sexta-feira, 18 de abril de 2014

Renascer

O transitório esquecimento do passado facilita os recomeços, ensejando mais amplas possibilidades ao entendimento e à cordialidade. Lembrasse-se o Espírito dos motivos da antipatia ou do amor, vincular-se-ia apenas aos seres simpáticos, afastando-se daqueles por quem se sentiu prejudicado, complicando, indefinidamente, a libertação das causas infelizes do fracasso.
Assim, o filho revel retorna na condição de pai, a esposa ultrajada volve como mãe abnegada, o criminoso odiento reinicia ao lado da vítima antiga, o infrator da existência física, autocida, reencarna com as limitações que ocasionou, mediante o atentado perpetrado contra a organização somática. A cerebração mal aplicada redunda em idiotia irreversível e a impiedade, o ultraje, o abuso de qualquer natureza constroem o suplício da miséria, física ou moral, como medida educadora de que necessita o defraudador.
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Seja qual for a situação em que te encontres, agradece a Deus a atual conjuntura expiatória ou provacional, utilizando-te do tempo com sabedoria e discernimento, de modo a construíres o futuro, desde que o presente se te afigure afligente ou doloroso.
O que hoje possuis vem de ontem, podendo edificar para o amanhã, através do uso que faças das faculdades ao teu alcance.
Qualquer corpo, mesmo quando mutilado ou limitado, assinalado por enfermidades ultrizes e rigorosas, constitui concessão superior que a todos cabe zelar e cultivar, desdobrando recursos e entesourando aquisições, mediante os quais poderá planar logo mais nas Regiões Felizes, livre dos retornos dolorosos e recomeços difíceis.
FRANCO, Divaldo Pereira. Estudos Espíritas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. FEB.

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Amor e Temos

"O perfeito amor lança fora o temor".
(I JOÃO, 4:18.)
    Para que nossa alma se expanda sem receio, através das realizações que o Senhor nos confia, não basta o imperfeito Amor que estipula salários de gratidão ou que se isola na estufa do carinho particular, reclamando entendimento alheio.
    É necessário rendamos culto ao perfeito amor que tudo ilumina e a todos se estende sem distinção.
    O imperfeito Amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros, é quase sempre o egoísmo em disfarce brilhante, buscando a si mesmo nas almas afins para atormentá-las sob múltiplas formas de temor, quais sejam a exigência e o ciúme, a crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e da frustração.
    O perfeito Amor, contudo, compreende que o Pai Celeste traçou caminhos infinitos para a evolução e aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos e que amar significa entender e ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações queridos, no degrau de luta que lhes é próprio.
    Para que te libertes, assim, das algemas do medo, não basta te acolhas no anseio de ser ardentemente querido e auxiliado pelos outros, segundo as disposições do Amor incompleto.
    É indispensável saibas amar, com abnegação e ternura, entre a esperança incansável e o serviço incessante pela vitória do bem, sob a tutela dos quais viverás sempre amando, segundo o Amor equilibrado e perfeito pela força Divina que nos ergue triunfante, dos abismos da sombra para os cimos da luz.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna)

terça-feira, 15 de abril de 2014

Uma história dramática

Senhor Jesus,
Venho a ti hoje com o sentimento tocado por uma dor profunda, vivida por uma jovem mulher.
Há pouco dias, uma garota passou por nossa Casa Espírita, implorando que alguém lhe ouvisse o drama vivido.
Eu era o único servidor disponível no momento, e me prontifiquei a escutá-la, já que me parecia muito ferida na emoção.
Depois de procurar algumas amigas e outras orientações religiosas, resolveu entrar em nosso Centro, como último local onde pudesse extravasar seu sofrimento.
No diálogo fraterno, disse chorando que se decidira por fazer um aborto. Dois meses atrás, seu lar fora assaltado, e um dos ladrões a violentara, engravidando-a.
Assim que soube da gravidez, tomou-se de horror pelo próprio corpo, principalmente pelo bebê que ganhava vida em seu interior.
Confusa, afirmou que nem sabia por que entrara em nosso grupo espírita, até porque já estava decidida. Eliminar o feto era a única forma de não permitir que um monstro gerasse um ser por seu intermédio.
Lembro-me, Senhor, que a jovem citara a reportagem de uma revista feminina, que orientava sobre a prática do aborto por estupro. O Código Penal Brasileiro considera legal essa decisão, da mesma forma que o praticado quando está em risco a vida da gestante.
De imediato, recordei-me dos livros espíritas que contam histórias de grandes mulheres que sentiam muita afeição por crianças, mas traziam grandes dívidas morais com elas. Algumas não puderam acariciar um filhinho nos braços, porque precisaram reeducar-se no amor de mãe, consoante os débitos contraídos no passado.
Mestre querido, minha dor cresceu quando notei que essa moça fazia perguntas, mas intimamente já havia obtido as respostas que desejava, vindas de tantas estudiosas que, movidas por boa vontade, querem ver a mulher respeitada na sociedade dos homens, e não aceitam uma violência como essa contra o ser feminino.
Sofri porque sei o valor moral dessas grandes defensoras da igualdade dos direitos para ambos os sexos. O drama maior é ter a certeza, Senhor, de que essas mesmas mulheres ainda não incluíram em suas pautas de estudo o conhecimento da realidade espiritual, envolvidas aí todas as implicações advindas da reencarnação e dos compromissos trazidos de outras vidas.
Sei que para tantas o tema está fora de cogitação, mas Tu mesmo nos orientaste que o Pai não precisa da crença das criaturas para que as Leis Naturais atuem com rigor e precisão, preservadas as suaves concessões da Misericórdia Divina.
Venho a ti, Amigo, para refletirmos juntos sobre como agir nesse momento tão grave. Como informar à vítima que sem a permissão de Deus nada acontece; que se uma tragédia transformou-a hoje em agredida, em que página de seu pretérito vamos encontrá-la como agressora, elaborando a causa geradora do débito!?
É difícil raciocinar em momento de tão intensa mágoa, sobretudo quando tantas almas estão envolvidas. O estuprador, condicionado pela emoção primária da violência; o Espírito reencarnante, que também se encontra em resgate de pesadas dívidas, por estar no centro do drama; a mãe, de quem depende a decisão final; os pais, que via de regra sofrem igualmente as dores de todo o processo; enfim, todos que se encontram afetivamente vinculados aos personagens principais.
Inserido diretamente no contexto, vi-me convidado a deixar-lhe a orientação espírita, que mostra a vida maior com toda sua pujança e grandeza, a nos lembrar que Deus se compadece de todos os que sofrem e dos que fazem sofrer, amando-os indistintamente.
Ó, Senhor, se soubéssemos um pouco mais da presença do Onipotente em nossas vidas, quantas tristezas poderíamos superar com equilíbrio e serenidade. Teríamos convicção, por exemplo, de que assim que cometemos um erro grave, abrindo campo para futuros sofrimentos, recebemos ao mesmo tempo incontáveis oportunidades de reajuste, não através da dor, mas pela grandeza do amor, que é capaz de nos fazer resgatar o débito sem precisar que passemos pelo mesmo mal causado a outrem.
A noção correta das normas do Regente Supremo do Universo nos dá certeza de que lesões terríveis como a do estupro poderiam ter sido evitadas, com o despertamento anterior de quem está em dívida. Entre a ferida aberta da dor imediata e o discernimento consolador da explicação espírita, rogo por que um dia a segunda opção seja a mais aceita.
Mas como dizer isso a quem está com a emoção em pedaços? Peço-te, portanto, Irmão, que nos ensines a ampliar os efeitos do amor em nosso próprio ser. Quem sabe, assim, sintamos menos dificuldades para orientar alguém, já que esse sentimento consegue falar por si, ao consolar em silêncio.
Diante das diretrizes materialistas que ainda regem o mundo, deixe-nos rogar-te por compreensão. Compadece-te dessa mulher que chora, mas sobretudo do Espírito reencarnante que aguarda uma decisão.
Despede-nos em tua profunda paz, e roga a Deus pela Humanidade, para que nossos corações cheios de máculas obscuras se transmutem em páginas vivas da tua mensagem, a fim de podermos consolar com mais compaixão os que estão sofrendo tanto.
Assim seja!
Carlos Augusto Abranches. Reformador, junho de 1996.

