quinta-feira, 14 de agosto de 2014

DNA DO CRIADOR

De todas as opções que a vida oferece a cada passagem de tempo,
aquela que nos obriga a parar e pensar naquilo que estamos fazendo,
é a mais sábia ferramenta de mudança que possuímos.

Ora, enquanto é dia, caminhamos sem dificuldades,
enquanto somos jovens, comemos de tudo,
bebemos até ultrapassarmos os limites que não temos,
as drogas são experimentadas como se fossem balas de açúcar,
os desatinos se seguem, as paixões se sucedem,
quebramos a cara, sofremos, choramos...

Chega então aquela hora, em que acreditamos ter chegado ao fundo do poço,
onde deixamos de reclamar dos outros, de delegar problemas,
e reconhecemos as nossas dificuldades, nossos erros.
Momento de reflexão...

Em qualquer momento onde a dor nos faça companhia,
não é sábio se fazer de vítima, nem tampouco,
se apresentar como sofredor martirizado,
como aquele que cansado, deixa de lutar.

Pelo contrário, é tempo de encarar nossas falhas,
sem as lentes coloridas dos "amigos" que sumiram,
do mundo que é cheio de "pseudo-caminhos fáceis",
onde a entrada é sempre florida, e a saída,
quando aparece, é cercada de espinhos.

Faça-se forte!
Reconheça-se capaz de vencer qualquer obstáculo,
e se não der para ir por esta rua, vá por aquela.
Se não pode ser pelo morro, vá pelo mato,
ande na areia, na grama, no barro,
mas, não pare, não desista de você.

A vida é benção sem medidas, presente que não se compara,
e você, alma querida, é semente cheia de frutos,
armazenados em seu íntimo com muito amor.
Não se esqueça nunca:
você tem o DNA do seu Criador.
E Deus, Deus é amor.

Paulo Roberto Gaefke

O OLHAR DE JESUS

Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus, a fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argueiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.
*
O Mestre Divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.
*
Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver, restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa, de novo, a enriquecer-lhe a existência.
*
Em Maria de Magdala, não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora e, por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria, nela plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria, mais tarde, a mensagem divina da ressurreição.
*
Em Zacheu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indébita, e sim o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse e, por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa.
*
Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido, mas sim ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho, e por isso transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do Evangelho nascente, operoso e fiel até o martírio e a crucificação.
*
Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato, mas sim o colaborador traído pela própria ilusão e, embora sabendo-o fascinado pelas honrarias terrestres, sacrifica-se, até o fim, aceitando a flagelação e a morte para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos, soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.
*
Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos e a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciências, porque, então, teremos atingido o Grande Entendimento que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal, um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.

(De “Viajor”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

A Porta do Seu Coração

A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco.
Falava-se que o quadro era lindo.
As autoridades do local estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados porque o pintor era, de fato, muito famoso.
Na hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve caloroso aplauso.
O quadro era realmente impressionante.
Tratava-se de uma figura exuberante de Jesus, batendo suavemente na porta de uma casa.
O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele desejava ouvir se lá dentro alguém respondia.
Houve discursos e elogios.
Todos admiravam aquela obra de arte perfeita.
Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura.
Dirigiu-se ao artista e lhe falou com interesse: A porta que o senhor pintou não tem fechadura. Como é que o Visitante poderá abri-la?
É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente.
A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.
*   *   *
Muitas vezes mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo vem tentando entrar em nossa casa íntima há mais de dois milênios.
Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua sendo a Visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao Seu chamado.
Todavia, muitos O chamamos de Mestre mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida.
Grande quantidade de cristãos fala que Ele é o médico das almas, mas não segue as prescrições d'Ele.
Tantos dizem que Ele é o irmão maior, mas não permitem que coloque a mão nos seus ombros e os conduza por caminhos de luz...
Talvez seja por esse motivo que a Humanidade se debate em busca de caminhos que conduzem a lugar nenhum.
Enquanto o Cristo espera que abramos a porta do nosso coração, nós saímos pelas janelas da ilusão e desperdiçamos as melhores oportunidades de receber esse Visitante ilustre, que possui a chave que abre as portas da felicidade que tanto desejamos.
E se você não sabe como fazer para abrir a porta do seu coração, comece por fazer pequenos exercícios físicos, estendendo os braços na direção daqueles que necessitam da sua ajuda.
Depois, faça uma pequena limpeza em sua casa íntima, jogando fora os detritos da mágoa, da incompreensão, do orgulho, do ódio...
Em seguida, busque conhecer a proposta de renovação moral do Homem de Nazaré.
Assim, quando você menos esperar, Ele já estará dentro do seu coração como convidado de honra, para guiar seus passos na direção da luz, da felicidade sem mescla que você tanto deseja.
*  *  *
O olhar de Jesus dulcificava as multidões.
Seus ouvidos atentos descobriam o pranto oculto e identificavam a aflição onde se encontrasse.
Sua boca, plena de misericórdia, somente consolou, cantando a eterna sinfonia da Boa Nova em apelo insuperável junto aos ouvidos dos tempos, convocando o homem de todas as épocas à conquista da felicidade.
Redação do Momento Espírita, com base no verbete Jesus, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e história de autor desconhecido.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dia de Deus

