sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Simpatias e antipatias terrenas, ou almas gêmeas?

Dois seres que se conheceram e se amaram, podem encontrar-se numa outra existência corpórea, embora não podendo reconhecerem-se, podem ser atraídos um pelo outro; e frequentemente as ligações íntimas, fundadas numa afeição sincera, não provém de uma outra causa. Dois seres se aproximam um ao outro por circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que são resultado da atração de dois Espíritos que se buscam através da multidão.
Nem sempre seria agradável para eles se reconhecerem. A recordação das existências passadas teria inconvenientes maiores do que pensais. Após a morte eles se reconhecerão e saberão em que tempo estiveram juntos.
A simpatia não tem por motivo um conhecimento anterior; dois espíritos que tenham afinidades se procuram naturalmente, sem que se hajam conhecido como encarnados.
Ainda não nos é dado conhecer todas as ligações existentes entre os seres pensantes. O magnetismo é o piloto desta ciência que mais tarde iremos compreender melhor.
Da mesma forma se dá, porém, no sentido inverso com as antipatias. Dois Espíritos antipáticos se advinham e reconhecem, experimentam uma repulsa instintiva sem se falarem.
A antipatia instintiva nem sempre é um sinal de natureza má, pois que, dois Espíritos não são necessariamente maus, pelo fato de não serem simpáticos. A antipatia pode originar-se de uma falta de similitude do modo de pensar. Mas, à medida que eles se elevam, os matizes se apagam e a antipatia desaparece.
A antipatia entre duas pessoas nasce indiferentemente, tanto naquele que é pior Espírito ou no que é melhor, mas as causas e os efeitos são diferentes. Um Espírito mau sente antipatia por quem quer que o possa julgar e desmascarar; vendo uma pessoa pela primeira vez, percebe que ela vai desaprová-lo; seu afastamento se transforma então em ódio, inveja, e lhe inspira o desejo de fazer mal. O bom Espírito sente repulsa pelo mau porque sabe que não será compreendido por ele e que ambos não participam dos mesmos sentimentos; mas, seguro de sua superioridade, não sente contra o outro nem ódio, nem inveja: contenta-se em evitá-lo e lastimá-lo.
RESUMO
Dois seres que se conheceram e estimaram, encontrando-se noutra existência corporal, podem sentir-se atraídos um para o outro, ainda que não se reconheçam. Muitas vezes dois seres se aproximam, devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que na realidade são resultantes da atração de dois Espíritos que se buscam reciprocamente por entre a multidão. Entre os seres pensantes há ligações que ainda não conhecemos. O magnetismo é o piloto dessa ciência, que mais tarde este mundo compreenderá melhor.

Esquecimento do passado!

