domingo, 18 de maio de 2014

No roteiro da Fé

"Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome cada
dia a sua cruz e siga-me." Jesus - LUCAS 9:23
O aviso do Senhor é insofismável.
"Siga-me" - diz o Mestre.
Entretanto, há muita gente a lamentar-se de fracassos e desilusões, em matéria de fé, nas escolas do Cristianismo, por não Lhe acatarem o conselho.
Buscam Jesus, fazendo a idolatria em derredor de seus intermediários humanos e, como toda criatura terrestre, os intermediários humanos do Evangelho não podem substituir o Cristo, junto à sede das almas.
Aqui, é o padre católico, caridoso e sincero, contudo, incapaz de oferecer a santidade perfeita.
Ali, é o pastor da Igreja Reformada, atento e nobre, mas inabilitado à demonstração de todas as virtudes.
Acolá, é o médium espírita, abnegado e diligente, todavia distante da própria sublimação.
Mais além, surgem doutrinadores e comentaristas, companheiros e parentes, afeiçoados ao estudo e excelentes amigos, mas ainda longe da integração com o Benfeitor Eterno.
E quase sempre aqueles que o acompanham, na suposição de buscarem o Cristo, ante os mínimos erros a que se arrojam, por força da invigilância ou inexperiência, retiram-se, apressados, do serviço espiritual, alegando desapontamento e amargura.
O convite do Senhor, no entanto, não deixa margem à dúvida.
Não desconhecia Jesus que todos nós, os Espíritos encarnados ou desencarnados que suspiramos pela comunhão com Ele, somos portadores de cicatrizes e aflições, dívidas e defeitos, muitas vezes escabrosos. Daí o recomendar-nos: - "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me".
Se te dispõe, desse modo, a encontrar o Senhor para a edificação da tua felicidade, renuncia com desassombro às bagatelas da estrada, suporta corajosamente as consequências dos teus atos de ontem e de hoje e procura Jesus por Divino Modelo.
Não olvides que há muita diferença entre seguir o Cristo e seguir os cristãos.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna)

O Fluido Universal, o Perispírito e as manifestações espíritas

Estudo com base in O Livro dos Médiuns, 2ª. parte, Das Manifestações Físicas, Cap. I e seguintes.
Outras obras indicadas nas notas numeradas no texto.
Obra codificada por Allan Kardec.
Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. O espírito (alma) é o princípio inteligente do Universo. Há, dois elementos gerais do Universo; a matéria e o espírito, e acima de ambos Deus, o Criador, o pai de todas as coisas. Essas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material é necessário ajuntar o fluido universal, que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o espírito possa exercer alguma ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, se pudesse considerá-lo como elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. Se fosse simplesmente matéria, não haveria razão para que o espírito não o fosse também. Ele está colocado entre o espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria; susceptível, em suas inumeráveis combinações com esta, e sob a ação do espírito, de produzir infinita variedade de coisas, das quais não conheceis mais do que uma ínfima parte. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elemento, sendo o agente de que o espírito se serve, é o princípio sem o qual a matéria permaneceria em perpétuo estado de dispersão e não adquiriria jamais as propriedades que a gravidade lhe dá. (1)
O fluido universal não é uma emanação da Divindade. Tudo foi criado, exceto Deus.
O fluido universal é o princípio elementar de todas as coisas. É o elemento do fluido elétrico, cujos efeitos é conhecido. Para encontrá-lo na simplicidade absoluta seria preciso remontar aos Espíritos puros. No nosso mundo, planeta Terra, ele está sempre mais ou menos modificado, para formar a matéria compacta que nos rodeia. Podemos dizer que ele mais se aproxima dessa simplicidade no que conhecemos como fluido magnético animal (2).
Afirmou-se que o fluido universal é a fonte da vida, contudo, esse fluido só anima a matéria. (3)
O fluido universal é susceptível de inumeráveis combinações. O que chamamos fluido elétrico, fluido magnético são modificações do fluido universal, que é, propriamente falando, uma matéria mais perfeita, mais sutil, que pode ser considerada como independente. (4)
O espírito propriamente dito é envolvido por uma substância, vaporosa para os homens, um meio-termo entre a natureza do Espírito e a do corpo, mas ainda bastante grosseira para os Espíritos, entretanto, suficiente para que eles possam elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiserem, inclusive, suficiente para que eles possam comunicar-se e agir sobre a matéria, e vice-versa. Como a semente de um fruto é envolvida pelo perisperma, o Espírito propriamente dito é revestido de um envoltório chamado de perispírito. (5)
Sendo o fluido universal que forma o perispírito, ele não possui todas as propriedades da matéria e a sua condensação é maior ou menor, segundo a natureza dos mundos. (3)
O perispírito desempenha papel muito importante em todos os fenômenos espíritas, nas aparições vaporosas ou tangíveis, no estado do Espírito no momento da morte. (6)
O perispírito é o liame que une o Espírito à matéria do corpo; é tomado do meio ambiente, do fluido universal; contém ao mesmo tempo eletricidade, fluido magnético, e até um certo ponto, a própria matéria inerte. Poderíamos dizer que é a quintessência da matéria. E o princípio da vida orgânica, mas não o da vida intelectual, porque esta pertence ao Espírito. E também o agente das sensações externas. (6)
A alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito (7), ou seja, coletivamente, são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material (8).
A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem, assim, o homem é formado de três partes essenciais:
1°. a alma ou espírito elementar (9), princípio inteligente que abriga o pensamento, a vontade e o senso moral;
2°. o corpo, envoltório material que coloca o Espírito em relação com o mundo exterior;
3°. o perispírito, envoltório fluídico, leve, imponderável, servindo de liame e de intermediário entre o Espírito e o corpo. (10)
Durante a vida o Espírito está ligado ao corpo pelo seu envoltório material ou perispírito. (11) Quando o envoltório exterior (corpo físico do homem) está gasto e não pode mais funcionar, ele sucumbe e o Espírito dele se despoja, como o fruto se despoja de sua casca, a árvore de sua casca, a serpente de sua pele, em uma palavra, como se tira uma veste velha e imprestável: é o que se chama de morte. A morte é apenas a destruição do corpo, e não desse envoltório, que se separa do corpo quando cessa a vida orgânica, como a borboleta deixa sua crisálida; contudo, ela conserva seu corpo fluídico ou perispírito.
A alma conserva a sua individualidade após a morte e não a perde jamais. A alma constata a sua individualidade, pois tem um fluido que lhe é próprio, que o extrai da atmosfera do seu planeta e que representa a aparência da sua última encarnação: o seu perispírito. (12)
Os Espíritos, seres que povoam o Universo além do mundo material não são, pois, seres abstratos, vagos e indefinidos, mas seres concretos e circunscritos, aos quais não falta senão serem visíveis para assemelharem-se aos humanos, de onde se segue que, se em dado momento, o véu que os oculta pudesse ser levantado, eles formariam para nós toda uma população circundante. (13)
Os Espíritos têm todas as percepções que tinham sobre a Terra, mas em um mais alto grau, porque suas faculdades não estão mais amortecidas pela matéria; eles têm sensações que nos são desconhecidas, veem e ouvem coisas que nossos sentidos limitados não nos permitem nem ver, nem ouvir. Para eles não há obscuridade, salvo para aqueles cuja punição é de estarem temporariamente nas trevas. Todos os nossos pensamentos repercutem neles, que os leem como em um livro aberto; de sorte que aquilo que podemos ocultar a qualquer outra pessoa, não o podemos mais desde que ele é Espírito. (14)
O perispírito, portanto, faz parte integrante do espírito, como o corpo faz parte integrante do homem. Mas o perispírito sozinho não é o homem, pois o perispírito não pensa. Ele é para o Espírito o que o corpo é para o Homem: o agente ou instrumento de sua atividade. (15)
A natureza íntima do espírito propriamente dito, ou seja, do ser pensante, é para nós inteiramente desconhecida. Ele se revela a nós pelos seus atos, e esses atos só podem tocar os nossos sentidos por um intermediário material. O Espírito precisa, pois, de matéria, para agir sobre a matéria. Seu instrumento direto é o perispírito, como o do homem é o corpo. (16)
O perispírito pode variar de aparência, modificar-se ao infinito, contudo, a alma é a inteligência e sua natureza não muda. (17)
O mundo visível vivendo no meio do mundo invisível, com o qual está em contato perpétuo, disso resulta que eles reagem incessantemente um sobre o outro; que desde que há homens, há Espíritos, e que se estes últimos têm o poder de se manifestar, devem tê-lo feito em todas as épocas e entre todos os povos. Entretanto, nestes últimos tempos, as manifestações dos Espíritos tomaram grande desenvolvimento e adquiriram um maior caráter de autenticidade, porque estava nos objetivos da Providência colocar termo ao flagelo da incredulidade e do materialismo mediante provas evidentes, permitindo àqueles que deixaram a Terra virem atestar sua existência e nos revelar sua situação feliz ou infeliz, assim, os Espíritos podem se manifestar para os homens de muitas maneiras diferentes: pela visão, pela audição, pelo tato, pelos ruídos, o movimento dos corpos, a escrita, o desenho, a música, etc. (18)
Para progredir, a alma necessita sempre de um instrumento, sem o qual ela não seria nada para nós, ou melhor, não a poderíamos conceber. O perispírito para os Espíritos errantes é o instrumento pelo qual eles podem se comunicar com os homens, seja indiretamente, por meio do corpo físico ou do perispírito, seja diretamente com a alma. Vem daí a infinita variedade de médiuns e de comunicações. (19)
A manifestação é o ato pelo qual um Espírito revela sua presença e elas podem ser:
Ocultas – quando não têm nada de ostensivo e o Espírito se limita a agir sobre o pensamento;
Patentes – quando são apreciáveis pelos sentidos;
Físicas – quando se traduzem por fenômenos materiais, tais como ruídos, movimento e deslocamento de objetos; Inteligentes – quando revelam um pensamento;
Espontâneas – quando são independentes da vontade e ocorrem sem que nenhum Espírito seja chamado;
Provocadas – quando são efeito da vontade, do desejo ou de uma evocação determinada;
Aparentes – quando o Espírito se faz visível à vista. (20)
NOTAS:
(1)               Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Livro primeiro, questões 1, 23 e 27.
(2)    Magnetismo animal (do gr. e do lat. magnes, ímã) – assim chamado por analogia com o magnetismo mineral. Tendo a experiência demonstrado que esta analogia não existe, ou é apenas aparente, esta denominação deixa de ser exata. Todavia, como está consagrada por um uso universal, e como, além disso, o epíteto que se lhe acrescenta não permite equívoco, haveria mais inconveniência do que utilidade em mudar este nome. Algumas pessoas substituem-na pela palavra mesmerismo; entretanto esta expressão até agora não prevaleceu.
(3)    O magnetismo animal pode ser assim definido: ação recíproca de dois seres vivos por intermédio de um agente especial chamado fluido magnético. (Ver Allan Kardec, Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas, Vocabulário Espírita.)
(4)    Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, Segunda parte, Cap. IV, Teoria das Manifestações Físicas, item 74, respostas do Espírito (São) Luís.
(5)    _____ _____, O Livro dos Espíritos, Livro primeiro, questão 27a.
(6)    _____ _____, O Livro dos Espíritos, Livro segundo, questões 93, 135 e 135a.
(7)    _____ _____, O Livro dos Espíritos, Livro segundo, item 257.
(8)    _____ _____, O Que é o Espiritismo, Noções Elementares de Espiritismo, Dos Espíritos, item 14.
(9)    _____ _____, O Livro dos Espíritos, Livro segundo, item 76.
(10)Espírito elementar: Espírito considerado em si mesmo e feita abstração de seu perispírito ou invólucro material. (Ver Allan Kardec, Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas, Vocabulário Espírita.)
(11)Allan Kardec, O Que é o Espiritismo, Noções Elementares de Espiritismo, Dos Espíritos, itens 14 e 10.
(12)_____ _____, O Livro dos Espíritos, Livro segundo, questão 155a e a nota e O Que é o Espiritismo, Noções Elementares de Espiritismo, Dos Espíritos, itens do 10 ao 17.
(13)_____ _____, O Livro dos Espíritos, Livro segundo, questões 150 e 150ª
(14)_____ _____, O Que é o Espiritismo, Noções Elementares de Espiritismo, Dos Espíritos, item 16.
(15)_____ _____, O Que é o Espiritismo, Noções Elementares de Espiritismo, Dos Espíritos, item 17 e O Livro dos Espíritos, Livro segundo, item 257.
(16)_____ _____, O Livro dos Médiuns, Segunda parte, Cap. I, Das Manifestações Físicas, item 55.
(17)_____ _____, O Livro dos Médiuns, Segunda parte, Cap. I, Das Manifestações Físicas, item 58.
(18)_____ _____, O Livro dos Médiuns, Primeira parte, Cap. I, Sistemas, item 51, instrução do Espírito Lammenais.
(19)_____ _____, O Que é o Espiritismo, Noções Elementares de Espiritismo, Comunicações com o Mundo Invisível, itens 24 e 26.
(20)_____ _____, O Livro dos Médiuns, Primeira parte, Cap. I, Sistemas, item 51, instrução do Espírito Lammenais.
(21) _____ _____, Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas, Vocabulário Espírita.
Pesquisa: Elio Mollo - 31/03/2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um Vento Espiritual