Pensando em Deus, pensa igualmente nos homens, nossos irmãos.
Detém-te, de modo especial, na simpatia e no amparo possível, em favor daqueles que se fizerem pais ou tutores.
As mães são sempre revelações angélicas de ternura, junto aos sonhos de cada filho, mas é preciso não esquecer que os pais também amam...
Esse perdeu a juventude, carregando as responsabilidades do lar; aquele se entregou a pesados sacrifícios, apagando a si mesmo, para que os filhos se titulassem com brilho na cultura terrestre; outros se escravizaram a filhinhos doentes; muitos foram banidos do refúgio doméstico, às vezes, pelos próprios descendentes, exilados que se acham em recantos de imaginário repouso, por trazerem a cabeça branca por fora, e, em muitas ocasiões alquebrada por dentro, sob a carga de lembranças difíceis que conservam em relação aos infortúnios que atravessaram para que a família sobrevivesse, e, ainda outros renunciaram à felicidade própria, a fim de se converterem nos guardais da alegria e da segurança de filhos alheios!...
Compadece-te de nossos irmãos, os homens, que não vacilaram em abraçar amargos compromissos, a benefício daqueles que lhes receberam os dons da vida.
Ainda mesmo aqueles que se transviaram ou enlouqueceram, sob a delinqüência, na maioria dos casos, nos merecem respeitoso apreço pelas nobres intenções que os fizeram cair.
A vida comunitária, na Terra de hoje, instituiu datas de homenagens às profissões e pessoas.
Lembrando isso, reconhecemos, por nós, que o Dia das Mães é o Dia do Amor, mas reconhecemos também que o Dia dos Pais é o Dia de Deus.
Pelo Espírito Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. Seara de Fé. Espíritos Diversos. IDE.
A EQUIPE DA ADDE

Enquanto...

Busque agir para o bem, enquanto você dispõe de tempo. É perigoso guardar uma cabeça cheia de sonhos, com as mãos desocupadas.
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Acenda sua lâmpada, enquanto há claridade em torno de seus passos. Viajor algum fugirá às surpresas da noite.
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Ajude o próximo, enquanto as possibilidades permanecem de seu lado. Chegará o momento em que você não prescindirá do auxílio dele.
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Utilize o corpo físico para recolher as bênçãos da vida Mais Alta, enquanto suas peças se ajustam harmoniosamente. O vaso que reteve essências sublimes ainda espalha perfume, depois de abandonado.
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Dê suas lições sensatamente, na escola da vida, enquanto o livro das provas repousa em suas mãos. Aprender é uma bênção e há milhares de irmãos, não longe de você, aguardando uma bolsa de estudos na reencarnação.
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Acerte suas contas com o vizinho, enquanto a hora é favorável. Amanhã, todos os quadros podem surgir transformados.
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Ninguém deve ser o profeta da morte e nem imitar a coruja agourenta. Mas, enquanto você guardar oportunidade de amealhar recursos superiores para a vida espiritual, aumente os seus valores próprios e organize tesouros da alma, convicto de que sua viagem para outro gênero de existência é inevitável.
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Agenda Cristã - Francisco Cândido Xavier / Espírito André Luiz.

Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

Em favor de você mesmo

Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.
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Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações.
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Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.
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Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.
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Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.
Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.
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Deixe ao irmão a autoria das boas ideias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.
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Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.
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Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.
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Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.
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Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.
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Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.
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Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.
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Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.
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Habitue-se à serenidade e a fortaleza, nos círculos da luta humana; sem estas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.
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Agenda Cristã - Francisco Cândido Xavier / Espírito André Luiz.

Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

domingo, 10 de agosto de 2014

Ouve a Tua Consciência

 A Lei de Deus está escrita na consciência da criatura humana.
Essa lúcida contestação dos Mentores da Humanidade ao codificador do Espiritismo, Allan Kardec, abre espaço à Psicologia para melhor entender os conflitos e os comportamentos complexos que enfrenta.
Para que a consciência possa contribuir saudavelmente em favor da conduta humana torna-se indispensável o hábito da reflexão, a fim de que os níveis primários em que se apresenta ceda lugar à iluminação em estágio mais avançado.
É compreensível que o Espírito em condições aflitivas tenha dificuldade de identificar a Lei de Deus nele ínsita. Porque predomina a matéria, as sensações mais grosseiras na sua existência, permanece como solo crestado que não permite à semente nele plantada romper-lhe a couraça, facultando que desabrochem as potências adormecidas.
Em razão da sensualidade e dos apegos aos prazeres imediatos e desgastantes, continua em germe a essência divina nos refolhos dessa área superior da psique – a consciência.
O hábito, porém, de silenciar a ansiedade e os tormentos íntimos, de buscar entender-lhes a procedência e a presença nos painéis mentais, faculta perceber os conteúdos de que se constituem, para discernir com segurança o que é edificante e o que lhe é prejudicial.
Acostumado a agir por impulsos, quase automáticos, dá vigor à natureza animal de que se reveste, quando deveria promover a espiritual, que germina e avança atraída pelo Deotropismo no rumo da plenitude.
Condicionamentos impostos pelos instintos básicos que governam a existência na sua fase inicial de desenvolvimento intelecto-moral, à medida que adquire conhecimentos para a lógica existencial, experiência os lampejos da consciência digna que libera a Lei de Deus, que está sintetizada no amor.
Na razão direta em que o amor sobrepõe-se à violência e aos fatores da agressividade, mais valiosos contributos são cedidos com o consequente enriquecimento de paz e de alegria de viver.
Ninguém existe destituído de consciência, exceção feita àqueles que expiam graves delitos em renascimentos assinalados pelas limitações e deformidades cerebrais...
Todos os seres que pensam dispõem do auxílio da consciência para fazer o que pode e deve, sempre quando se lhe torne lícita a realização.
A acomodação defluente da preguiça mental em alguns indivíduos impedem-no de avançar nos comportamentos corretos.

Deus, a todos os Seus filhos concedeu consciência do dever, que proporciona as habilidades indispensáveis à conquista da  iluminação.
Essa sublime herança vincula todos os membros da Criação ao Genitor Celeste.
Ouve a tua consciência sempre que te  encontres em conflito, em dificuldade de definir rumos e comportamentos adequados.
Reflexiona em silêncio e com calma, permitindo que a inspiração superior seja captada e o discernimento te aponte a melhor conduta a seguir.
Evita o costume doentio de transferir para os outros a tarefa de decidir por ti, de viver sob os conselhos dos demais como se fosses um parasita psíquico.
Liberta-te do morbo da queixa e desperta para entender que todos sofrem, têm problemas, mesmo que os não demonstrem, porque a sabedoria que possuem ao aconselhar é resultado dos caminhos percorridos, das aflições superadas e dos testemunhos ultrapassados.
Por outro lado, evita o costume de aconselhamentos e de orientações, de narrar as tuas vivências, como se fossem as mais importantes do mundo.
O que hajas vivenciado é importante para ti e nem sempre será regra geral de bom proceder para todos.
Cada ser humano é uma unidade muito complexa e especial, que faz parte da unidade universal, com as características próprias e as conquistas positivas e negativas adquiridas.
Quando delegas a outrem aconselhar-te, não estás disposto realmente a seguires a diretriz  que te seja oferecida. Normalmente, buscas conselhos e bengalas psicológicas até encontrares o que realmente gostaria que te dissessem aquilo que te é agradável e compensador. Esse comportamento inconsciente é uma forma autodefensiva, porque aquilo que te venha a acontecer não será somente de tua responsabilidade.
O crescimento intelectual, assim como o de natureza moral, é trabalhado continuamente, sem interrupção nem saltos gigantes.
A cada momento uma conquista nova, um descobrimento que se incorpora aos conteúdos arquivados na mente.
Permitindo-te ouvir a consciência, serás inspirado à oração que te fortalecerá o ânimo e te auxiliará a fruir paz.
Quanto mais auscultes a consciência e exercites a reflexão do pensamento, mais se expandirão as possibilidades e os registros legais se te farão claros e lúcidos, e te auxiliarão na conquista da felicidade e da harmonia interior, estimuladoras para os avanços a níveis superiores da evolução.
Não te detenhas, pois, em queixumes e rogativas de orientação, como se estivesses desequipado dos instrumentos para alcançar a vitória sobre as circunstâncias e provações necessárias.
Confia em Deus, na proteção dos teus Amigos espirituais e também nos teus valores, esses que vens amealhando durante a reencarnação.
Jesus, que é o Guia da Humanidade, sempre buscava a solidão para reabastecer a consciência com a Lei de Deus, e permanecer como o amor na expressão máxima que se conhece, mesmo quando não amado.
Não tenhas sofreguidão para tudo resolver sem pensar, sem aprofundar a concentração.
Diante de todo e qualquer aconselhamento que peças e recebas, não deixes de consultar a tua consciência.
pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 17 de março de 2014, no Centro Espírita Caminho da Redenção, Salvador, Bahia. Do site: http://divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=371.

Corolário do Amor II

A vida, quando bem vivida, é uma gota de água deslizando, qual pérola sobre a Terra.
Por isso quando ouves falar em homens que se sacrificam, em arrojadas mulheres que tudo dão em favor dos outros, em crianças abnegadas e puras, em velhos que, terminando os seus dias terrenos, ainda se destacam pela sua bondade, pelo seu sacrifício, pela sua justeza em tudo quanto é reto, pensa, meu filho, que esses são aqueles que aprenderam já a cultivar o amor, e por isso, as suas almas elevando-se já, procuram paragens sublimes onde eles sabem que essa vida existe, que é a vida da dádiva contínua àqueles que dela carecem. Mas os que dela carecem não são os fartos, não são os chamados ricos da Terra, não são os nobres, não são os grandes sabedores, mas procura nos humildes, porque aí encontrarás aqueles que querem aprender a lição do amor, aqueles que desejam seguir-te, aqueles que querem ouvir-te.
Depois dá. Dá aquilo que existe em ti.
Comparámos um dia os sentimentos do homem a pétalas perfumadas que, ao longo do seu caminho, ele fosse espalhando.
Aqueles que o seguem e as colhem sentem o seu perfume que se traduz pela bondade e pelo amor que eles fundiram e difundiram entre todos.
Esse cultivo só pode ser real quando o homem se desinteressar de tudo quanto é grosseiro e material, para procurar mais alto o melhor e mais sublime.
Tu já podes ser um desses, porque agora chegaram até ti as palavras simples mas repassadas de amor de alguém que deseja elevar-te e trazer-te para uma vida melhor.
A ilusão da vida terrena conduz o homem incauto e desprevenido ao abismo. Porém se bem vivida, se bem compreendida, se bem aplicada, será a pérola sublime que desliza sobre a Terra.
E tu, meu filho, sê uma pérola.

COROLÁRIO DO AMOR – ESPÍRITO MARIA CELESTE -  PSICOGRAFIA DE MARIA ANTÓNIA GROSSO

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Tribulações

"Também nos gloriamos nas tribulações." - Paulo. (ROMANOS, 5:3.)
Comentando Paulo de Tarso os favores recebidos do Plano Superior, com muita propriedade não se esquecia de acrescentar o seu júbilo nas tribulações.
O Cristianismo está repleto de ensinamentos sublimes para todos os tempos.
Muitos aprendizes não lembram o apóstolo da gentilidade senão em seu encontro divino com o Messias, às portas de Damasco, fixando-lhe a transformação sob o hálito renovador de Jesus, e muitos companheiros se lhe dirigem ao coração, mentalizando-lhe a coroa de espírito redimido e de trabalhador glorificado na casa do Pai Celestial.
A palavra do grande operário do Cristo, entretanto, não deixa margem a qualquer dúvida, quanto ao preço que lhe custou a redenção.
Muita vez, reporta-se às dilacerações do caminho, salientando as estações educativas e restauradoras, entre o primeiro clarão da fé e o supremo testemunho. Depois da bênção consoladora que lhe reforma a vida, ei-lo entre açoites, desesperanças e pedradas. Entre a graça de Jesus que lhe fora ao encontro e o esforço que lhe competia efetuar, por reencontrá-lo, são indispensáveis anos pesados de serviço áspero e contínua renunciação.
Reparemos em nós mesmos, à frente da luz evangélica.
Nem todos renascem na Terra, com tarefas definidas na autoridade, na eminência social ou no governo do mundo, mas podemos asseverar que todos os discípulos, em qualquer situação ou circunstância, podem dispor de força, posição e controle de si próprios.
Recordemos que a tribulação produz fortaleza e paciência e, em verdade, ninguém encontra o tesouro da experiência, no pântano da ociosidade. É necessário acordar com o dia, seguindo-lhe o curso brilhante de serviço, nas oportunidades de trabalho que ele nos descortina.
A existência terrestre é passagem para a luz eterna. E prosseguir com o Cristo é acompanhar-lhe as pegadas, evitando o desvio insidioso.
No exame, pois, das considerações paulinas, não olvidemos que se Jesus veio até nós, cabe-nos marchar desassombradamente ao encontro d’Ele, compreendendo que, para isso, o grande serviço de preparação há de ser começado na maravilhosa e desconhecida "terra de nós mesmos"
XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 142.

* * * Estude Kardec * * *

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Guia-me Luz Benigna

Guia-me, luz benigna, no meio das trevas que me cercam!…
Ilumina as veredas que meus pés palmilham…
Não te peço que me rasgues vastos horizontes, soberbos panoramas, dilatadas perspectivas…
Suplico-te apenas, ó luz benigna, que ilumine o modesto espaço que cada passo tem mister…
Basta-me um passo, um passo apenas, porque tu sabes onde ponho o pé…

Guia-me, seguro, por escarpas e alcantis…
Guia-me, quando alegrias me exaltam e sofrimentos me deprimem…
Guia-me quando amigos me louvam e inimigos me vituperam, para que eu não julgue melhor nem pior do que sou a teus olhos…
Guia-me, luz benigna, para que nenhuma injustiça me faça injusto…
Que nenhuma ingratidão me faça ingrato…
Que nenhuma amargura me faça amargo…
Que nenhuma maldade me faça mau…
Que eu queira antes sofrer todas as injustiças do que cometer uma só…
Guia-me, luz benigna, e mostra-me que todas as coisas, mesmo as mais pequeninas, são grandes, quando feitas com grandeza de alma…
Guia-me rumo à humilde grandeza de servir, longe da soberba mesquinhez de querer ser servido…
Guia-me cada vez mais longe de mim, cada vez mais perto de ti…
Bem perto de ti…
Ó luz benigna!…
(Texto extraído do livro “Imperativos da Vida” – do genial filósofo brasileiro Huberto Rohden – Editora Martin Claret) .

 http://ceacs.wordpress.com  ( Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense)