quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Viva a Mãe Natureza!


Nós, seres humanos do século XXI, estamos “desnaturalizados” e isso muitas vezes nos faz parecer extraterrestres em nosso próprio planeta. 
Mesmo acreditando que a cultura e a civilização tenham suprido nossa porção mais animal e instintiva, ainda precisamos manter contato com o mundo natural. 
Para tratar quadros de ansiedade que nascem do excesso de trabalho e de uma longa permanência na selva de pedra, escapadas de dois ou três dias para a natureza podem ser mais eficientes do que a ingestão de medicamentos.
Ao sentir o cheiro de terra fresca, o ar limpo e o silêncio, que só é quebrado pelas pequenas criaturas ao redor, reencontramos nossa essência por tanto tempo abandonada.
Como diz Nietzsche, na cidade precisamos representar um papel porque estamos muito preocupados com o que pensam de nós. Mas, ao voltar à natureza, podemos nos dar ao luxo de sermos nós mesmos. Não precisamos nos vestir bem, falar ou atuar de maneira especial. Basta nos deixarmos levar pelo mundo natural em direção ao nosso interior, onde um manancial de tranquilidade nos espera.
(Allan Percy)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Incompreensões


Não reclames do filho aquilo que ele ainda não te pode dar.
Ele é filho do Criador, quanto nós mesmos. 
Ninguém se faz amado através da exigência.
Aqueles que desejamos ajudar ou salvar nem sempre conseguem compreender, de pronto, o sentido de nossas palavras, mas podem ser inclinados ou arrastados à renovação por nossos atos e exemplos.

Em muitas ocasiões, na Terra, somos esquecidos e humilhados por aqueles a quem nos devotamos, mas, se soubermos perseverar na abnegação, acendemos no próprio espírito o abençoado lume com que clareamos a estrada, além do sepulcro!...
*
Tudo passa no mundo...
 Os gritos da mocidade menos construtiva transformam-se em música de meditação na velhice!

Ampara teu filho que é também teu irmão na Eternidade, mas não te proponhas escravizá-lo ao teu modo de ser!

Monstruosa seria a árvore que se pusesse a devorar o próprio fruto; condenável seria a fonte que tragasse as próprias águas!

Os que amam, sustentam a vida e nela transitam como heróis, mas os que desejam ser amados não passam muitas vezes de tiranos cruéis...
*
Levanta-te!
 Ainda não sorvestes todo o cálice. 
Além disso, Jesus espera por ti...

Os que lhe batem à porta, consternados e desiludidos, são teus familiares igualmente... 
Esses velhos abandonados que te procuram tiveram também pais que os adoravam e filhos que lhes dilaceraram o coração...

Esses doentes que apelam para a tua capacidade de auxiliar conheceram, de perto a meninice e a graça, a beleza e a juventude!...
*
Tuas dores, não são únicas.
 E o sofrimento é a forja purificadora, onde iras perder o peso das paixões inferiores, a fim de te alçar à vida mais alta... 
Quase sempre é na câmara escura da adversidade que percebemos os raios da Inspiração Divina, porque a sociedade terrestre costuma anestesiar-nos o espírito...

Procura teu filho, com a lâmpada acesa do amor, nos filhos alheios, e o Senhor abençoar-te-á, convertendo-te a amargura em paz do coração... 
Ergue-te e aguarda de pé a luta dentro da qual reeducarás aqueles que mais amas...

Não te rendas ao sopro frio do infortúnio, nem creias no poder do cansaço...

Que seria de nós se Jesus, entediado de nossos erros, se entregasse à fadiga inútil?

Ainda que o corpo se recolha às transformações da morte, mantém-te firme na fé e no otimismo...
 O túmulo é a penetração na luz de novo dia para quantos lhe atravessam a noite com a visão da esperança e do trabalho.

Não aguardes por agora, senão renúncia e sacrifício... 
Jesus até hoje não foi compreendido, mesmo por muitos que se dizem seus seguidores.

Auxilia, perdoa e espera!... 
As vitórias supremas do espírito brilham além da carne. 
*
Joanna de Ângelis

domingo, 20 de janeiro de 2013

Seguir adiante


É natural: quando uma grande dor se abate sobre nós, a tendência é ficar paralisado, encolhido.
Parece que tudo pára. O ar fica pesado e a melancolia, em toda parte, faz os ponteiros dos relógios se arrastarem. No coração, solidão, medo, angústia, sofrimento.
Nessa hora, a maioria de nós tem vontade de deixar todas as coisas de lado, de dormir, esquecer, desaparecer.
Mas a vida prossegue. E reclama de nós uma atitude: é preciso continuar.
O estômago pede comida, o corpo se revela com sede, a família precisa ser sustentada. Tudo segue normalmente.
Mas, como prosseguir quando nada parece ter sentido? Se um enorme vazio toma conta de todas as coisas?
Antes de tudo é preciso ter consciência de que há outras pessoas que dependem de nós, seja fisicamente ou emocionalmente.
Filhos, mulher, marido, pais, irmãos, amigos. Toda essa multidão sofre junto conosco. E, por amor a eles, é preciso lutar para superar o que nos magoa.
Se um filho morre, há outros que ficam. E esses aguardam gestos de amor, cuidados, sorrisos.
E, se não há outros filhos, há outros parentes, há amigos que nos querem bem.
Se perdemos algo, mesmo que seja muito importante, mesmo que seja o trabalho de toda uma vida, é a hora de buscar novos horizontes, novas oportunidades, novos olhares.
O mundo está cheio de descobertas à nossa espera.
Mas, para isso é preciso estar aberto ao mundo, com os braços prontos para abraçar as belezas que a vida oferece.
É preciso saber que não somos solitários no sofrimento. A dor que nos fere também vitima milhões de outras pessoas.
Cada um carrega a sua dor. Muitas vezes em segredo. Muitas vezes sem ninguém com quem compartilhar.
Apesar da dor, o Mundo continua a girar, tudo segue seu ritmo normal. E de nada adianta desejar que tudo pare para nos assistir chorar. Ou para nos consolar.
Temos dentro de nós uma força imensa para resistir a tudo, para suportar todas as provas. É algo que vem de Deus.
Jesus nos ensinou que Deus não dá provas superiores às nossas forças. Sim, pois Deus pôs em nosso coração a fortaleza que nos reergue.
É o espírito de luta que surge quando estamos abatidos. É a força que, de repente, toma conta da alma e nos faz sorrir de novo.
É um presente de Deus. Aproveite. Essa energia está viva na sua alma. Agita-se como um pássaro e espera que você a liberte.
Como alcançá-la em nossa intimidade e despertá-la?
Não há segredo e todos, sem exceção, podem conseguir. Chama-se oração.
Deixe seu coração falar com Deus. Abra-Lhe sua intimidade. Confesse-Lhe suas amarguras, ansiedades, tristezas.
E tenha certeza. Ele, o amor infinito e a misericórdia plena, não vai deixá-lo sem respostas.
A afirmativa é de Jesus, ao dizer que o Pai não dá pedras ao filho que pede pão.
Confie. Dê-se essa oportunidade de fé, com ela buscando fortalecer suas esperanças, renovar seu ânimo para o bem, consolidar sua coragem para retomar a caminhada, conquistar forças para prosseguir com destemor.
Faça isso por você, mas, principalmente pelos seus afetos. Eles precisam muito de você.
Lembre-se que Jesus cantou o hino da esperança e do consolo para a Humanidade, com seus ditos e feitos, e avisou-nos, afirmando: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Venham a mim todos os que estão cansados pelas lutas do mundo e eu os aliviarei.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

As lágrimas de um Guardião Espiritual


 Ainda agora, enquanto eu selecionava alguns textos para uma publicação, lembrei-me de diversos alertas sobre a responsabilidade de quem trilha uma senda consciencial. E agradeci ao Todo, por todas as oportunidades – e também aos mentores extrafísicos que me aturam na jornada do esclarecimento e da assistência espiritual.
No entanto, logo depois, senti uma sensação diferente, uma espécie de nostalgia, aparentemente sem motivo algum. Foi, então, que eu vi uma presença extrafísica chegando pelo meu lado direito.
Tratava-se de um guardião espiritual*, um protetor de campo energético, que trabalha nas regiões astrais densificadas – e que estava no meu lar, por algum motivo dele. Com respeito, ele me cumprimentou e disse-me que, “felizes são os que já despertaram para outras realidades além do seu próprio umbigo”.
No entanto, eu notei que ele estava firme, como sempre, mas um tanto quanto sorumbático, diferente do seu normal. E perguntei-lhe o que estava rolando...
E ele olhou-me diretamente, e eu vi as lágrimas rolando pelo seu seu rosto.
Então, ele disse-me: “Só Deus é que sabe os reais motivos das coisas, mas é muito triste ver tantos filhos espirituais caindo nas malhas das trevas. Alguns, por orgulho; outros, por pura perfídia mesmo. E também há aqueles que foram seduzidos pelas coisas do mundo – ou levados por amigos levianos para as praias da irresponsabilidade.
Essas lágrimas que você vê lavando o meu semblante, são por causa da ingratidão que tanto tenho visto bloquear a caminhada espiritual das pessoas. E são tantas...
 E eu sei as consequências disso! Pois, eventualmente, diante da Luz espiritual - que dissolve todas as máscaras e verga o ego mais renitente -, elas regurgitarão extra fisicamente toda má vontade e sentirão o aguilhão da dor rompendo a inércia que acalentaram em sua vida.
E aqueles que estão fazendo o mal em nome dos espíritos trevosos, ah, esses engolirão a própria magia danosa que soltaram no mundo. E que Deus tenha piedade deles!
Eu choro pelos filhos espirituais que abraçaram as trevas!
Em lugar da Luz redentora e do serviço construtivo, muitos preferiram acasalar-se com as entidades maléficas do Astral inferior. E o pior: se acham o máximo.
E mexer com o porão do Umbral é altamente perigoso.
Eu choro pelos trabalhadores espirituais que sucumbiram à virose do ego negativo e se deixaram levar pelas marolas ilusórias dos agentes trevosos.
Eles eram da Luz – e prometeram muito antes de descerem às lides da carne...
Porém, na crosta do mundo, não fizeram jus ao que planejaram. E, pelo contrário, deitaram com as trevas – e, hoje, andam com os pés sujos com a lama do Umbral.
Eu choro porque alguns deles se vestem de branco, e até parecem dignos externamente, mas, os seus corações são escuros como a hipocrisia que os devora internamente. E alguns se acham uma sumidade em suas áreas...
O meu choro não é de julgamento sobre o que eles fazem, não!
Eu choro pelo desperdício de potencial – e porque eles não eram assim antes.
E eu sei aonde isso vai dar... Pois já vi muitos casos e sei das dores que o mundo não vê. E, muitas vezes, só às portas da morte é que alguns percebem o quanto de prejuízo espiritual levaram.
Eu sou apenas um humilde guardião espiritual e o Alto é que me guia...
Mas, já vi muitas coisas nas lides espirituais e sei o quanto às pessoas gostam de agarrar-se a ilusões – e o quanto elas são capazes de renegar a Luz.
O meu choro é de guardião, é choro honrado!
E eu estou deixando você ver minhas lágrimas como mais uma forma de alerta aos encarnados. Para que saibam que os guardiões também choram...
A nossa função é a proteção espiritual dos que trabalham pela Luz e, por isso, não julgamos o comportamento particular de ninguém. Mas, também é nossa função projetarmos no mundo os alertas que o Alto nos incumbiu. E, hoje, isso está sendo feito por meio dessas lágrimas que você está vendo.
Estou cumprindo a minha tarefa. Agora, cumpra a sua e escreva, na Força do Espírito. E que o Alto nos abençoe.
E ai daqueles que fazem os seus guardiões extrafísicos chorarem!”
Então, após dizer-me tudo isso, ele juntou suas mãos e saudou-me respeitosamente – e foi embora, silenciosamente.
E eu fiquei quietinho e comovido, refletindo e admirando a grandeza e a honra desses espíritos guardiões, que tanto seguram invisivelmente a barra da gente**.
Ah, tem coisas que não tem preço! Uma delas é receber a visita extrafísica de um guardião desses. É uma honra mesmo!
Oxalá as suas lágrimas de alerta também sirvam para reflexões sadias de outros estudantes e trabalhadores espirituais, para que não “dêem mole” em suas jornadas espirituais e humanas – e que, mesmo diante das pressões do mundo, fiquem firmes em seus valores conscienciais.
Sim, tomara que as lágrimas de um guardião espiritual sejam capazes de despertar a outras pessoas de sua inércia consciencial. E que, em seus corações, haja Luz, sempre***.
           
Paz e Luz.
 - Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 16 de janeiro de 2013.
- Notas:
* Guardião Espiritual – mentor extrafísico, guia espiritual, amparador extrafísico, benfeitor espiritual, protetor astral, tarefeiro extrafísico.
** E esse guardião já me protegeu inúmeras vezes – e também a entes queridos meus, que nunca souberam disso.
*** Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no som o belo CD de música celta “Celtic Mystique” – do músico new age americano Howard Baer.
Deixo na sequência alguns links do site doYoutube com músicas desse lindo CD.
Howard Baer:
- The Cliffs of Doneen
- Lamentation of Owen Roe O'Neill
- The Foggy Dew
- Buachaill on eirne
- Planxy george brabazon

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Rumo Perdido


Contempla a imensa caravana dos indivíduos que perderam a direção de si mesmos e malbaratam a oportunidade de que dispõem para ser felizes.
Alguns extraviaram-se nos desvios da jornada, optando pelas veredas desconhecidas das fantasias e do prazer sem o correspondente contributo da responsabilidade.
Outros renasceram assinalados pela culpa e fixados aos erros, experimentando os tormentosos conflitos de inferioridade ou de narcisismo, fugindo das estradas luminosas dos deveres e procurando esconder-se nos lôbregos antros dos vícios em que chafurdam.
Número incontrolável deles transita hebetado, sem ideal nem interesse pelos valores que dão sentido à existência física.
Com esgares, que lhes substituem os sorrisos do encantamento perdido, seguem sem rumo para lugar nenhum, solitários ou em grupos horrendos, onde escondem as mazelas...
Sequer experimentaram os júbilos naturais da existência, porque foram empurrados com violência para o fosso onde derrearam...
As suas expressões faciais traduzem as batalhas internas que são travadas nas paisagens do medo ou da revolta, das ambições desarvoradas ou dos desencantos, fazendo-os sucumbir.
A sociedade desatenta e preconceituosa, na sua condição de órgão humano coletivo, ao invés de buscar arrancá-los da deplorável situação que se permitiram ficar, evita-os, ignorando-lhes as dores acerbas.
Sem resistências morais, que advêm das experiências dignificadoras, eles facilmente desistem das tentativas de soerguimento, naufragando no paul da indiferença que os amortalha.
Número maior do que se pensa, constrói, embora inconscientemente, o submundo moral, onde se homiziam, formando as multidões de caminhantes sem roteiro, que pesam na economia moral do planeta...
Perseguidos por milicianos cruéis, irresponsáveis que são, porque também agridem-se como hienas famélicas, são açoitados, de um para outro lado empurrados e perseguidos...
Detêm-se a observar na claridade do dia, mas principalmente nas sombras pesadas da noite, esses seres que se desumanizam e, como fantasmas, espiam com receio ou com mágoa os transeuntes que lhes parecem ditosos.
Invejam as aparências dos afortunados, conforme pensam, e porque somente recebem as migalhas que lhes são atiradas com desprezo, odeiam-nos.
Não fiques insensível ante os numerosos membros da caravana dos tristes e vencidos.
Todos eles são teus irmãos !
Não tiveram a mesma oportunidade que desfrutas, assinalados pelos delitos transatos de cujas conseqüências não se têm podido evadir.
Mas, assim mesmo, são teus irmãos necessitados de compaixão, de ensejo,de um lugar ao sol.
Afirmas, em mecanismo de fuga da responsabilidade, que nada podes fazer, que são muitos e não dispões daquilo que lhes é indispensável.
]Essa é uma vão justificativa, que deves corrigir quanto antes, já que te luz a ocasião para ajudá-los.
*
Renasceste para construir o mundo melhor.
Desarma-te em relação aos agressores, aos sofredores, aos trânsfugas do dever, e ama-os.
Abre-lhes o coração, irradiando ternura e fraternidade.
Faculta-lhes amizade, ofertando-lhes a face em sorrisos, ao invés da carantonha de reproche ou de mágoa.
Fala-lhes sem preconceito, não os excluindo dos teus relacionamentos, quanto te buscarem.
O mínimo que lhes concedas é de grande significado para a sua carência imensa.
Recorda que o oceano é constituído de gotículas d´agua, da mesma forma que os areais quase infinitos se formam com pequeninos grãos de terra...
Se direcionares a tua mente no rumo deles, enviando-lhes mensagens de compaixão, diminuir-lhes-ás a miséria moral, contribuindo para o seu soerguimento, pois que sempre há possibilidades de êxito.
Sabes que o processo de evolução ocorre sem grandes saltos, mas passo a passo.
Sê tu quem dê esse primeiro passo na direção daqueles que já não sabem caminhar.
Mentalmente, coloca-te no lugar de algum deles, e pensa quanto gostarias de receber de quem se encontrasse em melhor situação. Faze, então, o que anelarias que te fizessem.
A caravana dos espíritos sem rumo não se restringe apenas aos deambulantes carnais, mas também aos desencarnados em aflição.
Não se deram conta de que o fenômeno da morte retirou-os das roupagens carnais.
Ignorando a realidade da vida exuberante, apegam-se aos despojos em desagregação e enlouquecem-se sem entender a ocorrência.
Ajuda-os com a tua oração, com a emissão de ondas mentais de simpatia e de solidariedade.
Algum dia, no passado, estiveste em situação afligente como a que eles hoje sofrem, e foste recolhido pelas mãos sublimes do amor, que foram distendidas na tua direção.
A proposta soberana da vida é fazer por outrem tudo quanto se gostaria que lhe fosse oferecido.
Como te encontras no rumo certo, buscando a luz da Inefável Misericórdia, assinala a tua passagem pela Terra deixando pegadas, como se fossem pequeninas estrelas fulgindo no solo, para apontar o caminho àqueles que seguem na retaguarda.
Não te canses de auxiliar, nem te irrites com os esfaimados de pão, de paz e, principalmente, de amor.
*
As alegrias que recolhas junto aos padecentes do caminho fortalecer-te-ão para facultar-te tentames mais audaciosos no futuro.
O mundo atual encontra-se constituído pelas ações que foram realizadas no passado, abrindo as portas para o futuro enriquecido de plenitude, quando todos os seres encontrarão e seguirão o rumo de Jesus.
Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 20.8.2012, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia. Fonte: http://www.divaldofranco.com/mensagens.php?not=312.
* * * Estude Kardec * * *

Inimigos


Inimigo. A palavra traz uma carga negativa impressionante! O inimigo é alguém que desperta em nós os sentimentos mais primitivos: medo, ódio, desejo de vingança.
Diante de um inimigo, as mãos ficam geladas, o coração bate forte, o sangue pulsa nas têmporas. E a pergunta surge: Como agir? O que fazer?
A resposta a essa pergunta foi dada pelo Cristo: Ama o inimigo, ora pelos que te perseguem.
Mas, nós, que somos pessoas comuns, costumamos reagir a esse conselho de Jesus.
E nos perguntamos: Amar o inimigo? Fazer o bem a quem nos feriu e maltratou?
E, em geral, concluímos: Impossível. Para nós, a expressão Amar o inimigo parece uma utopia.
Em alguns casos, até somos irônicos: Esse ensinamento de Jesus não é para nós. Ainda somos muito imperfeitos.
O que acontece é que não entendemos corretamente o significado da palavra amar, quando se aplica ao inimigo.
Jesus era um sábio. Ele conhecia profundamente a alma humana. Você acha que Ele iria sugerir algo que não seríamos capazes de fazer?
Claro que não! Todas as sugestões de Jesus são perfeitamente possíveis. Por isso vamos examinar melhor essa questão do amor ao inimigo?
A primeira coisa é entender o que significa a expressão Amar o inimigo.
Com essas palavras, Jesus apenas nos convida a perdoar quem nos fez mal. Ou, no mínimo, apela para que não busquemos a vingança.
Parece difícil? Nem tanto. Vamos falar de forma prática.
Se alguém tem um inimigo, em geral, qual é a atitude que adota?
A maioria das pessoas mantém o inimigo permanentemente em seus pensamentos. Não consegue pensar em nada, além da pessoa odiada.
E assim a vida segue. Quem odeia mantém-se escravo do inimigo.
Faz as refeições, dorme, acorda, trabalha e vive constantemente em meio a esse sentimento de rancor, alimentando desejos de vingança.
Parece ruim? Pois é exatamente o que fazemos: deixamos o inimigo comandar a nossa vida. Tornamo-nos escravos daqueles que odiamos.
Por isso a sabedoria da proposta de Jesus, que é a libertação dos laços que nos prendem aos inimigos.
Perdoar é mais fácil. Deixa a alma mais leve, o corpo mais saudável, as emoções sob controle.
Quando o Cristo pronunciou a expressão Amar o inimigo, na verdade, ofereceu um caminho de equilíbrio e de serenidade.
É claro que o Cristo não espera que tenhamos pelos inimigos o mesmo amor que dedicamos à família e aos amigos.
Jesus quer apenas que afastemos de nosso coração a mágoa, a infelicidade, o ódio e o desejo de vingança.
Por isso ele aconselhava: Orem pelos que vos ofendem.
E nessas preces, pedi a Deus que vos dê forças para superar a ofensa vivida.
Pedi também a Deus que vos ofereça oportunidade de ser útil àquele que vos feriu.
Se essa oportunidade surgir, não deixemos passar a chance de sermos úteis e bons. Gestos desse tipo fazem nascer na alma o sentimento de superação, de etapa vencida.
É um momento único, encantador.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O mais importante


Foi há três anos. A ex-governadora do Estado do Texas assistiu à mãe doente, até o seu estágio terminal.
Acompanhando-a dia a dia, observando como a doença ia minando as forças físicas e preparando aquele corpo para a morte, Ann Richards viu a drástica mudança que sua mãe sofreu.
Era uma mulher que passou sua vida inteira obcecada por cristais lapidados, baixelas de prata, toalhas de renda, porcelanas e joias, que colecionava com extremo cuidado.
À medida que a doença foi destruindo o seu vigor físico e falando-lhe que a morte se aproximava, tudo aquilo deixou de ser importante. Para ela só importavam agora as visitas, a família e os amigos.
A mudança foi radical. Depois da morte da mãe, Ann Richards resolveu se livrar de todas as antiguidades que, mais de uma vez, tinham feito com que ela desse mais importância aos objetos do que às pessoas.
Montou um bazar na garagem. Num só dia, tudo foi embora. Vendido. E a ex-governadora, concluiu: Aprendi que para dar valor ao presente, preciso me livrar daquilo que me detém. Hoje, não hesito diante de nada.
* * *
Nada é mais importante na vida do que as pessoas. As coisas têm o valor que lhes damos. E o valor muda com o tempo e as convenções sociais.
Em tempos antigos, o sal era tão precioso que se pagavam funcionários com ele. De onde, inclusive, surgiu a palavra salário.
Depois, os homens foram convencionando, no transcorrer do tempo, a considerar esse ou aquele metal mais precioso. De um modo geral, aquele mais raro naquele momento.
Hoje, a preocupação é ter carro do ano, tapetes importados, roupas de grife. E existem pessoas que fazem coleções de objetos, livros, perfumes. O importante é amontoar, ter bastante para mostrar com orgulho, como se fossem troféus.
No entanto, quando a enfermidade chega, quando a soledade machuca, nenhum objeto, por mais precioso, por mais que o prezemos, conseguirá espantar a doença, diminuir a solidão.
São as pessoas com seu carinho, sua ternura, seus gestos simples, traduzindo amizade, ternura, afeição que nos conferem forças para aguentar a dor e para espantar a solidão.
São as pessoas que nos dão calor com seu aperto de mão, seu abraço, sua presença, seu olhar.
São as pessoas que fazem a grande diferença em nossas vidas.
* * *
O afeto é como o sol. Surge silencioso e ilumina tudo com seus raios, espalhando luz e calor.
Ninguém pode viver sem afeto. Pode ser o amor de marido, de mulher, de um irmão.
O carinho de um amigo que se candidata a tutor da nossa vida afetiva. A ternura de alguém com quem nos encontramos na jornada das dores e que nos oferece as flores delicadas de sua atenção.
De tudo que há na Terra para se gozar, nada faz mais feliz o homem do que o amor que receba, o amor que compartilhe, o amor que doe.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Segredos de uma vida bem vivida – Alivie sua carga, da Revista Seleções Reader´s Digest, de junho de 2000

domingo, 13 de janeiro de 2013

A lenda do esconderijo seguro


Aconteceu em tempos já distantes...
Observando o comportamento irregular das criaturas humanas, a sua ingratidão e contínua rebeldia, Deus resolveu reunir a Corte Celeste, a fim de apresentar sua opinião pouco favorável aos seres inteligentes que, invariavelmente utilizavam do conhecimento e da razão para protestar, exigir, reclamar contra tudo e todos, demonstrando irritabilidade e desconsideração para com a Paternidade Divina.
Ante a expectação geral dos anjos, arcanjos, querubins e potestades, o Senhor explicou que desejava ensinar aos homens e mulheres terrestres uma forma condigna para O buscarem.
Todos sabiam que Ele residia no Paraíso, cujo endereço era muito conhecido, e para onde se dirigiam suas queixas e desgostos, raramente a gratidão e o amor. Assim, Ele estava pensando, pelo menos por um período, transferir-se da sua morada, para um lugar onde fosse difícil de ser encontrado. Isso seria uma espécie de férias que Ele desejava experimentar e uma advertência para os filhos ingratos.
Concedera-lhes os predicados do pensamento e da lógica, a fim de que pudessem examinar as belezas existentes no Cosmo, presentes em mil expressões terrenas e, não obstante, na maioria das vezes, esses atributos eram utilizados para o desregramento, a agressividade e a insensatez.
Todos os membros da Corte Celeste concordaram plenamente com a proposta divina e ficaram mais surpresos ainda, quando o Senhor lhes pediu sugestão sobre um lugar na Terra ou próximo dela onde pudesse ocultar-se temporariamente.
Após larga reflexão, um serafim muito honrado pediu vênia para falar, e propôs:
- Acredito que a Lua seria um excelente lugar para repouso. O silêncio que paira na sua superfície é grandioso, e dali a observação do planeta terrestre faz-se tão bela quanto emocionante. Sugiro, portanto, que o Criador a eleja como Vossa próxima residência.
Todos os membros da excelsa assembleia concordaram com a sugestão tomada com sorrisos de júbilo.
Mas, o Supremo Senhor, após meditar, redarguiu, preocupado:
- Eu posso prever o futuro, e graças a essa capacidade, vejo o ser humano chegando ao satélite terrestre e colocando ali os seus símbolos. Se lá eu estiver, nessa oportunidade, será muito mais difícil ter que suportar o atrevimento desses visitantes, que certamente não me deixarão em paz.
Um grande silêncio se abateu sobre todos, ante a desolação estampada na face do Excelso Pai.
Um arcanjo, que era tido como um dos mais sábios, pediu licença, e expôs:
- Os oceanos são ainda grande mistério para os humanos, e o Triângulo das Bermudas apresenta uma fossa muito profunda, inalcançável. Sugiro que ali seja estabelecida a Vossa residência.
Parecia estar resolvida a questão, quando o Supremo Chefe respondeu com tristeza:
- O ser humano é capaz de tudo. Posso prever um futuro não muito distante, no qual, se utilizando de equipamentos sofisticados e valiosos, ele descerá às maiores profundezas oceânicas, e, encontrando-me lá, tentará perturbar-me com a sua petulância e imprudência.
Estava-se num grande impasse, quando um anjo modesto, quase desconsiderado, pediu licença para opinar.
Ele dizia pertencer ao Terceiro Mundo, onde havia muitos pobres, os quais, sempre se ajudavam, procurando diminuir as dificuldades que enfrentavam reciprocamente.
As Entidades mais elevadas, ante o inusitado acontecimento, olharam-no quase com piedade, pensando no que poderia sugerir um modesto anjo encarregado da limpeza do Paraíso!
Mas Deus, por misericórdia, olhou na direção do interlocutor e, com muita ternura, interrogou-lhe:
- Se tens alguma ideia, dize-nos. Em que lugar pensas que me poderei ocultar, a fim de não ser afligido pelos seres humanos?!
Eu sugiro, Senhor - redarguiu o anjo humilde, que vos oculteis no coração da própria criatura humana, porque ali somente chegarão aqueles que muito se esforçarem para alcançar a própria evolução, e esses, quando a conseguirem, respeitar-vos-ão, entoando hinos de louvor à Vossa Majestade.
Houve uma comoção que tomou conta de todos, que passaram a aplaudir o modesto servidor angelical.
E, a partir daquele momento, Deus passou a residir no coração do ser humano, somente sendo encontrado por aqueles que realizam a viagem interior, auto-iluminando-se e amando profundamente ao seu próximo. Até hoje esse é o lugar preferido por Ele...
FRANCO, Divaldo Pereira. A Lenda do Esconderijo Seguro. Pelo Espírito Selma Lagerlöf. LEAL.
* * * Estude Kardec * * *

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Aos enfraquecidos na luta


Almas enfraquecidas, que tendes, muitas vezes,sentido sobre a fronte o sopro frio da adversidade, que tendes vertido muitos prantos nas jornadas difíceis em estradas de sofrimentos rudes, buscai na fé, os vossos imperecíveis tesouros.
Bem sei a intensidade da vossa angústia e sei de vossa resistência ao desespero.
Ânimo e coragem!
No fim de todas as dores, abre-se uma aurora de ventura imortal; dos amargores experimentados, das lições recebidas, dos ensinamentos conquistados à custa de insano esforço e de penoso labor, tece a alma sua auréola de eternidade gloriosa; eis que os túmulos se quebram e da paz cheia de cinzas e sombras, dos jazigos, emergem as vazes comovedoras dos mortos.
Escutai-as!... elas vos dizem da felicidade do dever cumprido, dos tormentos da consciência nos desvios das obrigações necessárias.
Orai, trabalhai e esperai.
Palmilhai todos os caminhos da prova com destemor e serenidade.
As lágrimas que dilaceram, as mágoas que pungem, as desilusões que fustigam o coração, constituem elementos atenuantes da vossa imperfeição, no tribunal augusto, onde pontifica o mais justo, magnânimo e integro dos juízes.
Sofrei e confiai, que o silêncio da morte é o ingresso para uma outra vida, onde todas as ações estão contadas e gravadas as menores expressões dos nossos pensamentos.
Amai muito, embora com amargos sacrifícios, porque o amor é a única moeda que assegura a paz e a felicidade no Universo.
“Emmanuel” – Chico Xavier / Emmanuel