terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Falsos Profetas



FALSOS PROFETAS
Caracterizam-se pelo verbalismo exagerado, quando utilizando a instrumentalidade mediúnica. Em arroubos dourados comentam, prolixos, os mais variados temas, não obstante chegarem a conclusão nenhuma. Cultores da própria vaidade, comprazem-se em estimular o fanatismo exacerbado, utilizando a palavra com habilidade, através de cujo recurso encorajam os sentimentos infelizes do orgulho entre os seus ouvintes, cumulando-os de referências pomposas embora vazias de significação. Quando se lhes solicitam esclarecimento ou permitem interrogações à cata de informes com os quais seja possível aquilatar-lhes a evolução, rebelam-se ferozes, dizendo-se feridos nos valores que a si se atribuem, traindo a inferioridade em que se demoram.
Arrogantes, estimam a ignorância presunçosa dominadores e arbitrários, com altas doses de empáfia com que se jactam guias e condutores. Outras vezes arremetem-se pela seara do profetismo sensacionalista, enveredando pelo terreno das fantasias, tão do gosto da frivolidade ou da ingenuidade de grande cópia das criaturas humanas. Tecem comentários vastos sobre a vida em outros planetas, discorrendo, levianos, temas controvertidos nos quais, sejam quais forem as conclusões da honesta investigação do futuro, dispõem de válvulas para escapatórias vulgares. Pseudo sábios conforme os denominou o Codificador do Espiritismo, quando se percebem suspeitos ante os que os ouvem, não se constrangem de utilizar nomes que exornaram personalidades históricas, sábios ou santos para melhor enganarem os espíritos invigilantes, embora encarnados, que se comprazem na ilusão, distantes da responsabilidade pessoal e intransferível da tarefa de renovação interior.
Falsos profetas da Erraticidade, que são!
A desencarnação não os modificou.
Amantes da ficção e sócios da mentira, quando no corpo somático, prosseguem no engodo a que se permitiram arrastar, sintonizando com outras mentes ociosas do plano físico, a que se vinculam, dando prosseguimento aos programas infelizes que lhes apraz.
Fáceis de identificar, devem evangelicamente receber instrução, advertidos e reprochados fraternalmente.
Às vezes, investem contra grupos respeitáveis, testando a excelência moral dos componentes da atividade espírita em começo. Precipitados, todavia, logo desvelam os propósitos que os inspiram.
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Também os há no plano físico.
Zelosos, passam como fiscais do labor alheio, preocupados em encontrar em tudo e em todos mistificações e mistificadores, com que traem o estado Íntimo. Acreditam-se encarregados de guardar a Verdade e somente eles a possuem em mais altas expressões, descuidando, como é natural, do próprio comportamento, revelando, assim, nas atitudes apaixonadas e nas posições inamovíveis a que se fixam, a condição de espíritos atormentados, companheiros atormentadores.
Confiam nas forças que supõem possuir, jactanciosos, esquecidos de que a Vinha pertence ao Senhor que labora incessantemente.
Preocupados em descobrir falhas e engodos descuram a atividade nobre de ensinar corretamente, relegando como deveriam os irresponsáveis à Lei que deles se encarregará, fiscalizando-se com maior serenidade, a benefício da Causa ou das Ideias que dizem defender.
Expressam uma classe especial de falsos profetas - são os novos zelotes.
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A mentira, porém, de qualquer procedência, não resiste ao tempo, nem à meridiana luz da autenticidade.
Os que mentem, encarnados ou desencarnados, não desacreditam a verdade: iludem-se, perturbando-se, em decorrência das atitudes e conceitos cultivados.
Por essa razão, ama tu a atitude correta, ora e vigia, para que não sejas vítima daqueles espíritos atormentados e enganadores do Além. Da mesma forma não te faças acusador de ninguém, antes impõe-te a tarefa de proceder com retidão, ensinar com segurança doutrinária e servir sempre, pois que o Senhor até hoje trabalha, sem a excessiva preocupação de eliminar do campo os maus trabalhadores aos quais concede Ele oportunidade e oportunidades, por não desejar que ovelha alguma que o Pai lhe confiou se perca, mas antes seja salva.
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"Meus bem-amados, NÃO CREAIS EM QUALQUER ESPÍRITO; experimentai se os Espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se têm levantado no mundo". São João, Epístola 1ª, Capítulo 4º, versículo 1.
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"O Espiritismo revela outra categoria bem mais perigosa de falsos Cristos e de falsos profetas, que se encontram, não entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudo sábios, que passaram da Terra para a erraticidade e tomam nomes venerados para, sob a máscara de que se cobrem, facilitarem a aceitação das mais singulares e absurdas ideias". Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 21º - Item 7, parágrafo 2.
FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 55
* * * Estude Kardec * * *

domingo, 3 de dezembro de 2017

Diretrizes para todo instante




DIRETRIZES PARA TODO INSTANTE
Faça o trabalho que você sugere aos outros. Autoridade é flor que coroa a árvore do exemplo.
Respeite a pessoa ausente. O maledicente pode ser comparado a veículo carregado de detritos...
Renove as ideias, cultivando a boa leitura. Um bom livro é o amigo fiel que ajuda sempre.
Obedeça aos horários estabelecidos no culto dos deveres. Quem desconsidera o tempo, não merece consideração.
Cultive a meditação. A agitação hodierna é qual hidra perigosa que vence aqueles que caminham incautos.
Utilize os recursos da fé que esposa. Religião é comunhão com Deus.
Valorize a palavra edificante. O verbo sadio é lâmpada acesa no caminho das criaturas.
Considere os mais velhos. A velhice na carne é impositivo da vida, quando a desencarnação demora.
Seja amigo dos aflitos. Dor e provação constituem degraus evolutivos para todos.
Difunda a cordura. Os violentos são exterminados por si mesmos.
Limite suas ambições terrenas. A vala tumular não distingue os despojos que recebe.
Confie no amor e ame, servindo, sem desfalecimento. O Universo é obra do amor de Nosso Pai.
pelo Espírito Marco Prisco - Página recebida pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 2/1/62, em Salvador, Bahia. Reformador, janeiro 1971