O Espírito encarnado perde a lembrança do passado, porque o homem não pode nem deve saber de tudo. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado. Esquecido de seu passado, ele é mais senhor de si.
Quando o Espírito volta à vida anterior (à vida espiritual) então diante de seus olhos se estende toda a sua vida pretérita. Vê as faltas que cometeu e que deram causa ao seu sofrer, assim como de que modo as teria evitado. Busca, então, uma nova existência capaz de reparar a que vem transcorrer. Contudo, muitos Espíritos encarnados sabem o que foram e o que faziam em existências anteriores. Para conhecermos o que fomos em nossas vidas anteriores, é bastante que examinemos quais são as nossas tendências instintivas, visto que as provas por que passa o Espírito, na Terra, tem relação íntima com o que respeita ao seu passado.
A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal. Onde estaria o seu mérito, se ele se recordasse de todo o passado?
Quando o Espírito entra na sua vida de origem (a vida espírita), toda a sua vida passada se desenrola diante dele; vê as faltas cometidas e que são causa do seu sofrimento, bem como aquilo que poderia tê-lo impedido de cometê-las; compreende a justiça da posição que lhe é dada e procura então a existência necessária a reparar a que acaba de escoar-se. Procura provas semelhantes aquelas porque passou, ou as lutas que acredita apropriadas ao seu adiantamento, e pede a Espíritos que lhes são superiores para o ajudarem na nova tarefa a empreender porque sabe que o Espírito que lhe será dado por guia nessa nova existência procurará fazê-lo reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das que ele cometeu. Essa mesma intuição é o pensamento, o desejo criminoso que frequentemente, vos assalta e ao qual resistis instintivamente, atribuindo a vossa resistência, na maioria das vezes, aos princípios que recebestes de vossos pais, enquanto é a voz da consciência que vos fala, e essa voz é a recordação do passado, voz que vos adverte para não cairdes nas faltas anteriormente cometidas.
Nessa nova existência, se o Espírito sofrer as suas provas com coragem e souber resistir, eleva-se a si próprio e ascenderá na hierarquia dos Espíritos, quando voltar para o meio deles.
Existem mundos, cujos habitantes têm uma lembrança muito clara e muito precisa de suas existências passadas. Esses, podem e sabem apreciar a felicidade que Deus lhes permite saborear. Mas existem outros mundos onde os habitantes, colocados em melhores condições, não tem menos aborrecimentos, infelicidade mesmo; esses não apreciam sua felicidade pelo fato mesmo de que não tem lembrança de um estado ainda mais infeliz. Se eles não a apreciam como homens, apreciam-na como Espíritos.
Nem sempre podemos ter algumas revelações sobre as nossas existências anteriores. Muitos sabem, entretanto, o que foram e o que fizeram; se lhes fosse permitido dizê-lo abertamente, fariam singulares revelações sobre o passado.
Algumas pessoas creem ter a vaga lembrança de um passado desconhecido, vislumbrando como a imagem fugitiva de um sonho que em vão se procura deter. Essa ideia algumas vezes é real; mas quase sempre é também uma ilusão, contra a qual se deve precaver, pois pode ser o efeito de uma imaginação superexcitada.
Nas existências corpóreas de natureza mais elevada que a nossa, a lembrança das existências anteriores é mais precisa, à medida que o corpo é menos material, recorda-se melhor. A lembrança do passado é mais clara para aqueles que habitam os mundos de uma ordem superior.
As tendências instintivas do homem, sendo uma reminiscência do seu passado, pelo estudo dessas tendências ele poderá reconhecer até certo ponto, as faltas que cometeu, mas é necessário ter em conta a melhora que se possa ter operado no Espírito e as resoluções que ele tomou no seu estado errante. A existência atual pode ser muito melhor que a precedente.

domingo, 7 de setembro de 2014

Lei do Mérito

Se presumes que Deus cria seres privilegiados para incensar-lhe a grandeza, pensa na justiça, antes da adoração.
Para isso, basta lembrar as circunstâncias constrangedoras em que desencarnaram quase todos os grandes vultos das ciências, das religiões e das artes, que marcaram as ideias do mundo, nas linhas da emoção e da inteligência.
Dante, exilado.
Leonardo da Vinci, semiparalítico.
Colombo, em desvalimento.
Fernão de Magalhães, trucidado.
Galileu, escarnecido.
Behring, faminto.
Lutero, perseguido.
Calvino, endividado.
Vicente de Paulo, paupérrimo.
Spinoza, indigente.
Milton, privado da visão.
Lavoisier, guilhotinado.
Beethoven, surdo.
Mozart, em penúria extrema.
Braille, tuberculoso.
Lincoln, assassinado.
Joule, inválido.
Curie, esmagado sob as rodas de um carro.
Lilienthal, num desastre de aviação.
Pavlov, cego.
Gandhi, varado a tiros.
Gabriela Mistral, cancerosa.
E se gênios da altura de Hugo e Pasteur, Edison e Einstein, partiram da Terra menos dolorosamente, é forçoso reconhecer que passaram, entre os homens, também sofrendo e lutando, junto à bigorna do trabalho constante.
Cada consciência é filha das próprias obras.
Cada conquista é serviço de cada um.
Deus não tem prerrogativas ou exceções.
Toda glória tem preço.
É a lei do mérito, da qual ninguém escapa.
Espírito Emmanuel, Do Livro: Justiça Divina, Médium: Francisco Cândido Xavier

