quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ensina-nos a Orar

O planalto da Judéia se eleva naquele local a quase 830 metros acima do nível do mar, no ponto culminante da aldeia de Efraim. Uma região bucólica, onde os damasqueiros se arrebentam em flores e frutos, e as tulipas se multiplicam em campos verdejantes com a abundância do sol dourado, cujos poentes se demoram em fímbrias coloridas, contrastando com as sombras das noites em vitória. A aldeia de Efraim é um amontoado de casas singelas entre flores silvestres e roseiras variadas, situando-se sobre o largo terraço fértil do planalto árido, onde, no entanto, abundam as nascentes cantantes, de cujas bordas se avistam ao longo o vale, onde se escondem abaixo das imensas costas talhadas, o tranqüilo Jordão e o Mar Morto. Dali, a visão dos horizontes é um convite à meditação, fazendo com que o homem se apequene ante a grandeza de Deus.

Naquela paisagem, tudo é convite às coisas divinas. Nesse plano de exuberante beleza, o Mestre elucida aos companheiros fiéis, quanto à comunhão com o Pai. Já lhes falara diversas vezes sobre a necessidade da oração e em muitas ocasiões, deles se apartara, para o silêncio da prece. Em harmonia, freqüentemente, buscava a soledade para a ligação com Deus, através desse ministério ardente e apaixonado.

Certo dia os discípulos aguardavam-no com carinho, ansiedade, e inquiriram-no quanto à melhor forma de orar, como dizer todos ditos da alma Àquele que é a Vida, e que sabe das necessidades de cada um em particular e de todos simultaneamente... Havia, em todos, o desejo veemente de apreender com o Rabi, que com tantas lições lhes dispensara antes com invulgar sabedoria! Naquele momento, um dos discípulos pediu-lhe: "Mestre, ensina-nos a Orar."

O Mestre relança o olhar por aquelas faces expectantes que o buscavam seguir, e desejam adquirir forças, para no futuro se entregar inteiramente ao Evangelho nascente. Depois de sentir as ânsias que através dos tempos estrugiriam, nos continuadores da Sua doutrina pelos caminhos do futuro, sintetizou as necessidades humanas em sete versos, os mais simples e harmoniosos que os humanos ouvidos jamais escutaram, proferindo a oração dominical. As frases melódicas cantaram, delicadas, através dos seus lábios, como se um coral angélico ao longe modula-se um canto de incomparável melodia, acompanhando-o suavemente numa evocação:
"Pai Nosso que estás nos Céus..."
 É a glorificação daquele que é a Vida da Vida, Causa Cáusica do existir. Natureza da Natureza - Nosso Pai!

Entenderam-se, a seguir, os três desejos do ser na direção da Vida, após a referência sublime ao doador de Bênçãos:

"Santificado seja o Teu Nome;"

"Venha a nós o Teu Reino, seja feita a Tua vontade na terra como no céu."
Os amigos sentiram, naquela ora, exaltação ao Pai nas dimensões imensuráveis do universo, respeito à grandeza da sua criação através da alta consideração do Seu nome. Resignação atual diante das suas determinações divinas e divina pré-ciência. Um canto de amor e abnegação!

A seguir, as três rogativas em que o homem compreende a própria pequenez e se levanta súplice, confiante, porém, em que lhe não será negado nada daquilo que solicita:

"O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;"

"Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores;"

"Não nos deixes cair em tentação e livra-nos de todo o mal."

A base da manutenção do corpo é o alimento sadio, diário, equilibrado, tanto quanto a vitalidade do espírito é a sintonia com as energias transcendentes..
"Dá-nos hoje..."
Sustento para a matéria e força para o espírito, de modo a prosseguir no roteiro de redenção, no qual exercita as experiências evolutivas.

O reconhecimento dos erros, equívocos, danos causados a si mesmo e ao próximo...
"Perdoa-nos..."
Ensejando reparação através da oportunidade de refazer e recomeçar sem desânimo, superando-se e ajudando-se os que nos são vítimas...
"...como perdoamos aos que nos devem".

Forças para as fraquezas, em forma de misericórdia, multiplicando as construções das células e das energias espirituais. Reconhecimento das intocáveis fragilidades que a cada instante nos assediam e nos surpreendem...
 "...livra-nos de todo o mal"..

