terça-feira, 19 de abril de 2011

Abra Seu Coração

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A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco.
Falava-se que o quadro era lindo.
As autoridades do local estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados porque o pintor era, de fato, muito famoso.
Na hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve caloroso aplauso.
O quadro era realmente impressionante.
Tratava-se de uma figura exuberante de Jesus, batendo suavemente na porta de uma casa.
O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele desejava ouvir se lá dentro alguém respondia.
Houve discursos e elogios.
Todos admiravam aquela obra de arte perfeita.
Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura.
Dirigiu-se ao artista e lhe falou com interesse: A porta que o senhor pintou não tem fechadura. Como é que o Visitante poderá abri-la?
É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente.
A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.
*   *   *
Muitas vezes mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo vem tentando entrar em nossa casa íntima há mais de dois milênios.
Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua sendo a Visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao Seu chamado.
Todavia, muitos O chamamos de Mestre mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida.
Grande quantidade de cristãos fala que Ele é o médico das almas, mas não segue as prescrições d'Ele.
Tantos dizem que Ele é o irmão maior, mas não permitem que coloque a mão nos seus ombros e os conduza por caminhos de luz...
Talvez seja por esse motivo que a Humanidade se debate em busca de caminhos que conduzem a lugar nenhum.
Enquanto o Cristo espera que abramos a porta do nosso coração, nós saímos pelas janelas da ilusão e desperdiçamos as melhores oportunidades de receber esse Visitante ilustre, que possui a chave que abre as portas da felicidade que tanto desejamos.
E se você não sabe como fazer para abrir a porta do seu coração, comece por fazer pequenos exercícios físicos, estendendo os braços na direção daqueles que necessitam da sua ajuda.
Depois, faça uma pequena limpeza em sua casa íntima, jogando fora os detritos da mágoa, da incompreensão, do orgulho, do ódio...
Em seguida, busque conhecer a proposta de renovação moral do Homem de Nazaré.
Assim, quando você menos esperar, Ele já estará dentro do seu coração como convidado de honra, para guiar seus passos na direção da luz, da felicidade sem mescla que você tanto deseja.
*  *  *
O olhar de Jesus dulcificava as multidões.
Seus ouvidos atentos descobriam o pranto oculto e identificavam a aflição onde se encontrasse.
Sua boca, plena de misericórdia, somente consolou, cantando a eterna sinfonia da Boa Nova em apelo insuperável junto aos ouvidos dos tempos, convocando o homem de todas as épocas à conquista da felicidade.
  Redação do Momento Espírita, com base no verbete Jesus, do livro
Repositório de sabedoria, v. 2, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia
 de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal e história de autor desconhecido.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Homenageando O Livro dos Espíritos

Cessaram, por fim, as lutas fratricidas, desencadeadas pela Revolução de 89 e as que o Terror houvera esculpido em forma de marcas terríveis no organismo da sociedade, abrindo espaço para o vandalismo que pretendera expulsar Deus da França...
Apesar disso, os direitos do homem surgiram das derrotadas ambições apaixonadas dos grupos hostis, fazendo tremular nos altiplanos do pensamento a mensagem de esperança para as criaturas.
As turbas guerreiras também silenciaram por um momento, quando o Corso se fez coroar imperado, na Catedral de Notre Dame , no dia 2 de dezembro de 1804, ao som comovido do coral de duzentas vozes que entoava Pompa e circunstancia, especialmente composta para a festividade, à qual comparecera o Papa Pio VII.
O século das luzes raiava então sob claridades diamantinas e as hostes do Consolador utilizaram-se da ocasião, a fim de que mergulhassem na névoa carnal os Espíritos de escol, encarregados de resgatar o progresso da humanidade e de promover a felicidade dos seres.
Dois meses antes, no silencio natural que a trégua das belicosidades facultara, reencarnou-se o mártir de Constança, que retornava das cinzas da fogueira hedionda em que tivera o corpo consumido em 1645, para instaurar a Era Nova, nas roupagens de Allan Kardec.
Cientistas destinados a desalgemar as pesquisas dos rigores da escravidão religiosa; filósofos designados para ampliar as áreas do pensamento obscurecido pela ignorância; artistas com propósitos de estabelecer o romantismo, e mais tarde quebrarem as frias linhas do rígido academicismo; religiosos enobrecidos pelo exemplo; incumbidos de libertar o Cristianismo das aberrações dogmáticas; fisiologistas e psiquiatras com domínio do conhecimento mais profundo do ser, programados para desempenhos da sua dignificação como da diminuição dos seus sofrimentos; investigadores da vida nas suas várias expressões, com tarefas de decifrar o microcosmo e a vida bacteriana, assim como outros heróis da evolução, desceram ao círculo de sombras do mundo, para preparar e estabelecer a Nova Era, na qual, o pensamento do Cristo penetraria a razão e se firmaria na conduta dos indivíduos, facultando o surgimento de uma Ciência de observação, cujos paradigmas especiais estabeleceriam uma filosofia de comportamento moral e religiosos compatível com o desenvolvimento intelectual do ser humano e da sociedade. Nesse campo rico de sentimento de luz, que germinavam em abençoada seara, Allan Kardec apresentou O Livro dos Espíritos, no dia 18 de abril de 1857.
Na Paris de então, quando as idéias surgiam pela alvorada, amadureciam ao meio-dia e feneciam ao entardecer, o conteúdo desse livro magistral fincou bases duradouras e enfrentou os aranzéis costumeiros, permanecendo irretocável pelos tempos do porvir.
Apresentando, por primeira vez, uma fé racional, que pode enfrentar a razão em todas as épocas da humanidade, portanto, legítima, os seus ensinamentos têm a ver com os mais diferentes ramos da Ciência, propondo uma nobre Filosofia rica de otimismo e bem-estar, cujos alicerces se fundaram na ética-moral proposta por Jesus.
Enquanto desvitalizadas, as doutrinas religiosas do passado oferecem seiva ao materialismo que trombeteava as suas vanglorias embora de curta duração. O Espiritismo veio para iluminar e acalmar as consciências em sombras e tormentos, propondo o modelo do homem de bem, ideal, que se faz construir com os equipamentos do amor, do conhecimento e da experiência em torno da própria imortalidade.
Estudando Deus e o Infinito, a matéria e o Espírito, a Criação, o principio vital, as causas e os sofrimentos, a encarnação, a desencarnação e a reencarnação, aprofunda análise em torno do intercâmbio espiritual, dos fenômenos que dizem respeito ao sonambulismo e ao êxtase, ao sono e aos sonhos, ás Leis que regem a vida, às esperanças e as consolações, revelando-se como a maior tese síntese do pensamento a respeito do Universo, da vida, dos seres e da sua evolução, causando impacto cultural e firmando novos conceitos nas páginas vivas da História, marco decisivo para a transformação que começou a operar-se no planeta terrestre.
Antes desse livro incomum, obras demarcatórias dos períodos de cultura, ética e civilização abriram espaços especiais para o pensamento.
Reconhecendo-lhes o valor e a oportunidade quando foram apresentadas, O Livro dos Espíritos é a ponte entre o passado e o futuro, num ininterrupto presente, no qual o conhecimento em evolução encontra as causas que o explicam nas várias expressões em que se revela.
Avançando com o progresso, suas lições não foram ultrapassadas; antes tem sido confirmadas em profundidade e significado, preenchendo as lacunas existentes a respeito da causalidade do Universo e da Criação.
Linha mestra da Doutrina Espírita, dele se deriva as quatro outras Obras que formam o edifício cultural do Espiritismo, tornando-se fonte inexaurível de sabedoria e de conforto, dantes jamais encontrada em alguma outra obra conhecida.
Na atualidade, cento e quarenta anos transcorridos, após acompanhar a evolução da Física newtoniana para a nuclear e a quântica; da Biologia para a exuberante Embriologia; da nascente eletricidade para a eletrônica; da Química para as extraordinárias análises radiotivas; dos fenômenos psíquicos para os parapsicólogicos, psicobiofísicos, psicotrônicos e da transcomunicação instrumental; das viagens de tração animal, a motor de explosão para as conquistas da astronáutica; do telégrafo a fio para as telecomunicações; do fonógrafo incipiente para as técnicas da digitação, somente tem sido confirmadas suas teses, algumas das quais ínsitas nas páginas com admirável antecedência e precisão...
Enfrentando as teorias de Charles Darwin, de Spencer, de Russell Wallace – que se tornou espírita, de Schopenhauer, de Nietszche, de Kant, do marxismo, do niilismo, as hectombes das duas guerras mundiais, a decadência da fé religiosa, tem sustentado o seu arquipélago doutrinário com equilíbrio, deslumbrando as mentes de ontem como as de hoje pela força das suas conceituações exatidão dos seus postulados, engrandecendo-se mais ainda ao exaltar Jesus como o modelo e guia da humanidade, o ser mais perfeito que Deus ofereceu ao homem.
Profundamente agradecido a Allan Kardec, o eminente Codificador do Espiritismo, homenageamos O Livro dos Espíritos pelo transcurso do seu centésimo quadragésimo aniversário de publicação, exorando as bênçãos de Deus para que o seu fanal seja alcançado, qual o de construir o homem feliz, livre da dor e das paixões envilecedoras.
Vianna de Carvalho (espírito), psicografia de Divaldo Franco

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 3-2-1997, no Centro Espírita Caminho da Redenc
̧ão, em Salvador - BA.)