NO RETOQUE DA PALAVRA

Seja onde for, não afirme: – “Detesto esse lugar!”
Cada criatura vive na terra dos seus credores.
Ouvindo a frase infeliz, não grite: – “É um desaforo!”
Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior.
Atravessando a madureza, não se lamente: – “Já estou cansado”.
Sintoma de exaustão, vontade enferma.
Sentindo a mocidade, não assevere: – ”Preciso gozar a vida!”
Romagem terrestre não é excursão turística.
À frente do amigo endividado, não ameace: – “Hoje ou nunca!”
Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.
Ao companheiro menos categorizado, não ordene: – ”Faça isso!”
Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.
Perante o doente, não exclame: – ”Pobre coitado!”
Compaixão desatenta, crueldade indireta.
Ao vizinho faltoso, nunca diga: “Dispenso-lhe a amizade.”
Todos somos interdependentes.
Sob o clima da provação, não se queixe: – ”Não suporto mais!”
O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.
No cumprimento do dever, não clame: – ”Estou sozinho.”
Ninguém vive desamparado.
Colhido pelo desapontamento, não reclame: – ”Que azar!”
A Lei Divina não chancela imprevistos.
À face do ideal, não se lastime: – “Ninguém me ajuda.”
No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo.
Por André Luiz, do livro: O Espírito da Verdade, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

EU SOU JESUS

Quando nas horas de intimo desgosto, o desalento lhe invadir a alma e as lágrimas lhe aflorarem nos olhos, Busca-me... Eu sou Aquele que sabe sufocar-lhe o pranto e estancar-lhe as lágrimas! Quando se julgar incompreendido dos que lhe circundam e vir que em torno há indiferença, Acerque-se de Mim...
Eu sou a Luz, sob cujos raios se aclamaram a pureza de tuas intenções e a nobreza dos seus sentimentos!
Quando se extinguir o ânimo para arrastar as vicissitudes da vida e se encontrar na iminência de desfalecer, Chama-me...
Eu sou a força capaz de remover as pedras do caminho e sobrepor-lhe às adversidades do mundo!
Quando inclementes lhe açoitarem os vendavais da sorte e já não souber onde reclinar a cabeça, Corre para junto de Mim...
Eu sou o Refúgio em cujo seio encontrarás guarida para o seu corpo e tranqüilidade para o seu espírito!
Quando lhe faltar calma, nos momentos de maior aflição e se considerar incapaz de conservar a serenidade de espírito, Invoca-me...
Eu sou a Paciência que lhe faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis!
Quando estiver se debatendo nos paroxismos da dor e tiver a alma ulcerada pelos abrolhos, Grita por Mim...
Eu sou o Bálsamo que cicatriza as chagas e lhe minora os padecimentos!
Quando o mundo lhe iludir com suas promessas falazes e perceber que ninguém pode inspirar-lhe confiança, Vem a Mim...
Eu sou a Sinceridade, que sabe corresponder à franqueza das suas atitudes e excelsitudes dos seus ideais!
Quando a tristeza e a melancolia lhe povoarem o coração e tudo lhe causar aborrecimento, Chama por Mim...
Eu sou a Alegria que insufla um alento novo e lhe faz conhecer os encantos de seu mundo interior!
Quando um a um lhe fenecerem os ideais mais belos e sentir-se no auge do desespero, Apela por Mim...
Eu sou a Esperança que lhe robustece a fé que lhe acalenta os sonhos!
Quando a impiedade recuar-lhe as faltas e estiver experimentando a dureza do coração humano, Procura-Me...
Eu sou o Perdão que lhe levanta o ânimo e promove a reabilitação do seu espírito!
Quando duvidar de tudo, até das suas próprias convicções e o ceticismo lhe avassalar a alma, Recorre a Mim...
Eu sou a Crença que lhe inunda de luz o entendimento e lhe habilita para a conquista da felicidade!
Quando já não estiver provando a sublimidade de uma afeição terna e sincera e o sentimento relativo aos seus semelhantes for só desilusão, Aproxime-se de Mim...
Eu sou a Renúncia, que lhe ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo!
E quando, enfim..., quiser saber quem sou Eu, pergunta ao riacho que murmura, ao pássaro que canta, à flor que desabrocha, à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda Chamo-me AMOR... o remédio para todos os males que lhe atormentam o espírito!
***EU SOU JESUS!***

O que é atendimento fraterno na Casa Espírita?

O QUE É ATENDIMENTO FRATERNO NA CASA ESPÍRITA? É UM PODEROSO INSTRUMENTO DE SOCORRO A QUEM ESTÁ DESESPERADO!
OMBRO AMIGO E IRMÃO QUANDO MAIS PRECISAMOS!
O Atendimento Fraterno é porta de serviço edificante aberta a todas as criaturas que perderam o rumo ou se perderam em si mesmas. Ouve sem cansaço, todos os problemas, com capacidade de entendimento e tolerância.
Não se afadiga; nunca se exaspera; permite que cada qual viva conforme sua capacidade intelecto-moral; no entanto, se propõe a ajudá-lo a ascender.
Não anui com aquele que erra; todavia combate o erro; não se levanta contra o criminoso; antes, o ampara, invectivando contra o crime.
O atendimento fraterno é campo de trabalho solidário entre quem pede e aquele que doa. Graças a ele irmanam-se os indivíduos, compartem suas dores e repartem suas alegrias.
É da Lei que, aquele que mais possui deve multiplicar os bens, repartindo-os com aqueloutros que sofrem carência.
O atendimento fraterno objetiva acender luz na treva, oferecer roteiro no labirinto, proporcionar esperança no desencanto.
Felizes aqueles que se encontram a serviço da fraternidade, atendendo aos seus irmãos em sofrimento e contribuindo com segurança para sua elevação.
Jesus foi o exemplo superior do atendente fraterno, por excelência.
Não carregou o fardo das pessoas, porém ensinou-as, com seu sacrifício, a conduzirem os próprios grilhões a que se prendem voluntariamente, para que os arrebentem no calvário da imolação.
Abre-te, desse modo, ao atendimento fraternal, doando as tuas horas excedentes aos sofredores do caminho e auxiliando-os a entender o significado da vida e das existências corporais.
Não te escuses jamais, recordando-te d’Aquele que jamais se negou a ajudar fraternalmente.
Jerônimo Mendonça Ribeiro publicou no grupo JERÔNIMO MENDONÇA RIBEIRO, O GIGANTE DEITADO!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Gratidão infinita

Recordo-me, mãezinha, de algumas das noites em que me encontrando enferma você velava pela minha saúde, demorando-se insone e preocupada.
Toda vez quando eu despertava, após ligeiro sono produzido pela febre, o seu rosto sorridente e os seus olhos fixos em mim, ofereciam-me segurança e proporcionavam-me paz.
Naqueles dias eu não entendia exatamente o que se passava, mas a sua presença constante era para mim a felicidade que sempre almejava.
Os anos foram se acumulando e eu, ao adquirir a experiência do conhecimento, passei a compreendê-la, a amá-la profundamente, em razão de todos os sacrifícios silenciosos que você sempre realizava.
A sua vida passou a girar em torno da minha, devotando-se sempre e renunciando sempre, a fim de que nada me faltasse, fosse do ponto de vista material ou, principalmente, moral e espiritual.
Os seus exemplos de dignidade enriqueceram-me o coração e a mente, ensinando-me a melhor conduta a manter em todos os meus dias, havendo resultado em uma existência feliz.
Sem o seu amparo e a sua fé generosa e firme na Divindade, eu não teria conseguido edificar-me interiormente, e me encontraria assinalada por inúmeros conflitos que o seu carinho diluiu no nascedouro.
Sua presença em minha existência é tão forte e significativa que a revejo em mil acontecimentos do dia a dia mas, sobretudo, na forma como você me ajudou a amadurecer psicologicamente, a fim de preservar a minha liberdade, movimentando-me na construção moral edificante que você me proporcionou.
Observo a sociedade em desalinho, na atualidade, os descalabros que tomam conta da família e da comunidade, e constato que todo esse fenômeno começa no lar, especialmente naquele no qual o anjo maternal foi relegado a plano secundário. seja porque não soube ou não quis cumprir com a missão para a qual veio à Terra, ou porque filhos difíceis e espiritualmente enfermos desertaram dos compromissos assinalados pela educação doméstica.
Você conseguiu o milagre de ser generosa e severa, amiga e confidente, sem pieguismo nem censuras descabidas, mãe e mestra bondosa e sábia.
Não é fácil reunir tantas qualidades morais em uma só pessoa, mas as mães abnegadas logram possuir e aplicar esses tesouros sublimes na educação dos filhos.
Nunca poderei retribuir-lhe parte sequer de tudo quanto me ofertou, mas cabe-me o dever de ser fiel à verdade e preservar a honra acima de quaisquer vantagens enganosas, não a decepcionando em momento algum, porque foi dessa maneira que você viveu e me aparelhou para os enfrentamentos do processo da evolução.