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A honestidade homenageada

Acreditam alguns que gestos de bondade, que demonstrem virtudes elevadas, não devam ser noticiados, muito menos elogiados.
Com isso, cria-se uma cultura de evidenciar somente o mal, as ações ruins que tomam as manchetes, todos os dias, ferindo-nos a sensibilidade, seja pela imprensa escrita, falada ou televisionada.
Verdade que o preceito evangélico diz que a mão esquerda não deve saber o que dê a direita. Naturalmente, o que ensinou Jesus é o não anunciar de si mesmo, a apologia das próprias obras.
Mas, nos dias em que vivemos, de tanta maldade tomando conta dos noticiários, da hipocrisia e da corrupção fazendo escola, a iniciativa de um shopping da Austrália foi, não somente inusitada, mas exemplo a ser implantado, em outros locais.
Uma equipe foi contratada para produzir um teste e preparou tudo em detalhes, instalando equipamentos fotográficos e de captação de som, posicionando seu pessoal em lugares estratégicos.
Tudo começa com um rapaz que, propositalmente, deixa um par de óculos no chão de um dos corredores do movimentado shopping. O resultado foi fabuloso.
Muitas pessoas, jovens, idosos, homens e mulheres levaram os óculos ao setor de achados e perdidos. A atendente, adredemente treinada, tinha o cuidado de perguntar o nome e, fingindo se atrapalhar, derrubava algo no chão, enquanto acionava uma câmera para fotografar quem fizera a entrega do objeto.
E, quando as pessoas pensavam que a história terminava ali, começavam as homenagens. Por onde elas andavam, pelo shopping, viam suas fotos com a frase: Obrigado por sua honestidade!
Lá estavam elas em monitores gigantes, em mensagens eletrônicas, em quadros de aviso: Esta é a nova face da honestidade.
Em vitrines, até bolos personalizados, com frases como: A honesta Marina.
A reação delas era de surpresa e felicidade. Exclamações lhes brotavam como Oh, meu Deus! O que é isso? Nossa, minha foto!
Ao final, quase à saída, mais surpresas: aplausos de um pequeno comitê e um buquê de flores.
O lema da campanha é: A honestidade não pode ficar sem recompensa.
* * *
Como seria bom se as emissoras de rádio e TV, se os jornais começassem a buscar as notícias do bem e noticiassem os atos de altruísmo, de dedicação, de amor ao semelhante.
Como nosso mundo tomaria outro colorido. E, por uma questão de contágio do bem, logo esses gestos se multiplicariam de forma aritmética, geométrica.
É disso que o mundo precisa: de boas notícias, de mostrar rostos de quem pratica o bem.
Logo mais, se veria o mal decrescer, por uma questão de imitação. Vendo tantos realizarem coisas positivas, sabendo como o fizeram, quantos não se sentiriam motivados a lhes seguir os passos?
Pensemos nisso e, de forma particular, comecemos hoje a buscar notícias positivas e a divulgá-las, entre os nossos conhecidos, familiares e amigos.
Comecemos a corrente da boa notícia. Comecemos a modificar o panorama do mundo.
Tornemo-nos repórteres do bem, do amor e veremos o local onde vivemos, onde trabalhamos, logo se modificar.
Comecemos hoje. O mundo espera.

Redação do Momento Espírita, com narração de fato colhido no site sonoticiaboa.com.br

A voz interior

A grande maioria das pessoas tem uma resposta automática diante de certas situações na vida. Isso é natural e saudável, até certo ponto. Por exemplo, se vemos, de repente, algo ameaçador diante de nós, nossa primeira reação é nos defendermos. Até mesmo nosso corpo se prepara para isso. É um processo que ocorre devido ao instinto de conservação...
Nosso batimento cardíaco, nosso processo respiratório, tudo se altera. Até aí tudo bem. Agora, o problema é quando a coisa foge do natural e toma um tamanho desproporcional e fora da realidade.
Essa falha de percepção e compreensão das circunstâncias da vida faz a gente julgar os outros, condenando-os de acordo com os nossos valores morais, ainda que nossos valores não sejam lá grande coisa...
A maioria das pessoas não é educada a compreender e perdoar. Aprendemos, desde nossa infância, que vivemos em um mundo competitivo onde cada um deve agir por si se quiser vencer na vida.
E assim começamos mais uma semana! No domingo já vamos dormir tristes, ansiosos, temendo a terrível segunda-feira. Isso porque o trabalho, pra maioria, não significa auto realização, mas necessidade de sobrevivência. Nos preparamos para um dia que será de competição e não de cooperação. Seja na empresa, na escola, muitos se sentem na obrigação de estar o tempo todo provando sua capacidade. E assim, nos armamos contra o que consideramos ameaçador, julgamos e condenamos aqueles que nos ferem e nos sentimos cada vez pior, por mais que tentemos fugir dessa dor interior através das distrações comuns, que alienam... seja no consumismo daquilo que não precisamos ou comendo e bebendo aquilo que agride nosso corpo.
Chega! Pare de viver essa vida robotizada! Pare de viver nessa turbulência emocional, com respostas condicionadas nas situações que surgem na sua vida. Comece agora mesmo a sentir esse mundo que existe dentro de você, essa alma que grita por amor, por afeto; essa inteligência que busca se desenvolver, criar... Onde estão seus sonhos? Você é uma pessoa que vive para se realizar ou apenas sobrevive num mundo caótico de seres humanos frustrados?
Você pode ser feliz, e tenho certeza que será! Vamos começar a partir de hoje essa jornada?
Então, o primeiro passo é voltar pra dentro de si. Comece percebendo sua respiração, relaxe os músculos, diminua as tensões... inspire e expire o ar profundamente e com calma. Depois, comece a perceber o seu mundo interior. O que está sentindo, o que está temendo, o que passa pela sua cabeça quando está distraído... Não julgue nada, não racionalize nada, não critique... apenas perceba. Lá dentro, quando você ultrapassa as barreiras da mente, dos desejos superficiais, dos julgamentos, da vaidade... enfim, da personalidade egoísta, existe uma voz que fala através do silêncio. É um vazio que preenche a tudo e só pode ser percebido quando você entra nesse estado de serenidade e paz interior. Neste momento, não vale a pena mais nada, a não ser o amor.
Este é o primeiro passo: tirar o foco das confusões externas e trazê-lo para dentro de você. É a jornada que o filho pródigo faz de volta à casa do Pai. É a reintegração com o seu Eu Interior, na busca pela sua natureza de Buda ou do Cristo interno que habita em você.
Escrito por Victor Rebelo
Leia mais artigos no site da Revista Cristã de Espiritismo:

domingo, 13 de abril de 2014

Comunhão Universal

De pé sobre a Terra, meu sustentáculo, minha nutriz e minha mãe, elevo o meu olhar para o infinito, sinto-me envolvido pela imensa comunhão da vida; os eflúvios da Alma universal penetram em mim e fazem vibrar meu pensamento e meu coração; forças poderosas me sustentam, avivam em mim a existência. Por toda a parte para onde minha inteligência alcança, vejo, distingo, contemplo a grande harmonia que rege os seres e, através de caminhos diversos, guia-os para um objetivo único e sublime. Por toda parte, vejo irradiar a bondade, o amor, a justiça!

Ó meu Deus! Ó meu Pai! fonte de toda a sabedoria e de todo o amor, Espírito supremo cujo nome é luz, ofereço-te minhas louvações e minhas aspirações! Que elas subam a ti como perfume de flores, como os odores inebriantes dos bosques sobem para o céu. Ajuda-me a avançar no caminho sagrado do conhecimento, para uma compreensão mais elevada das tuas leis, a fim de que desenvolva-se em mim mais simpatia, mais amor pela grande família humana. Pois sei que através do meu aperfeiçoamento moral, através da realização, da aplicação ativa em torno de mim e em proveito de todos, da caridade, da bondade, aproximarme-ei de ti e merecerei conhecer-te melhor, comunicar-me mais intimamente contigo na grande harmonia dos seres e das coisas. Ajuda-me a libertar-me da vida material, a compreender, a sentir o que é a vida superior, a vida infinita. Dissipa a escuridão que me envolve; deposita em minha alma uma centelha desse fogo divino que reaquece e abrasa os espíritos das esferas celestes. Que tua luz suave e, com ela, os sentimentos de concórdia e de paz se espalhem sobre todos os seres!


