também pelos espíritos da verdade, através de Allan Kardec,
é que os mundos se criam através da condensação de 
matéria espalhada no universo, 
mais ou menos o que acontece com os cometas, 
que são partículas de matéria que agregadas, caminham juntas .

Mas, o que seria o universo? 

O que sabemos é que tudo aquilo que é animado ou inanimado, 
tudo o que se move no espaço, inclusive o espaço que consideramos 
como vazio, tudo isto é o universo e quando Jesus nos disse que
na casa do pai há muitas moradas, lógico seria entender que 
estaria dizendo que muitos seriam os mundos 
materiais e imateriais onde os espíritos serviriam na 
caminhada em busca da evolução. 

E se compreendemos que os espíritos caminham 
em busca de evolução, os mundos seguem a mesma rotina e 
sempre estarão de acordo com o grau de evolução dos seus habitantes.

Chegamos a conclusão de que o universo foi criado por Deus, 
porque se assim não o fosse, se o universo existisse de 
toda a eternidade, assim como Deus, não poderia ser obra dele. 
Vide questão 37 Livro dos Espíritos.

Talvez você ao ler esse pequeno estudo, 
diria que se havia matéria espalhada pelo espaço do universo, 
mesmo antes da formação dos mundos, 
tendo em vista que eles são feitos da agregação dessas partículas, 
haveria já algo muito antes dos mundos, dos planetas etc...

De acordo...haveria sim, porque ainda está longe o 
conhecimento total sobre este assunto. 

Entendo que um dia a própria ciência em seu caminho, 
entenderá que a pluralidade dos mundos, 
deixará de ser apenas uma hipótese (para eles), 
para ingressar no rol das realidades demonstradas e indiscutíveis. 

Aí a frase de Jesus de que há muitas moradas na casa do Pai, 
terá sentido, porque não só de mundos materiais é constituído
essas moradas.

Sabemos que mesmo através de Kardec, 
nas reuniões mediúnicas da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas,
havia a comunicação de espíritos terrenos bem como de 
espíritos pertencentes a outros mundos e que davam importantes 
e curiosas informações sobre a vida nos Cosmos. 

Mesmo assim, dentro do principio que até hoje norteia a Doutrina, 
Kardec registrou todas essas informações, 
dentro da lógica em que foram repassadas mas deixou em 
aberto que a aceitação das mesmas como reais, 
dependeria de investigações futuras, 
normalmente a cargo de astrônomos, 
pois seriam da alçada da Ciência Espírita. 
E isto vem acontecendo até os dias de hoje.

A lógica pura e simples nos diz que realmente há uma 
inteligência maior, algo que ainda com nossas palavras, 
não poderemos definir e que dentro do principio de que 
não há efeito sem uma causa, 
essa inteligência em um determinado momento, 
criou o universo e dentro dele os mundos. 

Interessante observar que cientistas admitiram o surgimento 
deste universo há 15 bilhões de anos, ou seja, 
essa a data do famoso Big Bang, 
uma explosão que aconteceu e eles detectaram como a 
formação dos mundos neste momento. 

Seguindo ainda nesse raciocínio, 
e aceitando que a inteligência que criou tudo isto, 
essa coisa Maior e Suprema já existia e jamais foi criada, 
sempre existiu, e que seria Deus, 
como aceitar que ele começou a agir a 
apenas 15 bilhões de anos atrás? Mas e antes? 

Estaria ele sem nada criar? 
Kardec nos ensina que Deus jamais deixou de criar, 
portanto cai por terra a definição dos cientistas.

A explosão pode realmente ter acontecido e com ela surgiu 
algumas galáxias e dentro delas, a nossa e os planetas que 
conhecemos (sabemos que existem bilhões de galáxias).

Quanto ao tempo de duração dos mundos, da Terra por exemplo, 
isso é algo que ainda não poderemos saber. 

A finalidade já é clara, 
mas um dia a Terra ou mesmo nossa galáxia deixará de existir? 

André Luiz em seu livro ...Evolução em Dois Mundos, 
disse que todos os corpos celestes tem um ciclo de vida, 
são criados, desempenham seu papel no Universo e 
depois de exauridos ou cadaverizados, 
são desintegrados através de explosões nucleares em sua superfície, 
controladas pelos Engenheiros Siderais. 

O material dessa desintegração é sugado pelos 
buracos negros do universo e reciclado, 
sendo depois devolvido ao Espaço Sideral para a formação
de novas nebulosas.

Concluindo, aceitamos que a Doutrina e o que ela nos 
ensina sobre a criação e formação dos mundos, 
procura caminhar ao lado do conhecimento da ciência, 
respeitando sempre os parâmetros, 
mas que apesar de os cientistas não medirem esforços 
para definir o assunto, eles só chegarão a um consenso,
quando aceitarem analisar o porque e a evolução deste universo, 
sob dois aspectos: 

o intelectual e o moral, porque aí sim, 
chegarão mais perto do criador, 
ntenderão possivelmente alguns aspectos da Criação Divina. 

Com certeza poderão entender que para atingir 
a origem do universo, teriam que chegar também à 
origem do incriado e isto é impossível. 

Neste momento, serão colaboradores do Criador.
Esse é o nosso destino. 

Somos seres pensantes que povoam o universo e
 portanto o universo existe porque existimos e precisamos dele. 

Finalizaria este pequeno estudo com a frase já 
repetida por muitos de que nós, espíritos habitantes 
deste plano ainda inferior no tocante aos graus evolutivos, 
de que... 

somos pretensiosos demais em pensar que 
estaríamos sós no Universo.

                         
PEDRO OZORIO
Casa Branca - SP

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mensagem de Bezerra de Menezes

“Estamos agora em um novo período, estes dias assinalam uma data muito especial, a data da mudança do mundo de provas e expiações para mundo de regeneração. A grande noite que se abatia sobre a terra lentamente cede lugar ao amanhecer de bênçãos, retroceder não mais é possível.
Firmastes, filhas e filhos da alma, um compromisso com Jesus antes de mergulhares na indumentária carnal de servi-lo com abnegação e devotamento, prometestes que lhe serias fiel, mesmo que vos fosse exigido o sacrifício.
Alargando-se os horizontes deste amanhecer que viaja para a plenitude do dia, exultemos juntos, os espíritos desencarnados e vós outros que transitais pelo mundo de sombras; mas além do júbilo que a todos nos domina, tenhamos em mente as graves responsabilidades que nos exornam a existência do corpo ou fora dele. Deveremos reviver os dias inolvidáveis da época do martirológio, seremos convidados não somente ao aplauso, ao entusiasmo, ao júbilo, mas também ao testemunho, o testemunho silencioso nas paisagens internas da alma, o testemunho por amor àqueles que não nos amam, o testemunho de abnegação no sentido de ajudar aqueles ainda se comprazem em gerar dificuldades tentando inutilmente obstaculizar a marcha do progresso.
Iniciada a grande transição, chegaremos ao clímax e na razão direta em que o planeta experimenta as suas mudanças físicas, geológicas, as mudanças morais serão inadiáveis. Que sejamos nós aqueles Espíritos Espíritas que demonstremos a grandeza do amor de Jesus em nossas vidas; que outros reclamem, que outros se queixem, que outros deblaterem, que nós outros guardemos, nos refolhos da alma, o compromisso de amar e amar sempre, trazendo Jesus de volta com toda a pujança daqueles dias que vão longe e que estão muito perto.
Jesus, filhas e filhos queridos, espera por nós, que seja o nosso escudo o Amor, as nossas ferramentas o Amor, e a nossa vida um Hino de Amor, são os votos que formulamos os Espíritos Espíritas aqui presentes e que me sugeriram representá-los diante de vós.
Com muito carinho o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra, muita paz filhas e filhos do coração.”

Mensagem recebida por Divaldo Pereira Franco durante o encerramento do 3º Congresso Espírita Brasileiro realizado em 18 de Abril de 2010