Abençoo-lhe a memória e comovo-me ao recordar os momentos que vivemos juntas, nossos diálogos edificantes e nossos momentos de preocupações assim como os de sorrisos.
Sabendo-a no país da imortalidade triunfante, desejo expressar-lhe o meu carinho filial, suplicando à Mãe Santíssima de Jesus que a tenha entre as Suas beneficiadas pelo amor, fazendo parte da corte dos anjos que a auxiliam no socorro à Humanidade.
Mãezinha querida!
Por sua vez, abençoe a filha que a ama e lhe é profundamente reconhecida.

Espírito Amélia Rodrigues. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na tarde de 29 de abril de 2014, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia. Do site: http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=364

Os teus talentos

Os homens são diferentes em talentos e habilidades.
Um gênio em matemática talvez tenha dificuldade com língua portuguesa.
Um financista brilhante pode ser um administrador de recursos humanos medíocre.
A grande empresária quiçá falhe como mãe.
Alguém dança maravilhosamente, mas não sabe cantar.
Outrem escreve com elegância, mas não consegue falar em público.
A força de uma sociedade reside na diferença existente entre seus membros.
É preciso aprender a respeitar e a apreciar as opiniões alheias.
Da divergência bem administrada surgem a reflexão e o aprimoramento.
Tantas diferenças entre os homens resultam das opções que fizeram ao longo de suas existências.
Sendo todos dotados de livre-arbítrio pela Divindade, cada qual escolheu um caminho.
Entre erros e acertos, experiências foram acumuladas e talentos, desenvolvidos.
Deus criou os Espíritos perfectíveis, mas não perfeitos.
Assim, é natural que eles, por vezes, errem.
Constitui tolice imaginar que alguém aprende sem nunca errar.
É como esperar que uma criança ande sem jamais tropeçar e cair.
Então, o erro não é exatamente um escândalo perante as Leis Divinas.
Apenas é necessário ser humilde para reconhecer o equívoco.
E ter coragem para assumir a responsabilidade e reparar os danos.
Mas de todo embate, mesmo permeado de equívocos, surge a experiência.
Sempre se está amadurecendo e aprendendo.
Evidentemente, os equívocos devem ser reparados.
Mas a criatura sempre vê acrescidos seus recursos.
Muitos Espíritos atravessam séculos entre equívocos e desatinos.
As violações da Lei Divina registram-se na consciência de cada ser.
Enquanto a reparação não ocorre, o Espírito permanece em desequilíbrio.
Por mais que aparente tranquilidade, experimenta desconforto íntimo, fobias e bloqueios psicológicos.
Mas sempre soa o instante em que, cansado de fingir e sofrer, ele resolve encarar a própria realidade íntima.

Então, decide trabalhar no bem.
Dá um basta no egoísmo e se interessa pelo próximo.
Vislumbra a beleza existente no adágio bíblico:
O amor cobre a multidão de pecados.
Ansioso de paz, enamora-se da prática das mais sublimes virtudes.
Dotado de todos os talentos que desenvolveu ao longo do tempo, torna-se um dedicado agente do progresso.
Assim agindo, repara os erros do passado e se prepara para as etapas superiores da vida imortal.
Se você deseja paz, reflita sobre o que está fazendo com seus talentos.
Tudo o que você possui pode e deve ser utilizado na construção de um mundo melhor.
A fortuna pode gerar empregos, amparar a miséria e secar muitas lágrimas.
A inteligência possui o condão de melhorar as condições físicas e morais do planeta.
Se você dispõe do dom da palavra, utilize-o para disseminar ideias de solidariedade e pureza.
Nos círculos em que se movimenta, enalteça o trabalho, a honestidade e a compaixão.
Dê exemplos de conduta reta e digna.
Seja um pai responsável e amoroso, um esposo dedicado e fiel, um patrão justo e bom.
Quaisquer que sejam os seus talentos, utilize-os para promover o bem.
Eles são o resultado das experiências que você viveu.
E constituem os recursos de que dispõe para se tornar um homem pleno de paz e bem-estar.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP. Do site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4162&stat=0.

