quinta-feira, 30 de junho de 2011

Flor de Vida

O Espírito, nas bençãos da carne, é uma flor de vida, concedida por Deus para o crescimento dos nossos dons espirituais. Quem se encontra estagiando na soma carnal, agradeça ao Senhor pelas oportunidades, que estão se fazendo cada vez mais raras, já nos finais da expiação do organograma espiritual.
Os Espíritos de Deus que estão dirigindo a Terra, sob a orientação do Mestre Jesus, intercruzam o amor de seus corações para a Humanidade, como se fossem raios solares, e trabalham constantemente para o soerguimento de todas as almas, sem escolha, dando a cada uma o que pode suportar na escala da sua evolução.
Esse é o alento de vida que os benfeitores da espiritualidade maior nos concedem, a todos os trabalhadores, dentro e fora da carne, pela alta misericórdia de Espíritos que já vivem a tranqüilidade da consciência impertubável. A nossa segurança maior é que o Cristo se encontra no leme dos nossos destinos, a nos amar por todas as modalidades, para que despertemos para amar o nosso próximo, da mesma maneira que queremos amor para o nosso coração.
A alma é uma flor de Deus, vicejando no ambiente da Terra, colhendo experiências aqui e ali, na certeza de que a liberdade espiritual depende muito da nossa parte, no exercício que devemos fazer para vencer as nossas inferioridades. A energia divina está em toda parte, ao nosso dispor, esperando que entendamos essa ciência, para o uso de tal energia em favor dos outros e para o nosso bem-estar.
Meus irmãos, solicitamos que ouçam essa voz, pelas letras do Evangelho de Jesus, reconstruindo-se a si mesmos nas mudanças necessárias, para que se apresentem ante Jesus como homens novos, na pureza dos sentimentos espirituais.
Cada dia que passa nos pede renovação; cada ano, realizações de caridade, e cada século, cota de luz no amor à Humanidade. Somos flor de vida na grande vida universal. A nossa confiança deve crescer em todos os rumos e a paz deve se instalar em todos os sentidos, compreendendo que a felicidade da alma sem a fraternidade nos passos é impossível. O nosso planeta está em situação invejável, em se falando do futuro. Devemos orar, reconstruirmos a nós mesmos, para merecê-lo como novo berço, onde encontraremos os frutos das sementes lançadas ao solo no passado.
A ordem do Divino Senhor é trabalhar, trabalhar e trabalhar, pelos fios do progresso dos que se ajustarem à nossa frente. Escolhamos a abelha como exemplo, pois além de viver do trabalho, ela cede seus esforços para curar e alimentar os homens. Todo movimento no bem comum é porta que se abre para que sintamos a vida maior em convites incessantes, onde a alegria é a força de viver.
Sentimos os homens como flores no jardim de Deus e temos o prazer de conviver com eles, ajudando no que a vida nos favorece. Usamos todos os meios lícitos para ficar mais visíveis às criaturas, sem esquecermos o sorriso, como flor de vida de Deus em nós.
João Nunes Maia. Da obra: Flor de Vida. Ditado pelo Espírito Scheilla.

terça-feira, 28 de junho de 2011

 
Seja onde for, abençoa para que a benção dos outros te acompanhe.
Todas as criaturas e todas as cousas te respondem, segundo o toque de tuas palavras ou de tuas mãos.
Abençoa teu lar com a luz do amor, em forma de abnegação e trabalho, e o lar abençoar-te-á com gratidão e alegria.
Abençoa a árvore de tua casa com a dádiva e teu carinho e a árvore de tua casa abençoar-te-á com o perfume da flor e com a riqueza do fruto.
Se amaldiçoas, porém, o companheiro de cada dia com o azorrague da censura, dele receberás a mágoa e a desconfiança.
Se condenas o animal que te partilha o clima doméstico à fome e à flagelação, dele obterá rebeldia e aspereza.
Em verdade, não podes abençoar o mal, a exprimir-se na crueldade, mas deves abençoar-lhe as vítimas para que se refaçam, de modo a extinguí-lo.
Não será justo abençoes a enfermidade que te aflige, mas é indispensável abençoes o teu órgão doente, para que com mais segurança se reajuste, expulsando a moléstia que, às vezes, te impõe amargura e desequilíbrio.
Não amaldiçoes nem mesmo por pensamento.
A idéia agressiva ou destruidora é corrosivo em nossa boca, sombra em nossos olhos, alucinação em nossos braços e infortúnio em nossa vida.
Abençoa a mão que te fere e a mão que te fere aprenderá como eximir-se da delinqüência.
Abençoa o verbo que te insulta e evitarás a extensão do revide.
Abençoa a dificuldade e a dificuldade revelar-te-á preciosas lições.
Abençoa o sofrimento e o sofrimento regenerar-te-á.
Abençoa a pedra e a pedra servirá na construção.
Não olvides o Divino Mestre da Bênção.
Jesus abençoou a Manjedoura e dela fez o berço luminoso do Evangelho nascente; abençoou a Pedro, enfraquecido e vacilante, transformando-o em vigoroso pescador de almas; abençoou a Madalena obsidiada e nela plasmou o sinal da sublimação humana; abençoou Lázaro, cadaverizado, e devolveu-lhe a vida; e, por fim, abençoou a própria cruz, nela esculpindo a vitória da ressurreição imperecível.
Abençoa a Terra, por onde passes, e a Terra abençoara a tua passagem para sempre.

 Autor Scheilla / Médium Francisco Cândido Xavier

domingo, 26 de junho de 2011

Fé e Perseverança

Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas.
Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no campo em que Trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos.
Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.
Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. 0 Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas. 0 segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso ungüento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto. O terceiro exclamou com fé:
? Senhor, eu não sei escolher... Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.
O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa.
Em seguida, abençoou-os e partiu...
O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, oh! desencanto!... Ela continha simplesmente uma enorme pedra.
Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando...
Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alívio, em nome do Senhor.
Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram à porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.
Abraçaram-se, chorando de alegria e, nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:
? Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Busque o Horizonte

Conta-se que certa vez um homem se aproximou de Deus e pediu para que ele lhe esclarecesse sobre uma coisa da criação que, segundo seu ponto de vista, não tinha nenhuma utilidade, nenhum sentido... Deus o atendeu e perguntou qual era a falha que ele havia notado na criação. Senhor Deus, disse o interessado, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser...
Mas, embora me esforce para compreender sua finalidade, tem uma coisa que me parece não servir para nada.
E que coisa é essa que não serve para nada? Perguntou Deus. É o horizonte, respondeu o homem. Afinal, para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo na direção do horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos...
Se caminho quilômetros na direção do horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim... Isso não faz sentido! O horizonte não serve para nada. Deus olhou para seu ingênuo filho, sorriu e disse: Mas é justamente para isso que serve o horizonte... "para fazê-lo caminhar."
Tantas vezes nós nos acomodamos em nossos estreitos limites que nos esquecemos de andar alguns passos na direção do horizonte, que nos convida incessantemente a caminhar. Quando nos esforçamos para ultrapassar nossos próprios limites, novas oportunidades surgem para que avancemos na direção do infinito que Deus nos reserva como meta de perfeição.
Assim, se você está paralisado pela falta de perspectivas que o incentivem a ir adiante, em busca do auto-aperfeiçoamento, olhe para frente e ouça o chamamento do horizonte.
Contemple as estrelas e deseje alcançá-las: isso não é um sonho impossível.
Você é filho de Deus, portanto, herdeiro do universo. Herdeiro das estrelas, dos mundos que gravitam nos espaços infinitos, convidando-nos a seguir em frente, vencendo os obstáculos naturais que se apresentam na caminhada evolutiva. 
Mas para conseguir esse intento, é preciso esforço e perseverança. É preciso vontade de romper com as amarras que ao longo dos séculos nos mantêm presos aos baixos planos da experiência carnal. E lembre-se, sempre, de que cada passo que você der na direção do horizonte, este mais se afastará para que você continue caminhando. E, quando você conseguir alcançar o horizonte, é porque terá alcançado a linha máxima da perfeição que a escola chamada terra pode lhe oferecer.
E, nesse instante novos horizontes se abrirão, desafiando sempre e sempre aqueles que têm coragem de avançar, de seguir na direção da luz, da perfeição a que o Mestre de Nazaré nos convidou, dizendo: "sede perfeitos como perfeito é vosso Pai celestial".
  Autor desconhecido

terça-feira, 21 de junho de 2011

POR QUE VOCÊ SE DECEPCIONA

 
Você se ilude porque quer, minha amiga. Você se decepciona, se amargura, porque não quer admitir a realidade da vida.

É preciso que você saiba que a vida não é estagnação, não pode paralisar o seu curso. A vida passa, dá o seu recado e vai adiante rumo a novas conquistas.

Quando você reclama a atenção, a gratidão de alguém, você está paralisada, e não caminhando quer impedir que os demais caminhem.

As relações de amizade, as atenções, as gentilezas, são muito agradáveis, mas não imprescindíveis. Delas não deve depender a nossa vida, a nossa felicidade. São considerações do mundo, são importantes para o nosso prazer, mas não para a nossa evolução. O calor humano faz parte da nossa vida terrena, mas se não o recebemos, nem por isto devemos nos decepcionar. É possível que a nossa tarefa dependa justamente dessa aceitação da vida, assim como se nos apresenta.

Admitamos as reuniões amistosas e aprovemos as relações sociais e ainda mais as espirituais, mas não nos empenhemos em mantê-las intactas nem queiramos que os outros estejam sempre dispostos a nos dispensar as mesmas cortesias e atenções.

Cada coisa, cada circunstância da vida, traz suas necessidades que precisam ser atendidas no momento, mas nem por isso queiramos reter aquela circunstancia como dívida de alguém para conosco ou de nós para alguém. Cada um dá o seu recado na hora que precisa ser dado, daí por diante outras coisas acontecem que requerem nossa atenção e para as quais teremos o dever de nos devotarmos.

Os encontros com que em determinadas circunstâncias nos valemos uns dos outros são sempre agradáveis, por trazerem lembranças boas, suaves, de espíritos que se afinam em dado momento na tarefa de dar e receber. Mas não deve prevalecer nenhum direito daquele que dá, nenhuma exigência de retribuição nem sequer de continuidade de relações amistosas como gratidão.

Cada hora traz a sua experiência e essa hora, uma vez realizada a sua missão, deve deixar apenas a alegria do dever cumprido, sem mais nenhuma exigência sentimental de retribuição da parte de quem recebe.

Gratidão e caridade são sentimentos que, no futuro, deverão ser abolidos de nossa concepção e dos dicionários, uma vez que não haverá necessidade de ser alimentada a ilusão de agradecer nem a pretensão de ser caridoso. O homem é um ser pensante, cujo coração deve estar em equilíbrio com a mente, para ascender aos planos de luz através das lutas e sofrimentos terrenos.

Todo sentimento de gratidão é condicionamento. A fraternidade, o sentimento de amor universal, o senso do dever cumprido perante a própria consciência, deve fazer do homem um ser desenvolvido, superado e livre de preconceitos, liberto de sentimentalismo.

O falso pudor que tem acobertado tantas chagas sociais pelos tempos afora precisa e deve ser derrubado.

Tudo o que impeça a visão espiritual deve ser lançado fora. Que todos se livrem das algemas e se elevem acima de si mesmos, eis o que o homem do momento deve realizar.

Os movimentos revolucionários da mocidade atual não são mais que o grito da alma reclamando seus direitos e tentando romper as cadeias que a aprisionam há séculos e séculos.

Não há escândalo, nem irreverência na juventude de hoje; há, isto sim, desajuste, desequilíbrio daquele que tem, pela primeira vez, de atravessar a "corda bamba", sem antes ter se preparado para essa empresa.

O passo que querem dar, que vieram para dar, como preparo para a nova era, não está, ainda, acertado; os arroubos, a arrogância, a impertinência dos caracteres jovens são justamente o grito do homem velho que precisa trocar sua roupagem e romper com um passado obsoleto e ultrapassado; mas os jovens que não estão preparados para essa transição, e achando-se ainda condicionados ao passo que tentam superar, realizam sua luta em forma de escândalo.

A própria acomodação da Terra se faz por meio de erosões, por meio até de hecatombes dolorosas para os que as assistem ou nela perecem. Mas a natureza não tem contemplação, não pode se apiedar de nada nem de ninguém, porque sua missão é alargar horizontes, desbravar, destruir, para que novas realizações se efetivem com novas estruturas de modelos mais evoluídos e de acordo com a época e o espírito dos tempos.