Naquele momento começava a musicalidade sublime em balada formosa na pauta da Natureza, conduzida pelo vento. Aquela era a mais singela, a mais completa oração jamais enunciada. A ponte de intercâmbio entre os dois planos do mundo estava lançada.

"Pedi e dar-se-vos-á",
 exorou o Mestre Nazareno.
"Ensina-nos a orar!"...rogara o discípulo ansioso...

As virações daquela hora, o embalsamar de mil odores sutis e constantes, e a festa nos corações. O Reino de Deus está, agora, mais próximo. Divisam-se os seus limites e se vislumbram as suas construções. Nenhum abismo, nenhum óbice, vencidos os obstáculos os caminhos se abrem, convidativos, oferecendo intercâmbio àqueles homens que se levantarão logo mais da insignificância que os limita, e irão avançar em rumo do infinito doravante. Orando, estarão em comunhão permanente com o Pai.

Os discípulos compreenderam o significado da oração, transformando-se e transformando o mundo. O homem sobe ao Pai e o Pai desce à terra. Do solilóquio chega-se ao diálogo, e do diálogo o espírito sai refeito num grande silêncio de paz e vitalidade, exaltando o amor de Deus na potencialidade da oração...
"Ensina-nos a orar"
... "Pai Nosso que estais nos céus...."


Amélia Rodrigues (espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Luz do Mundo
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O Espiritismo

www.oespiritismo.com.br

Mansidão e Piedade

Se caminhas sob chuvas de impropérios e maldições, cultiva a mansidão e exercita a piedade.

Se atravessas provas rudes, assoalhadas por aflições contínuas, guarda-te na mansidão e desenvolve a piedade.

Se sofres agressões prolongadas, que se não justificam, permanece com mansidão e desenvolve a piedade.

Se tombas nas ciladas bem urdidas, propostas por adversários encarnados ou não, mantém-te em mansidão e esparze a piedade.

Se te açodam circunstâncias rudes e tudo parece conspirar contra tuas lutas de redenção, não te descures da mansidão nem da piedade.

Aclamado pelo entusiasmo passageiro de amigos ou admiradores, sustenta a mansidão e insiste na piedade.

Guindado a posições de relevo transitório e requestado pelo momento de ilusão, não te afaste da mansidão da piedade.

Carregado de êxitos terrenos e laureado por enganosas situações, envolve-te na mansidão e não te distancies da piedade.

Recomendado pelas pessoas proeminentes ou procurado pelos triunfos humanos, persevera com mansidão e trabalha com piedade.

Mansidão e piedade em qualquer circunstância, sempre.

A mansidão coloca-te interiormente indene à agressividade dos que se comprazem no mal e a piedade envolve-os em vibrações de amor.

A mansidão faz-te compreender que necessitas de crescimento espiritual e, por enquanto, a dor ainda se torna instrumento educativo. A piedade evita que mágoas ou seqüelas de aborrecimento tisnem os teus ideais de enobrecimento.

A mansidão acalma; a piedade socorre.

Com mansidão seguirás a trilha da humildade e com a piedade prosseguirás retribuindo com o bem a todo e qualquer mal.

A mansidão identifica o cristão e a piedade fala das suas conquistas interiores.

"Bem-aventurados os mansos e pacificadores - ensinou Jesus - porque eles herdarão a Terra"... feliz do continente da alma imortal.

Autor: Joanna de Ângelis (espírito)
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Otimismo

O Amor

O amor, como comumente se entende na Terra, e um sentimento, um impulso do ser, que o leva para outro ser com o desejo de unir-se a ele. Mas, na realidade, o amor reveste formas infinitas, desde as mais vulgares até as mais sublimes. Principio da vida universal, proporciona à alma, em suas manifestações mais elevadas e puras, a intensidade de radiação que aquece e vivifica tudo em roda de si; é por ele que ela se sente estreitamente ligada ao Poder divino, foco ardente de toda a vida, de todo o amor.
Acima de tudo, Deus é amor. Por amor, criou os seres para associa-los às suas alegrias, à sua obra. O amor é um sacrifício; Deus hauriu nele a vida para dá-la às almas. Ao mesmo tempo quea efusão vital, elas receberiam o principio afetivo destinado a germinar e expandir-se pela provação dos séculos, até que tenham aprendido a dar-se por sua vez, isto é, a dedicar-se, a sacrificar-se pelas outras. Com este sacrifício, em vez de se amesquinharem, mais se engrandecem, enobrecem e aproximam do Foco Supremo.
O amor é uma força inexaurível, renova-se sem cessar e enriquece ao mesmo tempo aquele que dá e aquele que recebe. É pelo amor, sol das almas, que Deus mais eficazmente atua no mundo. Por ele atrai para si todos os pobres seres retardados nos antros da paixão, os Espíritos cativos na matéria; eleva-os e arrasta-os na espiral da ascensão infinita para os esplendores da luz e da liberdade.
O amor conjugal, o amor materno, o amor filial ou fraterno, o amor da pátria, da raça, da humanidade, são refrações, raios refratados do amro divino, que abrange, penetra todos os seres, e, difundindo-se neles, faz rebentar e desabrochar mil formas variadas, mil esplendidas florescências de amor.
[...]
*
[...]
Ó homem, procura em volta de ti as chagas a pensar, os males a curar, as aflições a consolar. Alarga as inteligências, guia os corações transviados, associa as forças e as almas, trabalha para ser edificada a alta cidade de paz e de harmonia que será a cidade do amor, a cidade de Deus! Ilumina, levanta, purifica! Que importa que se riam de ti! Que importa que a ingratidão e a maldade se levantem na tua frente! Aquele que ama não recua por tao pouca coisa; ainda que colha espinhos e silvas, continua sua obra, porque esse é seu dever, sabe que a abnegação o engrandece.
[...]
Léon Denis
Trecho do livro O Problema do Ser, do Destino e da dor – Cap. “O Amor” – transcrito parcialmente

Reformador n° 2233 – Abril 2015

domingo, 31 de maio de 2015

Assunto de Lei

Nunca prejudicarás a alguém sem prejudicar-te.

Nunca beneficiarás a essa ou aquela pessoa sem beneficiar a ti mesmo.

Através de nossas ações, sobre os outros, traçamos o próprio caminho.

Os companheiros de nossa estrada são fragmentos de que se nos constituirá o próprio futuro.

Esses apontamentos pertencem à Lei.


pelo Espírito Emmanuel, Do Livro: Pronto Socorro, Médium: Francisco Cândido Xavier.