Léon Denis
Do livro: "O Grande Enigma"

O Dom de dar

Quando você der alguma coisa, faça isso de coração, nunca porque você espera que amanhã vai receber algo em troca. Disso a vida se encarrega.
Quando amar, ame intensamente; quando der uma esmola, faça e se esqueça; quando perdoar, perdoe.
Os gestos que não são acompanhados por um sincero sentimento no coração são vazios e inúteis: Deus não os recebe.
Os pequenos gestos, mas que são tudo o que você pode dar, acompanhados da alegria de ofertar, são recebidos com grandes festas pelos anjos.
Ninguém compra felicidade, ninguém compra bênçãos; essas coisas são simples retornos dos nossos atos. Da mesma maneira como regamos as flores que enfeitam nosso jardim ou nossa casa, Deus rega nossas vidas quando enfeitamos a vida de alguém.
Bens materiais a gente gasta e deixam de existir. O bem que fazemos pra alma dura eternamente.
Quando investimos na felicidade dos outros, sem saber estamos investindo na nossa própria felicidade.
A bondade é uma dádiva que todos recebem. Só que uns descobrem e outros não; uns utilizam e outros não. Isso faz uma grande diferença entre as pessoas.
Se você acha que é pobre demais para oferecer algo ao próximo é porque ainda não percebeu que tempo é realmente dinheiro, a riqueza que é seu sorriso, o valor que tem sua oração e o calor que pode emanar do seu corpo num abraço amigo e sincero.

Letícia Thompson

Não desanimar

Cabe-nos não desanimar; prosseguir com o espírito voltado para o bem, de tal forma, que as paixões primitivas cedam lugar às peregrinas virtudes descendentes do amor. 
Desesperada, a criatura humana suplica misericórdia, e os céus generosos fazem chover sobre a terra as messes de misericórdia e de encorajamento para a vida. 
Não vos deixeis contaminar pelos desequilíbrios que grassam, pelo vírus do horror, que leva a vida aos patamares mais sofridos. Erguei-vos em pensamentos e em ação Àquele que nos prometeu estar conosco em qualquer circunstância para que pudéssemos ter vida e vida em abundância. 
Filhos da alma, vossos guias espirituais adejam ao vosso lado como aves sublimes de ternura, aguardando a oportunidade de manter convosco intercâmbio iluminativo. 
Não vos permitais o luxo da negativa às suas inspirações gloriosas. Não recalcitreis ante o espinho cravado nas carnes da alma de que necessitais momentaneamente. 
Desde quando conhecestes Jesus, tendes o descer de demonstrar-lhe fidelidade e amor, basta-vos abrir os sentimentos de fraternidade e de misericórdia para com todos aqueles que sofrem, perdoando-vos os equívocos e perdoando as agressões que vos chegam ameaçadoras. 
Ninguém a sós, em nome desses espíritas, que comparecem a este evento há cinquenta e nove anos sucessivamente. 
Nós vos conclamamos à diretriz de segurança para uma existência de paz. Amar! Sede vós aqueles que amam. Rejeitados, menosprezados e até perseguidos, aureolai-vos no amor para que se exteriorizem os sentimentos sublimes do Cordeiro de Deus e em breve possamos ver bebendo no mesmo córrego, o lobo e o cordeiro, os bons e os ainda maus, fascinados pela água pura do Evangelho libertador. 
Ide em paz, meus filhos, retornai aos vossos lares e buscai a luz da verdade que dissipa a ignorância e que anula a treva. 
Jesus conta convosco na razão direta em que com Ele contamos. Abençoe-nos o incomparável amigo Jesus e dê-nos a sua bênção de paz.
Com muito carinho, o servidor humílimo e paternal de sempre,   Bezerra
Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, na conferência de  encerramento da 59ª Semana Espírita de Vitória da Conquista, em 9.9.2012. Fonte http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=348.

