quarta-feira, 13 de junho de 2012

Paz por dentro


Aceita a fatalidade do progresso.
Trabalha e segue adiante.
Medita na necessidade dos outros.
Procura colocar-te no lugar do próximo, exercitando compreensão.
Não guarde ressentimentos.
Auxilia para o bem geral quanto se te faça possível.
Atende às próprias obrigações.
Não tentes felicidade fora da consciência tranqüila.
Observa que não estás sem motivo em teu grupo familiar.
Honra os encargos que abraçaste.
Ama sem o cativeiro das afeições possessivas.
Agradece o carinho que recebes sem exigi-lo.
Estuda e melhora-te para ser mais útil.
Não intentes transformar a ninguém pela força.
Ampara sem reclamar retribuição
Atravessa as dificuldades com paciência.
Não zombes dos sentimentos alheios.
Não peças para que outrem caminhe com teus passos.
Habitua-te à simplicidade e à disciplina.
Suporta com calma aquilo que não possas modificar.
Usa o descanso apenas como pausa para mais trabalho.
Não te queixes.
Não percas tempo com atividades inúteis.
Conserva, quanto possível, os contatos com a natureza.
Abençoa todos os companheiros, sem lamentar os que se afastem de ti.
Não te voltes para trás.
Evita o pessimismo.
Recorda sempre que a esperança é uma luz eterna.
Não te envaideças com vantagens que são empréstimos de Deus.
Considera por vitória o desempenho dos próprios compromissos.
Cultiva equilíbrio e serenidade.
Foge a qualquer forma de violência.
Aceita a realidade de que possuis unicamente aquilo que constróis por amor.
Entrega-te a Deus, na oração, cada dia.
Desse modo, terás contigo a paz por dentro e assim pacificarás.
Espírito: EMMANUEL - Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - livro: BUSCA E ACHARÁS

terça-feira, 12 de junho de 2012

Fortaleza


Como podes saber se verdadeiramente és forte, sem as comprovações usuais do dia a dia?
Já testastes a tua fortaleza na presença da angústia.
Não! pois faça isso. Nunca deixes a tua tristeza atingir os outros. Pelo menos, esforça-te para substituí-la pela alegria, através do trabalho.
Caso ainda não consigas, continua tentando.
Já te sentiste magoado, alguma vez?
Certamente que sim!...
Pois bem: quanto mais tempo permaneceres nesse estado, mais distante ficarás da liberdade, e menos possibilidade de te tornares livre.
Comprova a tua fortaleza, não permitindo que a ofensa te perturbe, que a maldade te escravize ao ofensor, que a calúnia te torture o coração, que as dificuldades te separem da alegria, e que o trabalho te seja uma provação.
Não fiques com as mãos nos bolsos, quando elas poderão aumentar a tua fortaleza.
Toda inquietação é oriunda da dúvida, e toda dúvida causa aflições.
Sê forte em Cristo, e trabalha muito dentro de ti, não para fugir da vida de fora, mas para te alegrares com todos os ambientes de Deus.
Podes testar o que és, todos os dias, para sentires o que precisas de ser no amanhã... E quando encontrares em ti alguma fraqueza, não queiras te disciplinar apontando defeitos alheios. Cada qual deve cuidar das próprias necessidades.
A fortaleza da Alma vem de dentro, é certo, mas se firma por fora. Engrandece-te no íntimo, mostrando essa grandeza no exterior.
Não deves esmorecer-te, porque não atingiste o equilíbrio das tuas emoções. Continua educando-te, em todos os momentos possíveis, que Espíritos, de comprovada elevação espiritual, estão ajudando, a todos, a vencerem os conflitos que nascem e que entram em nós.
Quem pára, morre, e quem morre está parado em se comparando com o esticado processo evolutivo das Almas.
Convidamos a todos a observarem que não estamos exigindo esforços impossíveis de ninguém, nem vivendo somente de teorias. Somos também carentes do que falamos. É somente um convite simples a todos os companheiros de jornada, para darmos as mãos em nome de Jesus e tentarmos, com todas as nossas forças, viver os conceitos do Mestre.
Pelo Espírito: CARLOS - Psicografia: JOÃO NUNES MAIA - livro: TUAS MÃOS