A arma infalível

Certo dia, um homem revoltado criou um poderoso e longo pensamento de ódio, colocou-o numa carta rude e malcriada e mandou-o para a chefe da oficina de que fora despedido.
O pensamento foi vazado em forma de ameaças cruéis. E quando o diretor do serviço leu as frases ingratas que o expressava, acolheu-o, desprevenidamente, no próprio coração, e tornou-se furioso sem saber por quê. Encontrou, quase de imediato, o subchefe da oficina e, a pretexto de enxergar uma pequena peça quebrada, desfechou sobre ele a bomba mental que trazia consigo.
Foi a vez do subchefe tornar-se neurastênico, sem dar o motivo. Abrigou a projeção maléfica no sentimento, permaneceu amuado várias horas e, no instante do almoço, ao invés de alimentar-se, descarregou na esposa o perigoso dardo intangível. Tão-só por ver um sapato imperfeitamente engraxado, proferiu dezenas de palavras feias; sentiu-se aliviado e a mulher passou a asilar no peito a odienta vibração, em forma de cólera inexplicável. Repentinamente transtornada pelo raio que a ferira e que, até ali, ninguém soubera remover, encaminhou-se para a empregada que se incumbia do serviço de calçados e desabafou. Com palavras indesejáveis inoculou-lhe no coração a estilete invisível.
Agora, era uma pobre menina quem detinha o tóxico mental. Não podendo despejá-lo nos pratos e xícaras ao alcance de suas mãos, em vista do enorme débito em dinheiro que seria compelida a aceitar, acercou-se de velho cão, dorminhoco e paciente, e transferiu-lhe a veneno imponderável, num pontapé de largas proporções.
O animal ganiu e disparou, tocado pela energia mortífera, e, para livrar-se desta, mordeu a primeira pessoa que encontrou na via pública.
Era a senhora de um proprietário vizinho que, ferida na coxa, se enfureceu instantaneamente, possuída pela força maléfica. Em gritaria desesperada, foi conduzida a certa farmácia; entretanto, deu-se pressa em transferir ao enfermeiro que a socorria a vibração amaldiçoada. Crivou-o de xingamentos e esbofeteou-lhe o rosto.
O rapaz muito prestativo, de calmo que era, converteu-se em fera verdadeira. Revidou as golpes recebidos com observações ásperas e saiu, alucinado, para a residência, onde a velha e devotada mãezinha o esperava para a refeição da tarde. Chegou e descarregou sobre ela toda a ira de que era portador.
- Estou farto! - bradou - a senhora é culpada dos aborrecimentos que me perseguem! Não suporto mais esta vida infeliz! Fuja de minha frente!...
Pronunciou nomes temíveis. Blasfemou. Gritou, colérico, qual louco.
A velhinha, porém, longe de agastar-se, tomou-lhe as mãos e disse-lhe com naturalidade e brandura:
- Venha cá, meu filho! Você está cansado e doente! Sei a extensão de seus sacrifícios por mim e reconheço que tem razão para lamentar-se. No entanto, tenhamos bom ânimo! Lembremo-nos de Jesus!... Tudo passa na Terra. Não nos esqueçamos do amor que a Mestre nos legou...
Abraçou-o, comovida, e afagou-lhe os cabelos!
O filho demorou-se a contemplar-lhe as olhos serenos e reconheceu que havia no carinho materno tanto perdão e tanto entendimento que começou a chorar, pedindo-lhe desculpas.
Houve então entre as dois uma explosão de íntimas alegrias. Jantaram felizes e oraram em sinal de reconhecimento a Deus.
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.
XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB.

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Vitória sobre a Depressão

VITÓRIA SOBRE A DEPRESSÃO
Vive a sociedade terrestre grave momento na área da saúde emocional e comportamental.
Apresentando-se em caráter pandêmico, a depressão avassala os mais variados segmentos sociais, arrastando verdadeiras multidões ao terrível distúrbio de conduta.
Pode-se afirmar que a depressão é ocorrência que se manifesta como um distúrbio do todo orgânico e resulta de problemas do quimismo neuronal, com a falta de alguns neurocomunicadores responsáveis pela alegria, o bem estar, o afeto, tais como a dopamina, a serotonina e a noradrenalina. Aprofundando-se, porém, a sonda investigadora a respeito desse cruel distúrbio comportamental da área da afetividade, a doença se exterioriza em razão do doente, que é sempre o Espírito reencarnado em processo de reequilíbrio dos delitos anteriormente praticados. A depressão é doença da alma que se sente culpada e, não poucas vezes, carrega esse sentimento no inconsciente, em decorrência de comportamentos infelizes praticados na esteira das reencarnações, devendo em consequência, ser tratada no cerne da sua origem. O Espírito é um viajor incansável da imensa estrada das reencarnações, avançando das trevas para a luz, do instinto para a inteligência, e dessa para a razão, logo mais para a intuição. O seu comportamento esteve adstrito aos impositivos do primarismo por onde jornadeou longamente.
Constatado essa psicogênese respeitável, que facilita o diagnóstico da problemática, o Espiritismo também oferece o grande contributo terapêutico para a solução, tendo base os ensinamentos de Jesus Cristo, o Médico por excelência, cuja vida é o mais belo poema de amor e sabedoria que a história conhece. De início, o esclarecimento do paciente, a fim de que adquira a consciência de responsabilidade, dispondo-se à recuperação a esforço pessoal, sem o mecanismo passadista de transferir para outrem o que ele deve realizar. Em seguida, o hábito saudável da oração, dos bons pensamentos através de leituras edificantes, dos diálogos que enriquecem o ser interior, da fluidoterapia, água fluidificada....
A saúde é portanto, o estado ideal do Espírito que se descobriu a si mesmo e se identifica com o Cosmo, nele inserido em clima de harmonia. O corpo humano é a mais grandiosa obra de engenharia que se conhece. Uma existência laboriosa, ativa, guiada pela mente edificada no amor e na solidariedade, transforma-se num arquipélago de saúde, mesmo quando ocorram alguns fenômenos de aflição, perfeitamente controláveis, não permitindo angústias desnecessárias, ansiedades injustificáveis, medos sem lógica, solidão egoísta. Podes, portanto, adquirir saúde e preservá-la, se te resolveres por ser feliz e te empenhares na execução do programa iluminativo que te diz respeito.
Cada Espírito é responsável por tudo quanto lhe acontece.
FRANCO, Divaldo Pereira. Vitória sobre a depressão. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

* * * Estude Kardec * * *

Em Regime de Fé

O Universo vive em regime de fé.
             Em semelhante sistema, a Terra gira sobre si mesma e avança, a pleno Espaço Cósmico, através de ciclos perfeitos de movimento e vida.
             Automaticamente, os átomos efetuam as transformações que lhes são peculiares, sustentando a economia da natureza.
             De maneira mecânica, a planta se desenvolve na direção do Sol.
             O animal promove a formação do próprio ninho, valendo-se de princípios da inteligência.
             Claramente possível classificar a gravitação como sendo confiança sabiamente orientada; a atração definindo a confiança magneticamente dirigida; o heliotropismo expressando a confiança no impulso, e a inteligência rudimentar exprimindo-se em grau determinado da confiança instintiva.
*
             Paradoxalmente, apenas o homem por vezes se declara sem fé; no entanto, mesmo sem fé,  ele pensa, confiando nos implementos do cérebro; fala, confiando nas cordas vocais; pratica o artesanato, confiando nas mãos; alimenta-se, confiando no engenho gastrintestinal; caminha, confiando nos pés; viaja, confiando naqueles que lhe orientam as máquinas; estuda, confiando nos professores; traça programas de ação, confiando em horários.
             Tudo na vida se harmoniza em recursos de confiança.
*
Atualmente, porém, a Doutrina Espírita vem acordar as criaturas para a fé raciocinada, que não dispensa a lógica e o discernimento precisos, a fim de que a consciência humana se eduque suficientemente, sem a ingenuidade que a tudo se submete e sem a violência que a tudo aspira dominar.

(De “RUMO CERTO’, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Ponte de Luz

Aquinhoado pela faculdade mediúnica, rejubila-te e aplica-a a serviço da finalidade a que se destina.
Rogaste a Deus a oportunidade de reabilitar-te de incontáveis desaires que te permitiste em jornadas pretéritas ao lado de crimes, alguns hediondos.
Por considerares a gravidade do comportamento, percebeste que a recuperação moral poderia dar-te pela colheita de sofrimentos defluentes dos gravames cometidos, como normalmente acontece.
Podias, no entanto, eleger os fenômenos tormentosos das enfermidades dilaceradoras, dos padecimentos morais que produzem consumação interna, dos delicados mecanismos da solidão e das perseguições implacáveis das tuas vitimas, em rudes obsessões, afastando-te da trilha do equilíbrio e dos deveres a que te vinculas.
Também descobriste que o amor anula o ódio, a multidão de pecados, e as bênçãos da caridade diluem as construções do mal, pelo proporcionar da paz onde quer se apresente.
Sob a inspiração do teu ajo tutelar, elegeste a mediunidade, a fim de manteres intercambio seguro com a Esfera imortal, de modo que não olvidasses a tua procedência. Concomitantemente, compreendeste que poderias reparar o mal através do bem, recuperando-te dos graves deslizes.
Antes do renascimento, passaste pelas regiões de sombra e de dor, onde foste resgatado  e conduzido para educandários de regeneração, a fim de treinares bondade e reorganizares as paisagens mentais e morais.
Conquistaste, desse modo, a misericórdia da faculdade mediúnica, a principio atormentada pelos conflitos que te ressumavam, como é natural, de modo a trabalhares os valores éticos que te facultassem a sintonia com a Erraticidade superior de onde procedem a inspiração e a diretriz do trabalho.
Naturalmente, como efeito dos danos que a ti próprio causaste, foste programado com alguns problemas que te demonstrariam a própria fragilidade, a expressar-se em dores de vário porte. Mediante a conjuntura aflitiva, sentiste necessidade de buscar a harmonia, e a mediunidade distendeu-te os valiosos recursos para a ação do inefável bem.
No universo nada permanece fora das leis de equilíbrio, especialmente os acontecimentos morais que são de primacial importância no desenvolvimento do ser espiritual.
Esforça-te por aprimorar a aptidão orgânica ao teu alcance, por intermédio da tua automoralização, a fim de te equipares com os valiosos recursos do amor, para a enfermagem da iluminação dos Espíritos infelizes. Não somente daqueles aos quais prejudicaste, mas também aos outros irmãos desafortunados, que pululam em votla da Terra.
Cada contribuição iluminativa que lhes ofertes, acenderá uma estrela na noite imemorial do teu processo evolutivo.
Desse modo, serve sem enfado, alegre e jovial, pela honra da autoedificação.
*
Os sofrimentos que te excruciam, lapidam as imperfeiçoes espirituais que carregas nos refolhos do ser.
Não reclames. Eles são necessários para a tua quitação de débitos perante as leis cósmicas.
Evita pensar que jamais se acabarão.
Contempla o algoz deste momento, quando defrontado por ele em atitude que te dilacera a alma, irradiando a compaixão a seu favor.
Aprende, ante a sua indignação, a paciência e a misericórdia. Esses impulsos agressivos são a catarse de dramas íntimos que ele não sabe identificar e os expele como lava de vulcão que explode para renovar a paisagem.
Tu sabes que ele é vitima das circunstancias que o aturdem com os seus conflitos camuflados e de alta gravidade.
Usa, nesses momentos, a mediunidade, olha o agressor e, compadecido, envolve-o em preces.
Não discutas, porque ele se encontra fora de si, sem raciocínio lucido nem discernimento, não raro sob ação de perversos adversários que lhe conspiram contra a harmonia e a felicidade.
Trata-se de alguém perdido no matagal e que necessita gritar por socorro sem sequer saber como fazê-lo.
A mediunidade de que és portador diminui a carga dos agressores, porque ao se utilizarem das tuas energias, diminuem o impacto da alucinação.
Continua na tua condição de ponte de luz.
No diário, já elegeste recuperar vidas, e esse fenômeno de amor é também mediúnico, porque as tuas forças são utilizadas pelos benfeitores espirituais, a fim de auxiliarem essas aves implumes que agasalhas no ninho do coração.
Todo fenômeno mediúnico é de natureza especifica na área das afinidades. Portanto, de acordo com a sintonia com Jesus, tornas-te cireneu, auxiliando os irmãos do Calvário a conduzir a sua cruz libertadora.
Mergulha, pois, nas Fontes inexauríveis do amor de Deus em teu mundo íntimo, dulcifica-te, ajuda e frui a felicidade da reabilitação.
Prossegue sem desanimo, nem qualquer tipo de temos.
A mediunidade é concessão divina destinada a propiciar o crescimento do Espírito, para que este exerça a beneficência, autoiluminando-se.
Ao conduzi-la com harmonia íntima, estarás sempre médium e não apenas o serás nos momentos especiais dedicados ao seu exercício.
Derruba quaisquer impedimentos ambientais, físicos, emocionais e psíquicos, e prossegue como ponte de luz a serviço do Amor.
*
A sociedade, que tantas glorias alcançou na área da Ciência e da Tecnologia ao conquistar o amor, prepara-se para ampliar os recursos das faculdades mediúnicas, a fim de que as cortinas densas, que se interpõem entre as esferas, física e espiritual, sejam diluídas, permitindo o transito com ampla facilidade para ambas.
Não fujas às lutas redentoras, porque elas sempre estarão à tua frente à espera de atendimento.
Toma como modelo Jesus, o Médium de Deus, e deixa que transitem pela tua ponte os filhos da agonia sob a proteção dos excelsos guias da humanidade.
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 18 de março de 2015, no Centro Espírita Caminho da redenção, em Salvador, Bahia

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Para uma Alma Aflita

Sossega, alma querida,  pois o Senhor nos deixou o Seu Amor!
Abranda o teu desespero,  pois Ele segue à nossa frente,
alargando o nosso caminho para que os espinhos      nos consigam nos deter!

Sossega, alma irmã, sossega!
A nossa aprendizagem é dura, é dolorosa, às vezes constrangedora, porém o resultado será maravilhoso!
E nos veremos um dia libertos dos nossos erros de avaliação que nos faziam ver tudo negro, e difícil e doloroso, quando mais não era que o corte necessário ao rompimento do véu que nos causava uma cegueira prejudicial à visão correta da Vida!

A Vida é Luz, é Alegria, é Júbilo pela presença constante do Senhor!

E quando não O vemos, não O sentimos, porque embargados pelos tantos véus que nos fazem cegos, e que se chamam vaidade, egoísmo, ódio, rancor e ambição desvairada, não vemos a Luz da Sua Presença, não sentimos a Alegria da Sua aprovação, tão bem acompanhados!

Por isso,  alma amiga, sossega!
E procura dentro do teu coração a Vida Real que lá está, o que te dará a censura pelo que não corresponde aos teus reais anseios de bem, de felicidade, de poder!

Pois a Vida Real que te faz viver não é aquela que o mundo material te proporciona, e que passa e se modifica a cada instante, a cada mudança de tua mente e de teus apetites.

A Vida Real é aquela que antecede o teu nascimento no corpo de carne perecível e que sobreviverá ao teu desencarne!

A Vida Real é aquela que nosso Pai Celestial nos ofertou, nos doou e nos proporciona quando fazemos o esforço de procura-la em nossos corações, e de viver os seus preceitos que são simples: “São o Amor!!!”

Amor a Deus sobre tudo e sobre todos, e amor às criaturas de Deus, nossos irmãos, vizinhos, amigos e adversários, pois todos provindos da mesma Fonte, e todos a Ela voltando,
quem mais lentamente
quem mais rapidamente,
porém todos!...

Portanto, alma querida, sossega o teu coração dolorido!
Pára um pouco, pensa, medita, e entra conosco no Caminho da Luz,
no Caminho do amor,
no Caminho da Fraternidade,
no Caminho da Paz!

E te sentirás forte e destemida, e nada conseguirá impedir teus passos para a vivência real da Vida Real que existe no âmago do teu ser.

Que as Bênçãos do Divino Pai, do Divino Amigo, do Divino Mestre te envolvam, iluminando a tua alma irmã, a tua alma amiga, a tua alma querida!
Maria Dolores

Extraído de “Pétalas Esparsas da Margarida”

terça-feira, 26 de maio de 2015

Vós, entretanto

“Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.” — Paulo. (ROMANOS, CAPÍTULO 15, VERSÍCULO 1.)
Com que objetivo adquire o homem a noção justa da confiança em Deus? Para furtar-se à luta e viver aguardando o céu?
Semelhante atitude não seria compreensível.
O discípulo alcança a luz do conhecimento, a fim de aplicá-la ao próprio caminho.
Concedeu-lhe Jesus um traço do Céu para que o desenvolva e estenda através da terra em que pisa.
Receber o sagrado auxílio do Mestre e subtrair-se-lhe à oficina de redenção é testemunhar ignorância extrema.
Dar-se a Cristo é trabalhar pelo estabelecimento de seu reino.
Os templos terrestres, por ausência de compreensão da verdade, permanecem repletos de almas paralíticas, que desertaram do serviço por anseio de bem-aventurança.
Isto pode entender-se nas criaturas que ainda não adquiriram o necessário senso da realidade, mas vós, os que já sois fortes no conhecimento, não deveis repousar na indiferença ante os impositivos sagrados da luz acesa, pela infinita bondade do Cristo, em vosso mundo íntimo. É imprescindível tome cada um os seus instrumentos de trabalho, na tarefa que lhe cabe, agindo pela vitória do bem, no círculo de pessoas e atividades que o cercam.
Muitos espíritos doentes, nas falsas preocupações e na ociosidade do mundo, poderão alegar ignorância. Vós, entretanto, não sois fracos, nem pobres da misericórdia do Senhor.
pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Pão Nosso, Médium: Francisco Cândido Xavier