Eles estão Vivos

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!
Quanto possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições!
Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!
Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando-te os derradeiros pensamentos terrestres, através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos.
Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.
Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a força precisa para a restauração espiritual que demandam.
Muitos deles, ainda inadaptados à vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor...
Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.
Outros muitos seguem-te ainda...
Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida;
os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores;
os que levantaste para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia, com o ósculo da amizade e da beneficência...
Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.
Auxilia aos entes queridos na Espiritualidade, a fim de que te possam auxiliar!
Espírito Emmanuel - Do livro: Caminhos de Volta, Médium: Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Predições do Apocalipse

Quando se fala em Apocalipse, muitas pessoas sentem um calafrio. É como se essa palavra significasse algo muito terrível.
No entanto, a palavra apocalipse é de origem grega, e significa revelação.
O último livro da Bíblia intitula-se Apocalipse, e traz algumas previsões recebidas pelo apóstolo João, enquanto estava isolado na ilha de Patmos.
Ele teve, através da visão psíquica, ou mediunidade, a revelação de algumas situações futuras, que descreveu numa linguagem simbólica.
No capítulo 21, versículo 4, lemos: Naquele tempo não haverá mais gritos, nem luto, nem trabalho, porque o que era antes terá passado.
Embora a predição tenha sido há mais de vinte séculos, essa época predita no Apocalipse é chegada.
Uma breve análise torna clara e racional essa visão que João teve do futuro.
Os Espíritos que fizeram essas revelações a João, sabiam qual seria o destino dos homens, pois eles próprios já fizeram essa trajetória.
Sabiam que, com o passar dos séculos, os Espíritos matriculados na escola chamada Terra, evoluiriam.
Desenvolveriam suas inteligências e compreenderiam melhor as leis divinas.
Ao afirmarem: Naquele tempo não haverá mais gritos, é que anteviam os progressos que se realizariam no seio da Humanidade, trazendo as luzes das ciências que evidenciam uma inteligência superior na administração da vida.
Sabiam que as luzes da razão se acenderiam e os homens entenderiam que acima do Universo, onde se move o pequeno planeta Terra, reina a Sabedoria Divina.
Entendidos o tempo e o espaço, a eternidade surgiria como única alternativa lógica. E Deus seria a resposta sensata para as leis que regem com perfeição o Universo inteiro.
Sem dúvida não pode mais haver gritos para aquele que entende Deus e Seus atributos de infinita sabedoria, justiça e amor.
Quando o homem abandona o campo da crença e abre-se para o conhecimento, sua razão consente em submeter-se às sábias leis, que reconhece justas.
O Apocalipse afirma: Não haverá mais luto.
Isso faz sentido desde que admitimos que nossos afetos que partiram para o mundo espiritual, não estão perdidos, mas apenas ausentes.
Ora, ninguém veste luto por amigo ou parente ausente.
Mas o Apocalipse também diz que não haverá mais trabalho.
É que, quando se compreende o seu objetivo para a harmonia do Universo, o trabalho torna-se um prazer, e as tarefas passam a ser executadas com a solicitude do estatuário que se põe a polir a sua estátua.
Não haverá mais o trabalho da forma que o entendemos hoje, e sim como uma excelente oportunidade de crescer que nos é concedida pelo Criador.
Com essa análise, as palavras do Apocalipse ganham novo sentido, e entendemos melhor o que significam essas previsões:
Naquele tempo não haverá mais gritos, nem luto, nem trabalho, porque o que era antes terá passado.
Realmente o que era antes já passou.
Foi um tempo em que a Humanidade ainda era relativamente infantil, e não conseguia vislumbrar os dias melhores que estavam por vir.
Todavia, como o progresso é Lei Divina, fomos conhecendo a Verdade e ela nos libertou da ignorância sobre esses temas.
Agora fica mais fácil entender a assertiva de Jesus, quando disse: Antes que esta geração passe, acontecerão grandes coisas.
Ora, a geração a que Jesus se referiu, é a Humanidade terrestre, homens e Espíritos.
Uns no corpo físico e outros fora dele, mas todos, sem exceção, confiados aos cuidados desse Irmão Maior, que conhecemos como Jesus Cristo.
Redação do Momento Espírita, com base em matéria publicada na Revista Espírita de março de 1868, intitulada A regeneração (Instrução dos Espíritos).

MOMENTO DE REFLEXÃO