domingo, 10 de junho de 2012

Esforço próprio


Há quem julgue, tudo depende dos nossos próprios esforços. Esquece, ou se faz esquecer; da maior parte, já organizada, que pertence a Deus. Apoia-se no seu cansaço, no cajado já pobre do individualismo egoísta, parando em um dos extremos da filosofia ilusória. E há, igualmente, quem fala que tudo deve ser entregue ao Senhor, cruzando os braços. Noutra extremidade, corroída pela preguiça.
Verdadeiramente. Deus está em primeiro plano, pelo qual devemos ter o maior respeito, o maior amor, sobre todas as coisas.
Porém, é imprescindível que façamos a nossa parte, certificando e alegrando, que somos cooperadores do nosso Pai Celestial.
O esforço próprio nunca ficará em vão. Ele é um pedido, no silêncio da vida, que o Criador concederá, pelas vias que geralmente não esperamos. Continua solicitando por esse método, sem conhecer o desânimo, que nos faz acomodar.
Todos nós nos preparamos, em regime de defesa das agressões naturais; mas a vitória pertence ao Senhor, porque nada se faz sem sua aquiescência.
O cavalo é preparado para a viagem. Não obstante, não tem ciência para onde vai. A Alma é educada para a grande excursão, e desconhece os detalhes dos acontecimentos; todavia, o Todo-Poderoso é onisciente.
O animal, pelo convite do cavaleiro, esforça-se para chegar ao objetivo; o Espírito usa o corpo, pela inspiração dos céus, e trabalha para alcançar o ideado.
A nossa liberdade começa a existir, quando nos sentimos na ausência de Deus. Desde quando os nossos sentidos assinalam a presença d'Ele, começamos a cuidar somente da sua vontade, libertando-nos do mundo, para sermos servos do seu amor.
O empenho de todos os sábios é o entendimento e a prática de todas as leis. E sentem alegria em alegrar aos outros.
Os Santos nos falam e os Místicos nos instruem que um dos caminhos mais excelentes é a auto-educação, e, ainda melhor, quando elaborada sem os sinais da vaidade, sabendo, de antemão, que o labor maior, mesmo dentro da criatura, é do Pontífice Universal.
Cultivemos a Terra, e lancemos sementes no seu seio, para germinarem. E é nosso dever crer na abundância dos frutos, sem que esse balanceamento divino nos pertença.
Cultivemos a Terra dos nossos sentimentos, e semeemos ideais enobrecedores na inteligência, e é de nosso alcance esperar, com fé, fartura de paz na consciência, sem nos preocuparmos no processamento desses fenômenos, pois eles pertencem ao Grande Foco da Vida.
Nós somos o que somos, pelo poder de Deus que é, hoje, amanhã e sempre.
Espírito: CARLOS - Psicografia: JOÃO NUNES MAIA - Livro: TUAS MÃOS

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Deuses do amor


A Internet é ferramenta excelente para aqueles que a utilizam para as coisas altruístas, que compartilham o que é bom e belo.
Foi assim que, de uma dessas criaturas especiais, dispostas à salutar semeadura, recebemos o seguinte texto:
Abbey, nossa cadelinha de quatorze anos, morreu no mês passado.
No dia seguinte, minha filha de quatro anos, Meredith, chorava e comentava sobre a saudade que sentia de Abbey.
Ela perguntou se poderia escrever uma carta para Deus a fim de que, assim que Abbey chegasse ao céu, Deus a reconhecesse.
Eu concordei e ela ditou as seguintes palavras:
“Querido Deus. O Senhor poderia tomar conta da minha cachorrinha?
Ela morreu ontem e está aí no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela.
Fico feliz porque o Senhor deixou que eu ficasse com ela mesmo depois dela ter ficado doente.
Espero que o Senhor brinque com ela. Ela gosta de nadar e de jogar bola.
Estou mandando uma foto dela para que, assim que a veja, o Senhor a reconheça e saiba que é a minha cachorrinha.
Assinado: Meredith.”
Pusemos a carta em um envelope com uma foto de Abbey com Meredith. Endereçamos: Deus. Céu.
Também pusemos nosso endereço como remetente. E Meredith colou vários selos na frente do envelope, pois ela disse que precisaria de muitos para a carta chegar até o céu.
Naquela tarde, ela colocou a carta numa caixa do correio.
Dias depois ela perguntou se Deus tinha recebido a carta. Respondi afirmativamente.
Ontem, havia um pacote embalado em papel dourado, na varanda de nossa casa, endereçado a Meredith.
Dentro havia um livro que dissertava a respeito da morte de animais de estimação.
Na capa interna, estava colada a carta de Meredith. Na outra página, a foto que ela mandara pelo correio e o seguinte bilhete:
“Querida Meredith. A Abbey chegou bem. A foto ajudou muito e eu a reconheci imediatamente.
Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo como está no seu coração.
Ela adorou ter sido seu animal de estimação. Como não precisamos de nossos corpos no céu, não tenho bolso para guardar a sua foto.
Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey.
Obrigado por sua linda carta. Agradeço a sua mãe por tê-la ajudado a escrever e enviado para mim.
Que mãe maravilhosa você tem! Eu a escolhi especialmente para você.
Envio muitas bênçãos todos os dias e lembro que amo muito vocês.
A propósito, sou fácil de encontrar: Estou em todos os lugares onde exista amor.
Assinado: Deus.”
*   *   *
Que emocionante história! Uma mãe que se importa com os sentimentos da filha. Alguém que se dispõe a responder e lecionar, com simplicidade, belas verdades.
Deus é Espírito. Deus é amor. Ama a todos e Se encontra em todo lugar. Fácil de ser localizado.
E as palavras do doce Rabi Galileu parecem ressoar em nossa intimidade: Vós sois deuses. Podeis fazer tudo que faço e muito mais.
Somos deuses na Imortalidade. Somos deuses no exercício do amor.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida