quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Amor e Vida


 A radiosa criança nasce entre os campos de trigo, pastagens e montanhas, nas terras judaicas.
As tradições rezam que o Seu berço contou com sinais de luz de curiosa quão rutilante estrela.
De menino, já dialogava com os intelectuais notáveis do Templo de Salomão, deixando-os perplexos com tanto saber.
Estabelece que viera ao mundo para atender aos imperativos da Divina Vontade.
Demarca Seus passos com o fogo da verdade e da nobreza d’alma.
Conversa com príncipes e pobres, meretrizes e bandoleiros, pescadores singelos e potentados, com a mesma tranqüilidade, sem qualquer afetação com uns ou com outros.
Empreende curas por onde passa: cegos vêem; moucos ouvem; ancilosados se movimentam e caminham; mortos revivem; feridentos são limpos; e Ele sempre suave, sem nenhuma presunção, comovia-se com as dores alheias.
Percorreu muitas cidades, pregando o bem e a renovação indispensáveis.
Visitou amigos, honrando-lhes os lares e florindo-lhes as existências, para que nunca mais fosse esquecido.
Ampara, levanta, ensina, sacia os carentes, exemplifica, perdoa e ama, engrandecido em cada gesto.
Suporta a traição, a negação, a bofetada, a indiferença, o coroamento com espinhos e a cruz, por fim, compreendendo a premência de testemunhar fidelidade ao Criador em qualquer episódio da estrada.
Retorna da morte para provar que há sempre vida, e concita os amigos ao bom ânimo e à perseverança no bem.
E, até hoje, Ele, Jesus, vibra e se agita na alma da Humanidade, falando de amor e de vida plena, por meio dos Seus diletos Emissários.

(De “Vida e Mensagem”, de J. Raul Teixeira/Francisco de Paula Vitor)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

É tempo de...



É tempo de um novo pensamento,
É tempo de desgarrar-se da fila dos conformados,
É tempo de sair da lamentação vazia e fácil,
É tempo de descobrir coisas maravilhosas em você,
É tempo de uma nova ocupação, um novo amor quem sabe?
É tempo de sacudir a poeira dos sapatos, voltar a andar.

É tempo de um novo tempo,
É tempo de acordar e reviver, não o passado, este não volta,
mas as boas escolhas que você fez e pode fazer neste dia,
Que Deus, em sua infinita Sabedoria,
ilumina com raios de esperança,
Pois para Ele, você é a eterna criança,
que Ele pega nas mãos e conduz,
rumo ao tempo melhor,
rumo ao tempo da Luz.

Que você se descubra neste dia,
que seque as lágrimas e sorria.
Se sentir-se abandonado, sem ninguém,
lembre-se que Deus lhe ama desinteressadamente,
em qualquer lugar, em qualquer tempo,
eternamente.

Sorria!
  Paulo Roberto Gaefke

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mansidão e Piedade

Se caminhas sob chuvas de impropérios e maldições, cultiva a mansidão e exercita a piedade.

Se atravessas provas rudes, assoalhadas por aflições contínuas, guarda-te na mansidão e desenvolve a piedade.

Se sofres agressões prolongadas, que se não justificam, permanece com mansidão e desenvolve a piedade.

Se tombas nas ciladas bem urdidas, propostas por adversários encarnados ou não, mantém-te em mansidão e esparze a piedade.

Se te açodam circunstâncias rudes e tudo parece conspirar contra tuas lutas de redenção, não te descures da mansidão nem da piedade.

Aclamado pelo entusiasmo passageiro de amigos ou admiradores, sustenta a mansidão e insiste na piedade.

Guindado a posições de relevo transitório e requestado pelo momento de ilusão, não te afaste da mansidão da piedade.

Carregado de êxitos terrenos e laureado por enganosas situações, envolve-te na mansidão e não te distancies da piedade.

Recomendado pelas pessoas proeminentes ou procurado pelos triunfos humanos, persevera com mansidão e trabalha com piedade.

Mansidão e piedade em qualquer circunstância, sempre.

A mansidão coloca-te interiormente indene à agressividade dos que se comprazem no mal e a piedade envolve-os em vibrações de amor.

A mansidão faz-te compreender que necessitas de crescimento espiritual e, por enquanto, a dor ainda se torna instrumento educativo. A piedade evita que mágoas ou seqüelas de aborrecimento tisnem os teus ideais de enobrecimento.

A mansidão acalma; a piedade socorre.

Com mansidão seguirás a trilha da humildade e com a piedade prosseguirás retribuindo com o bem a todo e qualquer mal.

A mansidão identifica o cristão e a piedade fala das suas conquistas interiores.

"Bem-aventurados os mansos e pacificadores - ensinou Jesus - porque eles herdarão a Terra"... feliz do continente da alma imortal.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Otimismo. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 

* * * Estude Kardec * * *
Reflexão Espírita

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Alma querida



Alma querida! Batida pelo vendaval, sacudida pelas incertezas sob a chuva de calhaus, sobre espículos cruéis.

É noite, e as sombras desenham fantasmas.

Tu tremes, choras...

Dói-te o peito, represado de angústias e cambaleiam as tuas pernas, fragilizadas.

Tuas mãos, sempre ágeis, descem e se negam a transformar-se em asas para voar.

Alma querida! Fita além da noite e verás, verás o amanhecer longínquo que chegará a ti, pleno de luz, apagando todas as sombras, diminuindo todas as aflições.

Não pares! Ergue a cabeça e avança, alma solitária e triste!

O Sol da eterna crença avança no teu rumo, aguardando que sigas na Sua direção, no encontro, quando nimbada de luz, alma feliz, bendirás todas as dores, todas as humilhações, que são os tesouros inarcessíveis da vida, coroando-te de estrelas.

Almas queridas! Não canseis de lutar!

Cada um de nós é alma em reajustamento.

Experimentamos, aqui outra vez, o seu quadro de testemunho, mas o nosso Modelo, quando aceitou a Cruz, transformou-a em dois braços que afagam e não numa trave hedionda de horror.

Ide! Avante, Almas queridas, bendizendo a noite com vossas preces, que se transformarão em estrelas, com vossas lágrimas, que se converterão em pingentes de luz, para que nunca haja escuridão.

Deus vos abençoe, almas queridas!

São os votos da servidora humílima e maternal de sempre.

Joanna de Ângelis

Fonte: livro "Para sempre em nosso coração", de Maria Anita Batista - mensagem psicofônica recebida por Divaldo Franco no dia 07 de setembro de 1999, no Centro Espírita Caminho da Redenção, Salvador - BA.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lições de amor e perdão


O mundo conheceu o drama da mulher nigeriana que, por ter concebido fora do casamento, foi condenada a morrer apedrejada.
Sua história comoveu o Mundo, mas poucos a sabem em detalhes.
Poucos sabem que ela, aos 13 anos foi dada em casamento, pelos pais, a um homem de mais de 50 anos.
Após ela ter quatro filhos, foi repudiada por esse marido, com a alegação de que não cuidara de forma eficiente das crianças, permitindo que duas viessem a morrer.
Diga-se, de catapora, em uma região desolada, na savana nigeriana, com total falta de recursos.
Quando o médico chegou, era tarde demais.
Depois disso, ela se casou mais três vezes, tendo ao todo sete filhos.
Conforme a Lei Islâmica, foi repudiada por mais duas vezes e, do último marido, ela mesma pediu o divórcio.
Um primo distante, pertencente à família de seu pai a começou cortejar.
Toda vez que ela saía, ele a encontrava. Falava-lhe coisas gentis, agradáveis, que a foram seduzindo.
Prometeu-lhe casamento. Ela acreditou ter encontrado a felicidade.
Quando engravidou, feliz, lhe deu a notícia. Ele a aconselhou a fazer um aborto clandestino, que ela não aceitou.
Quando a gravidez não podia mais ser ocultada, ela foi denunciada à Corte Islâmica.
Quem a denunciou? Não foram os vizinhos, amigos ou curiosos. Foi seu irmão. O irmão mais querido.
Aquele que ela, ainda menina, auxiliara a cuidar, levando amarrado às costas muitas vezes.
O drama vivido por essa mulher foi pungente. Humilhada várias vezes, ao ter sua sentença de morte decretada, seu maior pesar foi que sua filhinha, Adama, ficaria sem mãe.
Duas grandes lições essa mulher passou ao Mundo.
A primeira, é que o fruto da sua ligação com o homem que a abandonou, o motivo da sua sentença de morte, é intensamente amado por ela.
Em nenhum momento, ela deixou de olhar para a menina com olhos de muito amor.
Mesmo condenada à pena capital, continuou a amamentá-la, acarinhá-la, considerando-a um presente de Deus.
?Minha filha me dá forças, ela é o meu alento.? ? dizia.
A outra grande lição é a do perdão incondicional. Quando foi decretada sua sentença, o irmão que a denunciara a foi visitar.
Sem esperar que ele falasse, ela se aproximou dele e o abraçou.
Ele estava arrependido do que fizera. Dera ouvidos a amigos, não pensara nas conseqüências finais.
Misturaram as lágrimas. Ele se ofereceu para auxiliar a pagar o advogado que faria a apelação perante a Corte Islâmica.
Safiya foi perdoada. Considerada inocente.
Graças ao esforço de seu advogado e da grande pressão internacional.
A sua história auxiliará, em seu país, a outras mulheres, com certeza.
As suas lições de amor, de perdão, contudo, se fazem exemplo para o Mundo inteiro.
Curiosidades
Safiya vive no mesmo lugarejo, ao norte da Nigéria. Ela tornou a se casar.
Um jornalista italiano transformou em livro a sua história. Parte dos proventos advindos da venda do livro são doados a um projeto de apoio e assistência às mulheres e crianças nigerianas.
Tudo realizado por uma ONG italiana, fundada em 1965. Ao todo, essa ONG trabalha em 36 países da África, América Latina, Ásia e nos Bálcãs, envolvendo quase 1.800 operadores.
A solidariedade não tem fronteiras.
Redação do Momento Espírita. Com base no livro Eu, Safiya de Raffaele Masto, ed. Verus. Em 02.01.2008.
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Reflexão Espírita