O homem não é bom nem mau. Não é anjo nem demônio porque é tudo isto ao mesmo tempo. Sua natureza, produto do plano em que habita com suas características, marchando em direção ao progresso, ignorando, quase sempre, que quando julga estar edificando, está destruindo, e vice-versa; mas o faz cumprindo o seu desiderato, obediente às leis que não admitem paradas nem retrocessos.

Portanto, amigos, não vos apegueis a nada, não vos escandalizeis com coisa alguma, nem lamenteis porque os entes que amais, e a quem vos desvelais, seguem seu caminho, sem sequer olhar para trás para vos acenar em reconhecimento. Eles precisam de novos conhecimentos, novas conquistas para novas experiências. E ainda que vos mantenham na intimidade não vos sentirão necessários como na hora em que precisaram de vós para se apoiar. Outras situações surgem e oportunidades para outros encontros se apresentam e assim a vida caminha levando todos à sua meta final.

Muitas vezes também virais às costas àqueles que vos estenderam as mãos, que secaram vossas lágrimas, que socorreram vossas necessidades, mas não o fazeis senão obedientes à lei que vos impulsiona para a frente, para novos encontros, pois deparareis com outras circunstâncias e criaturas, e desempenhareis novas tarefas e sereis por outros atendidos, e também a outros atendereis.

A lei não admite paradas inúteis; não aceita que se vire as costas ao benefício recebido acintosamente, que se pisoteie sobre as mãos bondosas que nos levantaram do lodo, mas não nos obriga a ficarmos ajoelhados em reverência a esses seres que nos ampararam, pelo próprio bem deles, que, vendo-se alvo de idolatria, se cristalizariam, e o orgulho os destruiria.

Sede, amigos, compreensivos e vedes a vida sem o véu da ilusão.

Tudo é natural. Aprendei a agir desinteressadamente e deixai que cada um siga o seu caminho, enviando-lhes sempre pensamentos positivos, para que possais colaborar com a lei da evolução.

Não tendes obrigação de idolatria nem deveis vos apegar demasiado a coisa ou pessoa alguma nem espereis essas coisas de ninguém para convosco.

Amar sem apego, compreender e servir sempre desinteressadamente, e assim a vida não vos oferecerá mais motivos de decepções, nem vos sentireis traídos, nem desprezados, nem sereis capazes de proceder de forma idêntica com vossos companheiros.

Caminheiros, viajores, o que prefirais, sede sensatos, equilibrados, serenos e procurai ver a vida em trabalho permanente.

Penetrai bem fundo em vós mesmos, conhecei-vos bem, primeiro, e conhecereis, assim, Deus e a humanidade e nada mais terá poder de os decepcionar.

Que deixeis, na vossa passagem, rastros de amor, paz e concórdia.

(Do Livro "... A Verdade e a Vida" - Cenyra Pinto)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Minuto de Sabedoria


Existem mulheres que lutam 1 dia - estas são boas.
Existem mulheres que lutam 1 mês - estão são ótimas.
Existem mulheres que lutam 1 ano - estas são importantes.
Existem mulheres que lutam a vida inteira - estas são insuperáveis.

A CELA OCULTA

 Cada criatura, na Terra, traz consigo uma cela oculta em que trabalha com os instrumentos da provação em que se burila.

 Pensa nisso e auxilia aos que te rodeiam.

 Esse companheiro alcançou a fortuna,
mas sofre a falta de alguém;
outro dispõe de autoridade, no entanto, suporta espinhosos conflitos nos sentimentos;
 essa irmã construiu o lar sobre preciosas vantagens materiais, contudo, tem
um filho que lhe destrói a felicidade;
 e aquele outro atingiu o favor público,
entretanto é portador de moléstia
indefinível a corroer-lhe as forças.

Quando encontres alguém que te pareças em crises de inquietação e desarmonia, isso não é sinal de que a tua presença se lhe fez indesejável.

Esse alguém estará em momentos de enormes dificuldades no reduto invisível do coração em que se aperfeiçoa. 
E os resíduos da luta íntima se lhes transbordam do ser pelas janelas do trato.

Observa o ponto nelvráugico da própria vida em que o sofrimento te procura para efeito de prova e compadece-te dos outros para que os outros se compadeçam de ti.
 
 
MEIMEI

domingo, 19 de junho de 2011

O pequeno e o grande


 Não é raro que as pessoas comuns manifestem sua inveja, quando a imprensa escrita apresenta fatos da vida de artistas, reis, esportistas famosos.
Invejam a sua riqueza. Sobretudo a sua fama. As pessoas comuns andam todos os dias pelas ruas e não se tornam notícia por terem ido a uma exposição, ao supermercado, à praia.
Não são vistas. Afinal, são tantas as pessoas comuns e, normalmente, umas não olham para as outras.
E isso nos recorda de uma comparação entre o mar, imenso, que joga suas ondas com barulho estrondoso nas pedras e recifes e os rios tranquilos.
É no mar que viajam os grandes transatlânticos, os iates luxuosos e as lanchas velozes, levando pessoas que nos parecem sempre muito felizes.
É o mar que abriga no seu seio tesouros inimagináveis da fauna, da flora e riquezas humanas, resultantes dos naufrágios, de grandes tragédias.
Quando se quer dar um exemplo de algo poderoso, enorme, o mar é o escolhido. Com sua grandeza e perigos, ele assusta muita gente.
Os rios, por sua vez, são calmos. Nascem de pequeninas gotas prisioneiras de vales e montanhas que, aos poucos, vão se libertando e se juntando, formando filetes.
Vão descendo calmas por entre pedras, escolhendo caminhos entre encostas, engrossando e tomando a forma dos rios generosos.
Por serem águas claras e boas, servem para dessedentar o viajante cansado. São a alegria dos pescadores que, em suas águas, se divertem a pescar, sem maiores aventuras.
As crianças barulhentas vão nelas lançar seus barcos de brinquedo.
Os pássaros brincam em suas margens e saciam sua sede. Homens inteligentes as canalizam, de forma que sirvam a muitos outros, em suas casas, no conforto dos seus lares.
Quando as pessoas desejam ouvir os sons graves, buscam o mar. Quando desejam paz, buscam os rios porque sua música é mais suave, delicada.
Os mares e os rios nos dizem que cada um tem seu valor e sua importância.
Se todas as águas fossem salgadas como a dos oceanos e mares, o homem padeceria a sede.
Se não houvesse a tepidez das águas salgadas talvez não existisse a vida na Terra, pois que tudo ali se iniciou.
Mar e rio, oceano e águas tranquilas. Ricos, famosos e pessoas comuns. Todos são importantes no concerto da vida. Cada qual, onde está, com suas condições, tem sua missão, suas dores e alegrias e, sobretudo, a sua responsabilidade.
*   *   *
Você já pensou que a maravilha na Terra está justamente na diversidade das oportunidades que ela apresenta?
Cada qual, onde se encontre, com o que tenha, pode cooperar para a harmonia da vida.
Quando você passeia pelas ruas bem cuidadas da cidade, deve isso a homens e mulheres comuns que realizam a sua limpeza, podam as árvores e plantam flores nos canteiros.
Quando você admira leis sábias e justas, reverencia os legisladores.
Quando se delicia com uma música, agradece aos compositores.
Todos somos importantes e a Terra se tornaria um caos se todos desejassem ser iguais e fazer as mesmas coisas.
Pensemos nisso e valorizemos o que somos e o que fazemos.
 Redação do Momento Espírita.
Em 17.06.2011.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Quando o Grande Amor Fala ao Coração

A SAUDAÇÃO DOS INICIADOS ESPIRITUAIS

Amigo, escuta a canção em teu coração...
O universo inteiro está em ti, e as estrelas cantam contigo.
Lá, onde retumba o eco dos grandes ensinamentos… E a voz dos mestres é só silêncio, é onde está a tua sintonia.
O Grande Arquiteto Do Universo opera sutilmente em ti, para o teu bem; e só Ele conhece o teu coração.
Amigo, levanta o teu olhar para o céu… E admira as estrelas, tuas irmãs.
Olha para dentro de ti, e vê a mão do Grande Ancião dos dias sustentando o teu viver... Porque o mesmo Poder Incomensurável que criou a vida e gerou bilhões de sóis, também te criou. E Ele é a Luz do teu viver
Então, declara o teu Amor a Ele, na quietude da prece e da meditação.
Diz, com todo teu coração, que tu és filho da Luz e que todo teu Ser vibra na sintonia dos bons propósitos.
Assevera, para ti mesmo, que a tua senda é a do Bem!
Proclama os Magnos Valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade em teus atos e em tuas escolhas.
Trabalha pela Luz e honra a tua jornada!... Para que os teus passos sejam justos e equânimes, pois o Todo está em ti!
Não duvides disso, e nem te esqueças de quem tu és verdadeiramente.
Reverencia a vida, em todos os planos…
Diz, com todo coração, que o Amor é tudo... Porque, quando tu afirmas isso, em Espírito e Verdade, as estrelas te escutam. E os espíritos também!
Então, diz, meu irmão, com todo teu coração… Que a tua jornada é a da Luz!
Não duvides: as consciências elevadas velam em silêncio e te conhecem.
E quando olham, elas só veem a verdade que está em teu coração.
E elas também conhecem os que te acompanham... E, através de ti, elas operam sutilmente e vibram por todos.
Não te lamentes: nenhum cadáver conhece a Luz. E tumba alguma é capaz de sepultar a consciência.
Teu porvir será de Luz… Se a tua jornada for verdadeira – com Amor na senda.
O Todo está em tudo! Nunca te esqueças disso.
Os iniciados te saúdam!

Paz e Luz.
- Os Iniciados* -
São Paulo, 25 de Maio de 2011.

- Notas:
* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.

O Mais Importante

Provavelmente você estará atravessando longa faixa de provações em que o ânimo quase que se lhe abate.
Crises e problemas apareceram.
Entretanto, paz e libertação, esperança e alegria dependem de sua própria atitude.
Se veio a colher ofensa ou menosprezo, você mesmo pode ser o perdão e a tolerância, doando aos agressores o passaporte para o conhecimento deles próprios.
Se dificuldades lhe contrariaram a expectativa de auto-realização, nesse ou naquele sentido, a sua paciência lhe fará ver os pontos fracos que precisa anular a fim de atingir a concretização dos seus planos em momentos mais oportuno.
Se alguém lhe impôs decepções, o seu entendimento fraterno observará que isso é uma benção de vida imunizando-lhe o espírito contra a aquisição de pesados e amargos compromissos futuros.
Se experimenta obstáculos na própria sustentação, o seu devotamento ao trabalho lhe conferirá melhoria de competência e a melhoria de competência lhe elevará o nível de compensações e recursos.
Se você está doente, é a sua serenidade, com a sua cooperação, que se fará base essencial de auxílio aos médicos e companheiros que lhe promovem a cura. Se sofre a incompreensão de pessoas queridas, é a sua bondade, com o seu desprendimento, que se lhe transformará em arrimo para que os entes amados retornem ao seu mundo afetivo.
Evite as complicações de rebeldia e inconformidade, ódio e inveja, egoísmo e desespero que apenas engrossarão o seu somatório de angústia.
Mudanças, aflições, anseios, lutas, desilusões e conflitos sempre existiram no caminho da evolução. Por isso mesmo, o mais importante não é aquilo que aconteça e sim o seu modo de reagir.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Na Era do Espírito. Ditado pelo Espírito André Luiz. GEEM.
* * * Estude Kardec * * *
REFLEXÃO ESPÍRITA

quinta-feira, 16 de junho de 2011

É quase impossível não errar

"Errar é humano", diz o adágio.
De fato, todos nós erramos.

A toda hora a vida pede algo a você.
São muitos os afazeres que o esperam.
É quase impossível não errar.

Então, por que censurar os deslizes alheios?

Não anote os erros dos outros, assim como
você não gosta que censurem os seus.
Compreenda. Perdoe.
Lembre-se de que Deus o perdoa sempre.

Seguir o impulso de Deus, no coração,
é o melhor meio para acertar sempre.
Lourival Lopes
Extraído de "Gotas de esperança".

Vínculos Afetivos

Filhos, através dos vossos vínculos afetivos é que tendes, no mundo, a oportunidade de vos aproximar dos vossos desafetos do passado, que renascem no corpo, em obediência aos compromissos assumidos convosco. Os elos da consangüinidade vos possibilitam experiências em comum, nas quais vos tornais em instrumentos de aprendizado mútuo.
A convivência no corpo vos enseja o desenvolvimento da paciência e do perdão, da compreensão e da renúncia, virtudes que, paulatinamente, vos ensinam o amor incondicional por todas as criaturas: amarguras, os traumas, as lágrimas que verteis pelo amor não correspondido, as aflições do sentimento de posse...

Se não se habitua a renunciar, a ceder de si mesmo, a se sacrificar pelo próximo, a despojar-se de ambições, enfim, a não esperar que a Vida gire à sua volta, o homem sofre -inevitavelmente, sofre.
Filhos, amai sem cogitar de serdes amados. Sobretudo, esforçai-vos por amar aqueles que nunca foram verdadeiramente amados.

Bezerra de Menezes
Psicografia de Carlos A. Bacelli, do livro A Coragem da Fé.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um dos mais belos trajes da Alma

O médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega, e de forma ríspida, pergunta: Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranquilidade, o médico responde: Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Impaciente, a mulher indaga: Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contesta ele: Senhora, o médico sou eu. Em que posso ajudá-la?
Como?! O senhor?!?! Com esta roupa?
Ah, senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...
Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde! É que...vestido assim, o senhor nem parece um médico...
Veja bem as coisas como são...- diz o médico -... As vestes parecem não dizer muitas coisas mesmo... Quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos, e depois daria um simpaticíssimo "Boa tarde!"
Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...
*   *  *
Um dos mais belos trajes da alma é, certamente, a educação.
Educação que, no exemplo em questão, significa cordialidade, polidez, trato adequado para com as pessoas.
São tantos ainda no mundo que não têm tato algum no tratamento para com os outros!
Sofrem e fazem os outros sofrerem com isso.
Parece que vivem sempre à beira de um ataque de nervos, centrados apenas em si, em suas necessidades urgentes e mais nada.
O mundo gira ao seu redor e para lhes servir. Os outros parecem viver num mundo à parte, menos importante que o seu.
Esses tais modos vêm da infância, claro, em primeiro lugar. Dos exemplos recebidos da família em anos e anos de convivência.
Mas também precisam vir da compreensão do ser humano, entendendo todos como seus irmãos.
Não há escolhidos na face da Terra. Não há aqueles que são mais ou menos importantes. Fomos nós, em nossa pequenez de Espíritos imperfeitos, que criamos essas hierarquias absurdas, onde se chega ao cúmulo de julgar alguém pelas roupas que veste.
Quem planta sorrisos e gentileza recebe alegria e gratidão, e vê muitas portas da vida se abrindo naturalmente, através da força estupenda da bondade.
O bem é muito mais forte que o mal.
O bem responde com muito mais rapidez e segurança às tantas e tantas questões que a existência nos apresenta, na forma de desafios.
Ser gentil, ser cordial é receber a vida e as pessoas de braços abertos, sem medo de agir no bem.
Ser bem educado é contribuir com a semeadura do amor na face da Terra, substituindo, gradualmente, tantas ervas daninhas que ainda existem nesses campos, por flores e mais flores de felicidade.
Ser fraterno, em todas as ocasiões, é vestir-se com este que é um dos mais belos trajes da alma: a educação.
Redação do Momento Espírita, com base em conto de autoria desconhecida.
Em 14.06.2011.

domingo, 12 de junho de 2011

Adeus, Alma Querida

Se, no caminho do teu Saara, encontrares uma alma que te queira bem, aceita em silencio o suave ardor da sua benquerença – mas não lhe peças coisa alguma, não exinas, não reclames nada do ente querido.
Recebe com amor o que com amor te é dado – e continua a servir com perfeita humildade e despretensão.
Quando mais querida te for uma alma, tanto menos a explores, tanto mais lhe serve, sem nada esperar em retribuição.
No dia e na hora em que uma alma impuser a outra alma um dever, uma obrigação, começa a agonia do amor, da amizade.
Só num clima de absoluta espontaneidade pode viver esta plantinha delicada.
E quando então essa alma que te foi querida se afastar de ti – não a retenhas.
Deixa que se vá em plena liberdade.
Faze acompanhá-la dos anjos tutelares das tuas preces e a saudades, para que em níveas asas a envolvam e todo o mal a defendam – mas não lhe peças que fique comigo.
Mais amiga te será ela, em espontânea liberdade, longe de ti – do que em forçada escravidão, perto de ti.
Deixa que ela siga os seus caminhos – ainda que esses caminhos a conduzam aos confins do universo, à mais extrema distancia do teu habitáculo corpóreo.
Se entre essa alma e a tua existir afinidade espiritual, não há distancia, não há em todo o universo espaço bastante grande que de ti possa alhear essa alma.
Ainda que ela erguesse vôo e fixasse o seu tabernáculo para além das últimas praias do Sírio, para além das derradeiras fosforescência da Via-Láctea, para além das mais longínquas nebulosas e mundos em formação – contigo estaria essa alma querida...
Mas, se não vigorar afinidade espiritual entre ti e ela, poderá essa alma viver contigo sob o mesmo teto e contigo sentar-se à mesma mesa – não será tua, nem haverá entre vós verdadeira união e felicidade.
Para o espírito a proximidade espiritual é tudo – a distancia material não é nada.
Compreende, ó homem – e vai para onde quiseres!
Ama – e estarás sempre perto do ente amado...
Em todo o universo...
Dentro de ti mesmo...
De Alma para Alma - Huberto Rohden

sábado, 11 de junho de 2011

Lágrimas: palavras da alma

Muitas vezes, na vida, vivenciamos situações em que a emoção é tamanha que nos faltam palavras para expressar nossos sentimentos.
Podemos considerar as lágrimas como as palavras de nossa alma.
Através delas, somos capazes de demonstrar incontáveis sentimentos.
As lágrimas, na maioria das situações, escorrem de nossos olhos sem que tenhamos controle sobre elas.
Em alguns momentos, elas contam histórias de dores, mas também têm na sua essência, algo de belo.
Quando elevamos o pensamento, sintonizando com a Espiritualidade maior, seja com nosso anjo protetor, com o amado amigo Jesus ou com Deus, sentimos os olhos marejados.
Observando a natureza, temos a oportunidade de presenciar alguns espetáculos que ela nos oferece. Emocionamo-nos percebendo a grandeza e a perfeição Divina na presença de um pôr-do-sol, de uma queda d’água ou de um arco-íris.
Diante do nascimento de uma criança, somente as lágrimas são capazes de traduzir e qualificar a magnitude desse instante Divino.
Quando estamos sensíveis, por vezes carentes de alguma manifestação de afeto, um simples aperto de mão ou um afago carregado de amor é suficiente para provocar nossas lágrimas.
Quando deixamos que o som de uma música elevada alcance nosso coração, somos capazes de chorar de emoção, pois sentimos a alma tocada e acariciada por aquela doce e vibrante melodia.
Tanto a dor emocional quanto a dor física nos chegam sem pedir licença, ocupando espaço considerável em nossa alma e em nosso corpo.
Lágrimas são derramadas pela dor da partida de um ente querido, pela dor da ausência e da saudade, pela dor do erro cometido e do arrependimento.
Ao constatarmos a dor do próximo, lágrimas jorram de nossos olhos. Deparamo-nos com tantas carências, tantas necessidades não atendidas, enfermidades, privações e abandono.
* * *
Cada lágrima derramada tem seu significado. Seja ela vertida pela dor ou pela alegria, nos diz que somos seres movidos pela emoção, capazes de exteriorizar os nossos sentimentos.
Demonstra que nos sensibilizamos em momentos simples e efêmeros, indicando que estamos sintonizados com o que há de belo na vida.
E, quando as lágrimas derramadas forem de dor, façamos com que o motivo que nos comove seja também o mesmo motivo que nos move.
Que o movimento seja no sentido da modificação íntima. Que seja impulso para olhar a vida sobre um novo ângulo, para trabalhar em nós mesmos a resignação, a paciência, a esperança, a fé e a confiança em Deus.

Redação do Momento Espírita.
Em 09.06.2011.