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Esta Noite

"Mas Deus lhe disse: - Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?" - Jesus (Lucas, 12:20)
Não basta ajuntar valores materiais para a garantia da felicidade
A super cultura consegue atualmente na Terra feitos prodigiosos em todos os ramos da Natureza física, desde o controle das forças atômicas às realizações da Astronáutica.
No entanto, entre os povos mais adiantados do Planeta avançam duas calamidades morais do materialismo corrompendo-lhe as forças: o suicídio e a loucura, ou, mais propriamente, a angústia e a obsessão.
É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas...
Para suportar os atritos necessários à evolução e aos conflitos resultantes da luta regenerativa, precisa alimentar-se com recursos da alma e apoiar-se neles.
Nesse sentido, vale recordar o sensato comentário de Allan Kardec no item 14 do Capítulo V de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", sob a epígrafe "O Suicídio e a Loucura":
"A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio.
Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar.
Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam".
Espíritas, amigos!
Atendamos à caridade que suprime a penúria do corpo, mas não menosprezemos o socorro às necessidades da alma!
Divulguemos a luz da Doutrina Espírita!
Auxiliemos o próximo a discernir e pensar.
XAVIER, Francisco Cândido. Segue-me!... Pelo Espírito Emmanuel. O Clarim.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Comece por você

 Para quem tem olhos de ver, em toda parte ensinamentos se fazem presentes.
No túmulo de um bispo anglicano, que está na cripta da Abadia de Westminster, na praça do Parlamento, em Londres, pode-se ler o seguinte:
Quando eu era jovem, livre, e minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo.
À medida que me tornei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não ia mudar. Reduzi, então, meu campo de visão e resolvi mudar apenas meu país.
Mas acabei achando que isso, também, eu era incapaz de mudar.
Envelhecendo, numa última e desesperada tentativa, decidi mudar apenas minha família, os mais próximos, mas, ai de mim, eles não estavam mais ali.
Agora, no meu leito de morte, de repente percebo: se eu tivesse primeiro me empenhado apenas em mudar a mim mesmo, pelo meu exemplo eu teria mudado minha família.
Com a inspiração da família e encorajado por ela, teria sido capaz de melhorar meu país e, quem sabe, poderia até ter mudado o mundo.
* * *
Quase sempre, pensamos e agimos exatamente assim. É comum lermos um trecho do Evangelho e logo pensarmos como aquelas frases seriam muito importantes para alguém da nossa família.
Quando ouvimos uma palestra edificante, que concita ao bem, logo nos vem à mente o pensamento de que seria muito bom se determinada pessoa estivesse ali para ouvir.
Isso faria muito bem para ela! É o que dizemos para nós mesmos.
Como esta informação a poderia modificar, mudar sua forma de agir.
Quando estamos vinculados a uma determinada religião, o pensamento não é diferente.
Ficamos a desejar que nossos parentes, nossos amigos, colegas professem a mesma crença, comunguem dos mesmos ideais.
Por vezes, chegamos a nos tornar um pouco inconvenientes, ou talvez até em demasia, mandando recados, frases escolhidas para os amigos.
Tudo nesse intuito de que eles as leiam, as absorvam e coloquem em prática.
São frases que se referem aos bons costumes, à ética, à moral e quem as recebe, com certeza, pensará também:
Seria muito bom que o remetente colocasse em prática essas fórmulas. Ele precisa disso.
 Por isso é que o Mundo ainda não é esse local especial que tanto ansiamos: um oásis de compreensão, com aragem de paz e fontes cantantes de fraternidade.
Porque cada um de nós deseja, pensa, anseia por mudar o outro. Por fazer que o outro se revista de compreensão, de polidez.
Contudo, o Modelo e Guia da Humanidade estabeleceu que cada um deve dar conta da sua própria administração.
Administração da sua vida, dos seus deveres, da sua missão.
O mundo é a somatória de todos nós, das ações de todos os homens.
Cabe-nos pois a inadiável decisão de nos propormos à própria melhoria.
E hoje, hoje é o melhor dia para isso. Nem amanhã, nem depois.
Hoje. Comecemos a pensar em que poderemos nos melhorar.
Quem sabe, um gesto de gentileza? Que tal um Bom dia? Um Obrigado, um sorriso?
Pensemos nisso.
(Redação do Momento Espírita