(Transcrição de uma Mensagem Veiculada durante o Programa “Viagem
Espiritual”)*
Existe um Vento Sutil, Secreto...
Verdadeira Corrente Energética,
Cheia de Amor, que viaja e corre por entre os ares,
Por entre os seres... Interpenetrando a tudo e a todos.

Este Vento é chamado pelos Mestres Espirituais de “O Vento do Supremo”,
O Vento do Espírito.
É este Vento de Amor, que vem do Alto, diretamente.
Vem das Consciências Superiores

Um Vento cheio de formas mentais grandiosas,
Que faz a gente se lembrar de coisas maiores,
E enche o coração de esperança.
Este é o vento do espírito, O Vento do Supremo!

Um Vento secreto, que você não escuta,
Que você não sente bater na sua pele,
Nem balança o seu cabelo.
Mas este Vento passa por você...
Cheio de ideias novas e sentimentos elevados.

Este é um Vento, que vindo de Planos Superiores, areja as consciências...
E liberta os corações dos detritos estranhos,
E também as emoções nefastas.

Este é o Vento que varre a poeira do ego...
É um Vento que os homens tristes da Terra não percebem,
Porque estão prestando atenção aos ventos da violência.

Este é um Vento de Amor, um Vento de Esperança, um Vento de Luz...
Um Vento de repleto de toques conscienciais sutis, que nós não percebemos,
Mas que ele está transmitindo para todos nós.

E, dentro da sintonia e do merecimento de cada um,
Este Vento vai varrendo as coisas estranhas de dentro de nós.
E, ao mesmo tempo, vai levando coisas pesadas que flutuam em torno de nós...
De nossas auras, de nossos chacras**, de nossos ambientes, e de nossas casas.

É O vento de Amor, O Vento do Supremo.
E há miríades de consciências invisíveis viajando nele.
E elas vão aplicando passes espirituais, por onde este vento vai passando...

Em torno da sua aura***, em torno do seu ambiente...
Miríades de mãos vão vibrando no Plano Espiritual.
Vibrando por você!
         Sim, por você, que elevou a consciência numa sintonia melhor.
Você, que abriu o seu coração para um sentimento maior.
Você, que mesmo sob pesada perda e sob a violência, nunca desistiu de crescer.
Você, que nunca desistiu de ter esperanças.
Muitas Mãos de Luz viajam com O Vento do Supremo.
Este Vento Secreto, que viaja por entre nós...
Que vai levando as cargas pesadas embora.
E vai arejando as consciências e trazendo novos rumos.

E, ao mesmo tempo em que este Vento vai levando as cargas pesadas,
Também vai trazendo coisas leves. E isso renova nossas energias
Então, a sensação de perda e a dor por alguém que partiu vão sumindo...
Porque, esse alguém aparentemente partiu, mas está vivo em outros planos.
E pode, inclusive, estar fazendo parte destas mãos que viajam no Vento.

Sim, são essas mãos espirituais que vibram nas correntes espirituais...
No Vento do Espírito, secretamente passando Amor e Luz para todos.
É esse o recado do vento do espírito.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
- Notas:
* O programa Viagem Espiritual é apresentado todos os domingos, das 12h30min às 13h – 95.7 Fm – Rádio Mundial de São Paulo.
Obs.: O programa pode ser ouvido diretamente pelo site da Rádio Mundial, no mesmo dia e horário. O site da rádio é: www.radiomundial.com.br   
Inclusive, as gravações do programas ficam disponibilizadas dentro da Rádio IPPB – na seção de multimídia do site do IPPB – www.ippb.org.br
** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
  Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
*** Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Coragem e Responsabilidade

Quando o ser humano descobre o Espiritismo é tomado por especial alegria de viver, passando a compreender as razões lógicas da sua existência, os mecanismos que trabalham em favor da felicidade, experimentando grande euforia emocional.
Quando o Espiritismo penetra na mente e no sentimento do ser humano, opera-se-lhe uma natural transformação intelecto-moral para melhor, propondo-lhe radical alteração no comportamento que enseja a conquista de metas elevadas e libertadoras.
Quando o indivíduo mantém os primeiros contatos com a Doutrina Espírita, vê-se diante de um mundo maravilhoso, rico de bênçãos que pretende fruir, deixando-se fascinar pelas propostas iluminativas de que é objeto.
Quando o Espiritismo encontra guarida no indivíduo, logo se lhe despertam os conceitos de responsabilidade, coragem e fidelidade à nova conquista.
Nem todos, porém, alteram a conduta convencional a que se acostumaram. Ao entusiasmo exagerado sucede o convencionalismo do conhecimento sem a sua vivência diária, aguardando recolher conveniências e soluções para os problemas afligentes, sem maior esforço pela transformação moral. Não se afeiçoando ao estudo correto dos postulados espíritas e neles reflexionando, detêm-se nas exterioridades das informações que recolhem, nem sempre verdadeiras, tornando-se apenas beneficiários dos milagres que esperam lhes aconteçam a partir do momento da sua adesão.
Com o tempo e a frequência às reuniões, acomodam-se ao novo ritualismo da participação sem realizações edificantes, ou entregam-se à parte da assistência social, procurando negociar com Deus o futuro espiritual em razão do bem e da caridade que acreditam estar realizando.
O conhecimento do Espiritismo de forma natural e consciente desperta os valores enobrecidos da responsabilidade e da coragem indispensáveis à existência ditosa.
Todo conhecimento nobre liberta o ser humano da ignorância, apresentando-lhe a realidade desvestida dos formalismos e das ilusões, na sua fase mais bela e significativa, por ensejar a conquista dos valores legítimos que devem ser cultivados.
O homem livre da superstição e dos complexos mecanismos da tradição da fé imposta redescobre-se e exulta por compreender que é o autor de todas as ocorrências que lhe sucedem, exceção ao nascimento e à desencarnação, e mesmo essa, dependendo muito do seu comportamento durante a vilegiatura física, podendo antecipá-la ou postergá-la.
Adquire a responsabilidade moral pelos atos, não mais se apoiando nas bengalas psicológicas de transferir para os outros a razão dos insucessos que lhe ocorrem, dando lugar aos sofrimentos e suas inevitáveis consequências.
Compreende que uma excelente filosofia não basta para proporcionar uma existência feliz, mas sim a vivência dos seus ensinamentos, que se tornam responsáveis pelo que venha a ocorrer-lhe na área do seu comportamento moral.
É comum a esses adeptos precipitados, passado algum tempo, apresentarem-se decepcionados e tristes, informando que esperavam muito mais do Espiritismo e que encontraram pessoas confusas e perversas, insensatas e desequilibradas no seu Movimento.
Da alegria exagerada passam à crítica contumaz, à maledicência, ao azedume.
Afinal, essa responsabilidade não é do Espiritismo, mas daqueles que o visitam levianamente e não incorporam à vida espiritual os ensinamentos excepcionais de que se constitui a sã doutrina.
De igual maneira que esses neófitos não se preocuparam em conseguir a auto iluminação o mesmo sucedeu com outros adeptos que os precederam, acostumados que estavam ao ócio espiritual, à leviandade religiosa, aguardando sempre receber sem a menor preocupação em contribuir.
O Movimento Espírita não é o Espiritismo. O primeiro é constituído pelos indivíduos, bons e maus, conhecedores e ignorantes das verdades do mundo espiritual, ativos ou ociosos, que se deveriam integrar de corpo e alma ao serviço de renovação interior e da divulgação pelo exemplo. No entanto, para esse cometimento é necessária a coragem da fé, essa robustez de ânimo que enfrenta as dificuldades de maneira lúcida e clara, com destemor e espírito de ação, para remover-lhes os obstáculos e alcançar os patamares mais elevados de harmonia e de bem-estar.
Em muitos, que permanecem na irresponsabilidade do comportamento e na falta de coragem para arrostar as consequências da sua conversão ao Espiritismo, demorando-se na dubiedade, nas incertezas que procuram não esclarecer, receando os impositivos da fidelidade pessoal à doutrina, instalam-se as justificativas infantis para prosseguirem sem alteração, esperando que os Espíritos realizem as tarefas que lhes dizem respeito.
Outros ainda, viciados na conduta da inutilidade, esperam ter resolvido todos os problemas de saúde, família, economia, surpreendendo-se, quando convocados aos fenômenos existenciais das enfermidades, dos desafios domésticos e financeiros, sociais e profissionais, que desejavam não lhes ocorressem em decorrência da sua adesão ao Espiritismo...
Só mesmo a mente insensata pode elaborar conceito dessa magnitude: a adesão a uma doutrina feliz basta para que tudo lhe ocorra a partir de então, de maneira especial e magnífica!
O Espiritismo enseja a compreensão dos fatores existenciais, dos compromissos que a cada qual dizem respeito, do esforço que deve ser envidado em favor da construção do próprio futuro. Elucida as situações dolorosas, explicando as suas causas e oferecendo os instrumentos para a sua erradicação, com a consequente construção dos dias felizes do porvir.
Eis por que se impõe, logo após a adesão aos seus postulados, de par com a responsabilidade da conduta, a coragem para as mudanças interiores que devem acontecer ao largo do tempo, com a vigilância indispensável à produção de fatores elevados para o desenvolvimento intelecto-moral que aguarda o candidato às suas fileiras.
Tomando como modelar a conduta de Jesus, o Espiritismo trá-Lo de volta, desmistificado das fábulas com que O envolveram através dos tempos, real e companheiro de todos os momentos, ensinando sempre pelo exemplo de que as Suas palavras se revestem.
O espírita sincero, que se redescobre através do conhecimento doutrinário, transforma-se em verdadeiro cristão, conforme os padrões estabelecidos pelo Mestre galileu.
Não se permite justificativas infantis após os insucessos, levanta-se dos erros e recomeça as atividades tantas vezes quantas ocorram, tem a coragem para o auto enfrentamento libertando-se dos inimigos de fora para vencer aqueles de natureza interna, sempre disposto a servir e a amar.
Evocando os mártires do Cristianismo primitivo, enfrenta hoje valores decadentes da ética e da moral, graves problemas sociais e morais, que lhe exigem sacrifício para uma existência honorável sem os conchavos com a indignidade, a traição e o furto legalizado.
Torna-se alguém intitulado como portador de comportamento excêntrico, porque tem a coragem de manter a vida saudável, mantendo-se digno em todas as circunstâncias, responsável pelos pensamentos, palavras e atos, incompreendido e, não poucas vezes, perseguido, mesmo nos locais em que labora doutrinariamente, em face da conduta doentia dos acostumados à leviandade e ao ócio.
Sem qualquer dúvida, a adesão ao Espiritismo impõe a consciência de responsabilidade e de coragem, para tornar-se verdadeiramente espírita todo aquele que lhe sinta a sublime atração.
Vianna de Carvalho
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 10 de agosto de 2009, na cidade do Rio de Janeiro, RJ.
Em 15.02.2010.

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O Espiritismo

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Os dias graves do Senhor

Estes são os dias, os dias graves do Senhor!
É necessário que as criaturas humanas abramo-nos ao Evangelho restaurado e nos permitamos ser instrumentos do Condutor de Vidas, para que possamos aplainar os caminhos que a Sua Misericórdia vem percorrer.
Espíritas!
Assumistes um compromisso antes do berço. Firmastes no Além um documento de responsabilidade para proclamar o Reino de Deus na Terra, no momento das grandes aflições.
Pedistes o testemunho e o sofrimento para respaldarem a qualidade da vossa tarefa.
Não recalcitreis, pois, ante o espinho do testemunho.
Permanecei solidários para que não experimenteis solidão.
Cantai um hino de louvor e de bem-aventuranças, para que as vossas não sejam as lágrimas do remorso, ao contrário, sejam as da gratidão.
Não postergueis o momento da renovação interior.
Se colheis, por enquanto, os cardos e se sorveis a taça da amargura que preparastes antes, semeai paz, alegria e amor para a colheita do futuro.
O Espiritismo é Jesus voltando de braços abertos e trazendo no Seu séquito os corações afetuosos que vos anteciparam na viagem de volta ao Grande Lar, e que, numa canção de júbilo, agradecem a Deus a honra de participarem da Era Nova do Espírito imortal.
Tornai-vos sábios na simplicidade, na cordura, na gentileza e ricos na compaixão.
O amor cobre a multidão dos pecados e a compaixão coroa o amor de ternura.
Começando por agora, aqui, o trabalho de lapidação do caráter para melhor, conseguireis, como estamos tentando conseguir, a palma da vitória.
Nada que vos atemorize. Que mal podem fazer aqueles que caluniam, que mentem, que perseguem, se tudo quanto fizerem perde o seu sentido no túmulo?
Jornaleiros da Imortalidade, avançai cantando Jesus para os ouvidos moucos do mundo, e apresentando-O para os que se ocultaram nas furnas da loucura, das sensações e do despautério.
Hoje é o momento sublime de construir e, em breve, o momento de ser feliz.
Muita paz, meus filhos. Com todo carinho, o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra

Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da Conferência pública, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 26 de agosto de 2010.

domingo, 11 de maio de 2014

Ser Mãe na Visão Espírita

  • "O amor materno é um sentimento instintivo e uma virtude". "Quando nasce na mulher o sentimento de abnegação e devotamento em relação aos filhos, essa energia psíquica inicialmente instintiva atinge o grau de virtude. Esse amor persiste por toda a vida, sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho até no além-túmulo". (pergunta 890, do Livro dos Espíritos).
  • Ser mãe é assumir a responsabilidade de contribuir com Deus na construção da humanidade ditosa do futuro, auxiliando outra alma em sua caminhada evolutiva.
  • Para cumprir missão de tal envergadura, tem de superar desafios e, muitas vezes, renunciar a seu próprio bem-estar.
  • Ser mãe é viver em júbilo por compartilhar com Deus o dom da vida, é viver de emoção em emoção, sofrendo resignadamente, mas seguindo sempre e corajosamente.
  • Ser mãe é cantar de alegria, mesmo na estrada das adversidades; é ter garra, força e coragem para auxiliar o ser amado na busca da felicidade.
  • Sempre pronta a segurar na mão do seu rebento amado quando das dificuldades da passagem, orienta sobre o bem e o mal, mas respeita-lhe a individualidade e permite-lhe o livre arbítrio.
  • Ser mãe é receber como filhos, espíritos com os quais mantém laços de afinidade (simpatia) ou de resgates (quando têm dívidas um para com o outro), tendo "outra" oportunidade para que te redimas e aprendas junto com ele.
  • Ser mãe na Terra, é ter a marca de Deus na alma, é saber ser feliz com pequenas coisas, como o ajudar constante, o amparar solícito, o afago de amor.
  • Ser mãe é transmitir uma herança nobre às gerações que lhe seguem (seu exemplo é a força dominante na vida daqueles que convivem com ela, que o herdam e transmitem às gerações futuras), é instruir os filhos no caminho em que deve andar. É receber como missão preparar as vidas daqueles que Deus lhe confiou, para que os propósitos divinos sejam neles concretizados.
  • Toda mulher, de alguma forma, é mãe. Se não é mãe do filho que gerou em seu próprio ventre, é mãe de um sobrinho, de alguém por quem desenvolve afeto. Este sentimento se caracteriza por um amor forte, profundo e desinteressado, que nada exige e que a tudo é capaz de renunciar para ver os amados felizes. A Maternidade é inerente às mulheres. É uma dádiva divina especialmente dirigida a elas.
  •  A maternidade e uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.
  • E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

 *****
O amor que remove montanhas,
o amor que inspira a todos a desejarem um mundo melhor,
o ser humano que ama a todos como a si mesmo,
e que deseja apenas ser  . . . ser luz  e finalmente
 encontrar  o Reino de Deus
em seu coração !!!
*

Irene Ibelli
Empreendedora Digital, Humanista e Espiritualista
Eleita Cidadã Planetária Pelo Projeto
Vôo da Águia

Em louvor das Mães

O lar é a célula ativa do organismo social e a mulher, dentro dele, é a força essencial que rege a própria vida.
Se a criança é o futuro, no coração das mães que repousa a sementeira de todos os bens e de todos os males do porvir.
O homem é o pensamento.
A mulher é o ideal.
O homem é a oficina.
A mulher é o santuário.
O homem realiza.
A mulher inspira.
Compreender a gloriosa missão da alma feminina, no soerguimento na Terra, é apostolado fundamental do Cristianismo renascente em nossa Doutrina Consoladora.
Auxiliar, assim, o espírito materno, no desempenho de sua tarefa sublime, constitui obrigação primária de todos nós que abraçamos nos Centros Espíritas novos lares de idealismo superior e que buscamos na Boa Nova do Divino Mestre a orientação maternal para a renovação de nossos destinos.
Nesse sentido, se nos cabe reconhecer no homem o condutor da civilização e o mordomo dos patrimônios materiais na gleba planetária, não podemos esquecer que na mulher devemos identificar o anjo da esperança, ternura e amor, a descer para ajudar, erguer e salvar nos despenhadeiros da sombra, oferecendo-nos, no campo abençoado da luta regenerativa, novos tabernáculos de serviço e purificação.
Glorifiquemos, desse modo, o ministério santificante da maternidade na Terra, recordando que o Todo-Misericordioso, quando se designou enviar ao mundo o seu mais sublime legado para o aperfeiçoamento e a elevação dos homens, chamou um coração de mulher, em Maria Santíssima, e, através das suas mãos devotadas à humanidade e ao bem, à renunciação e ao sacrifício, materializou para nós o coração divino de Nosso Senhor Jesus Cristo, a luz de todos os séculos e o alvo de redenção da Humanidade inteira.
Pelo Espírito Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. Cartas do Coração. Espíritos Diversos. LAKE.
* * * Estude Kardec * * *

terça-feira, 6 de maio de 2014

Fenômenos Medianímicos

Os fenômenos medianímicos podem ser semelhantes em diversas pessoas, mas cada alma tem um modo peculiar de registrá-los. A mediunidade de vidência é empregada seguindo as concepções que caracterizam o modo de ser dos indivíduos.
O sensitivo está sujeito às interpretações das ideias e inspirações que povoam o ambiente espiritual em que vive, mas só é capaz de reproduzi-las ou captá-las de conformidade com seu horizonte existencial.
Os denominados "quadros fluídicos", tanto os criados pela mente do próprio sensitivo como aqueles oriundos de outro encarnado, ou mesmo de algum desencarnado, são processados no "chakra" frontal, onde se localiza o intitulado "terceiro olho". Esse "chakra" é o responsável pela maioria dos fenômenos da visão astral.
Todos os fenômenos psíquicos solicitam filtragem no crivo da razão. Saber intelectualmente não basta. A miopia espiritual causa um enorme dano na clareza das faculdades psíquicas.
Se assistíssemos apenas quinze minutos de uma peça teatral não entenderíamos de maneira clara a mensagem da apresentação artística. Se olhássemos um pintor esboçando a obra idealizada, veríamos só algumas linhas ou traços aparentemente desconexos.
A visão mediúnica requer amadurecimento psíquico e espiritual; deve ser exercitada para tornar-se cada vez mais lúcida. Quando estamos aprendendo a lidar com as forças espirituais, o entendimento ou a elucidação não aparecem, até que tenhamos compreendido a lição por completo.
Experiências repetidas nos fazem sentir, refletir e questionar. Ninguém neste mundo consegue crescer ou evoluir sem errar, e nossos desacertos acabam nos ensinando a interpretar melhor todas as coisas.
Toda vidência contém em si uma ampla mensagem. A compreensão de uma visão astral apenas surge em virtude de sua interpretação; é esta que consente que tenhamos o entendimento total de seu significado.
A Imensidão dos Sentidos - Francisco do Espírito Santo Neto

pelo Espírito Hammed

sábado, 3 de maio de 2014

O trabalho é uma Lei Natural

TRABALHO: UMA LEI NATURAL
 "Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho do corpo, seus membros estariam atrofiados; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal;por isso, lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e achará, trabalha e produzirás; dessa maneira, serás o filho das tuas obras, delas terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito.”
“O Evangelho Segundo o Espiritismo” - Cap. XXV, item 3
Segundo Vera Meira Bestene , na conceituação genérica, trabalho é a “ocupação em alguma obra ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa”. Nos mundos mais evoluídos e nos inferiores, a natureza do trabalho não é a mesma, pois que ela está diretamente ligada às necessidades de cada um, sendo a inatividade, a ociosidade, um verdadeiro suplício.
Cada vez mais estamos conscientes que estudar é preciso, trabalhar é necessário e amar ao próximo é o menor caminho para estar em Deus. A consciência do trabalho, da atividade constante em prol de nós mesmos e de outrem, é necessidade evolutiva e nos é oferecida em igualdade de condições, conforme nosso merecimento, conhecimento e responsabilidades assumidas nesta vida e em anteriores.
O trabalho está alicerçado em princípios morais, principalmente no amor, e, por isto mesmo, ao lado da oração, é um dos maiores antídotos contra o mal, pois que corrige imperfeições e disciplina a vontade. “A ociosidade é a casa do demônio” é a máxima popular que bem explica que quando nada se faz se faz muito mal, pois que aí estão o egoísmo, o pensamento deprimente, a negatividade e as tentações.
O trabalho, entretanto, longe de ser apenas aquele de ordem material, física, é também aquele que se desenvolve através de ações inteligentes, intelectuais, objetivando a cultura, a arte, o conhecimento, o desenvolvimento e a ciência. Podemos ver que a própria evolução material do homem está ligada diretamente ao trabalho.
Com o passar dos tempos e as reencarnações, as evoluções oriundas do trabalho intelectual geram melhoramento na forma de produzir, pois que ao homem cabe a missão de trabalhar pela melhoria do planeta. Assim, podemos dizer que o trabalho remunerado é a forma que o homem tem de modificar o meio em que vive e produzir a melhoria do todo em geral.
Acontece, porém, que com a evolução da humanidade, a questão da oportunidade de trabalho fica cada vez mais limitada, e não se processa mais assim tão simplesmente como no passado, em que as profissões eram passadas de pai para filho. Há marcos importantes, como o dia 1.º de Maio, Dia do Trabalho, ou o Dia da Abolição da Escravidão no Brasil, (em 13 de Maio de 1888) quando se comemora avanços na preservação dos direitos humanitários do homem. E então, deparamo-nos com o desemprego, a falta de oportunidade para a qualificação profissional, o subemprego, a marginalização do trabalhador, enfim problemas sociais graves que nos obrigam a repensar sobre as causas dessa dificuldade em usufruirmos com tranquilidade esta Lei Natural: a Lei do Trabalho!
Reportamo-nos à lei de Causa e Efeito e os motivos enumeram-se incontáveis à nossa frente. Porém precisamos nos fixar no presente e sempre que estivermos passando por situações semelhantes, nos questionemos sobre o que precisamos aprender com a situação que estamos vivenciando.Quem sabe, se aquele competente engenheiro que se encontra há meses desempregado, sem conseguir o mesmo tipo de oportunidade e o mesmo nível salarial compatível com sua capacidade, não esteja necessitando aprender outro tipo de atividade profissional ampliando assim suas capacidades latentes que até ele próprio desconhecia? Na essência o aprendizado seria aprender a lidar com as mudanças! E não um castigo de Deus, o referido desemprego!
A vida é um eterno aprendizado e nada acontece por acaso e para a infelicidade do próprio homem. Aquilo que é um mal aos nossos olhos, com certeza é um bem, um estímulo à evolução dele mesmo. E isso nos lembra o velho ditado popular: “Se a vida lhe oferecer um limão, esprema-o, coloque água e açúcar e faça uma limonada!”.
TRABALHO VOLUNTÁRIO
Há, entretanto, uma outra forma de trabalho, que não rende moeda,nem produz conforto maior, tampouco crescimento permanente da conjuntura econômica. Este é o trabalho-abnegação, o qual não produz troca ou remuneração, mas que redunda em crescimento de si mesmo no sentido moral e espiritual. Modernamente a este trabalho dá-se o nome de TRABALHO VOLUNTÁRIO.
No primeiro caso, o trabalho gerando crescimento material e progresso social, desenvolve uma melhora exterior da criatura, enquanto o segundo, o trabalho voluntário, ascende no sentido vertical da vida e modifica,transforma o homem de dentro para fora, superando a si mesmo como instrumento da misericórdia divina.
Jesus, nosso modelo de homem na Terra, nos infunde coragem, estimula o trabalho-serviço, o trabalho-redenção, fraternal, procurando manter a sociedade unida, acalentando os menos favorecidos, dando conforto aos necessitados de toda ordem. “Hão de se perguntar: Como gozar os frutos se não recebemos dinheiro pelo que produzimos?”
Emmanuel, no livro “Perante Jesus” nos fala do trabalho voluntário explicando–nos como nos chega a remuneração mais do que compensadora por trabalharmos pelo simples prazer de servir, desinteressadamente. Vera Meire Bestene menciona que quando o trabalho se transforma em prazer de servir surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: Toda vez que a justiça divina nos procura no endereço exato para a execução da sentença que determinamos a nós próprios, segundo a lei de causa e efeito, se nos encontra a serviço do próximo, manda a justiça divina que seja suspensa a execução, por tempo indeterminado.
As pessoas nem imaginam o bem que estão fazendo a si próprias quando se dedicam a realizar algum trabalho sem a respectiva recompensa financeira. O voluntariado é hoje uma verdadeira explosão, uma vez que está transformando hábitos, sobretudo quando realizado por jovens. É uma característica comum aos jovens a vontade de ajudar, de ser útil, de diminuir a dor alheia, praticando assim a solidariedade. O incentivo cabe aos mais velhos, exercê-lo.
As maravilhosas obras beneméritas e de caridade erguem-se no planeta, materializando pensamentos de bondade. Ao trabalho voluntário todos somos chamados, entretanto, aos que deixaram passar a oportunidade, conclamamos agora: Venha compor esta fileira. Deixe de lado as desculpas do “não tenho tempo”, “meus filhos são pequenos”, “meu marido é sistemático”, “quando aposentar vou ajudar vocês”, “minha família necessita de mim”. Não adie a tarefa do auxílio. É necessário se conscientizar da responsabilidade que temos em relação ao próximo. A firmeza de propósitos, o espírito de altruísmo precisam ser ativados. O maior beneficiado é sempre quem auxilia.
Emmanuel, no livro Pronto Socorro recomenda: “Não te esqueças do tempo e auxilia agora”. É tempo de agir, de aprender que o doar-se de forma absolutamente desinteressada, é semeadura de amor e libertação, pois que a justiça divina dá a cada um segundo o seu merecimento e o seguimento da máxima de Cristo “Ama o próximo como a ti mesmo” extirpando o egoísmo e a arbitrariedade o quanto antes de nosso comportamento.
O trabalho é e será o único meio de evolução do ser encarnado ou desencarnado e, sem trabalho, não há progresso, sem trabalho voluntário não há evolução espiritual e não há luz. A forma que cada um pode ser mais útil para o maior número de pessoas, é análise pessoal, mas nos cabe alertar a importância do auxílio, da cooperação de acordo com a capacidade e possibilidade de cada um, mas sempre há e haverá um trabalho, uma tarefa que diante da boa vontade e do amor, será sempre, simples, prazerosa e fácil.
Realiza o teu compromisso, por menos significante que te pareça, pois que esta será a base para grandes realizações futuras.
É tempo de agir, de aprender que o doar-se de forma absolutamente desinteressada, pois que a justiça divina dá a cada um segundo o seu merecimento e o seguimento da máxima de Cristo “Ama o próximo como a ti mesmo” .

Mensagens do Além

Mensagens do Além. Para quem são??

Esta é a pergunta que você nos faz com a tranqüilidade dos que ignoram o sofrimento humano.
E respondemos que semelhantes comunicados transitam hoje em todos os distritos do mundo, com endereço exato e no momento certo.

Não sei se você conhece as mães atormentadas pela saudade dos filhos que a morte lhes arrebatou ao carinho, notadamente quando apenas começavam a viver; se já viu os pais amorosos tateando as cruzes que marcam as derradeiras lembranças dos rebentos queridos que viajaram para o Mais Além, através das fronteiras de cinza; pensou-se, algum dia, no pranto das viúvas, relegadas à solidão, ante a partida compulsória dos companheiros transferidos para outros domínios da existência; se alguma vez refletiu na dor dos homens que apertaram as mãos desfalecentes de esposas inesquecíveis que eles, em vão, quiseram arrancar ao poder do silêncio que lhes cerrou os olhos para o mundo; se, em algum tempo, meditou, angústia dos jovens que inutilmente procuram algum traço dos entes que amavam, muitas vezes alimentando o desespero que lhes abre caminho para o suicídio; ou se já terá visto, em algum lugar, os portadores de enfermidades consideradas irreversíveis, que atravessam os dias, entre a inquietação; e o desalento...

Se você tomou conhecimento de todos esses heróis das lágrimas, defrontados quase sempre, por sofrimentos e humilhações, então você já consegue saber para quem são as mensagens de quantos residem no Mais Além, e, decerto, nada mais precisará perguntar.

XAVIER, Francisco Cândido. Presença de Luz. Pelo Espírito Augusto Cezar Netto. GEEM.

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