O Espiritismo
http://www.oespiritismo.com.br/

ACALMA-TE

"... A Deus tudo é possível..."
- Jesus

Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas.
Lembra-te de que o Senhor Supremo pede serenidade para exprimir-se com segurança.
A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranqüilas.
O fruto que te nutre representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa.
Cada dia que se levanta é convite de Deus para que lhe atendamos  à Obra Divina, em  nosso próprio favor.
Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano.
Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.
Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.
Decerto,  encontrarás ainda hoje,  corações envenenados que destilam irritação e desgosto, medo e fel.
Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os  com a tua paz.
Os desesperados tornarão à harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão...
É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído, sem violência.
Recorda-te que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra-se e passa...
Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera...
XAVIER, F. C. Palavras de Vida Eterna, pelo Espírito Emmanuel. 8. ed., Minas Gerais: CEC, 1986. (Cópia do capítulo 33)

AUTO-LIBERTAÇÃO

"... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele." ─ Paulo. (I Timpóteo, 6, 7)

Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o teu curso de auto-libertação, aprendendo a viver "como possuindo tudo e nada tendo", "com todos e sem ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará na solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-libertação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia;  não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponha que a sua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a tua mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele".
XAVIER, F. C. Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: Feb. Cópia da capítulo 47.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Momento Especial

 
A grande maioria de nós, humanos, espera da vida sempre mais do que na verdade merece. Imaginamos e queremos resultados imediatos, sempre favoráveis.
Levamos a vida sempre em ritmo acelerado ou ao contrário, em total inércia, esquecemos de prestar atenção em tantos fatos aparentemente sem importância, mas que podem nos mostrar a realidade, apontar-nos um caminho e deixar claro que a vitória só depende de nós.
Quando passamos a observar os fatos do presente (do agora) e tentamos compreendê-los, podemos alcançar a essência da bondade de Deus.
O momento especial é o despertar para a vida. É entender a importância de viver o agora. É poder sentir a necessidade de compartilhar, de doar. É não ter receio de avançar e desvendar sua própria inteligência. É buscar sempre novas formas para evoluir. É vencer todos os obstáculos com firmeza. É acreditar em suas possibilidades. É saber ser paciente, humilde, seguro. É fugir dos preconceitos e das discriminações. É estar com a consciência aberta, pronta para cumprir o que foi determinado pelo Pai, aqui ou em qualquer outra morada.
Deus, nosso amigo maior, foi generoso demais comigo, paciente ao extremo. Deixou que o equilíbrio pudesse fazer parte do meu dia-a-dia, para só assim colocar em minhas mãos, no meu caminho, minhas tarefas. Hoje, compreendo desta maneira e você que está perdido, descrente, pode começar a entender já.
Podemos transformar qualquer momento difícil, amargo, em um momento especial. Basta permitirmos que Ele conduza a nossa vida conforme a Sua vontade.
Devemos viver o momento especial com alegria, segurança, amor, acreditando na vontade de Deus, tendo a total convicção de estarmos no lugar certo, vivendo e cumprindo o nosso papel na Terra. Devemos ainda aguardar a nossa passagem para outras dimensões, na absoluta certeza de que a vida continua e que os sentimentos verdadeiros não morrem jamais.
Escrito por Maria de Nazaré de Melo e Silva

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Na Luta Diária

É possível que estejas enfrentando provas que os outros desconhecem...
D
úvidas assolam-te o espírito.
A insegurança te ronda os passos.
Idéias pessimistas te povoam a mente.
L
ágrimas que não caem, encharcam-te o coração.
Todavia, n
ão te confies aos desespero, exteriorizando as próprias aflições, de modo a impingí-las nos que te cercam.
N
ão podes culpar o mundo pelas dores que padeces!
Irritaç
ão e azedume afastarão de tua presença os companheiros que estimas.
Esforça-te para sorrir e a alegria te acender
á a luz da compreensão dentro da própria alma.
Todos lutamos com o passado na arena do presente.
O que plantamos ontem devemos colher agora.
O resgate de nosso débitos perante a Lei, nem sempre acontece através de doenças ou mutilaç
ões físicas.
N
ão raro, o cadinho invisível da tentação é a força que nos submete ao aperfeiçoamento necessário, consumindo-nos as impurezas em altas temperaturas de luta interior.
Assim, pacifica-te e serve, procurando ser
útil àqueles que te esperam a palavra amiga e o gesto de solidariedade.
Procurando esquecer-te, esquecer-te-
ás, igualmente, dos problemas que te martirizam.
Ocupa-te do bem e o bem ocupar-te-
á todo o ser, devolvendo-te a esperança em dias melhores.
pelo Espírito Irmão José - Do livro: Tende bom Ânimo,
Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Carlos Baccelli

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Chico Xavier e um Caso de Perdão

49 - As Providências do Perdão
P - Ao transmitir, caro Chico, sua mensagem final aos irmãos de fala Castelhana, rogamos-lhe a gentileza de narrar-nos um dos inúmeros fatos mediúnicos que o sensibilizaram no correr das suas quatro décadas de tarefas ininterruptas de mediunidade com Jesus.
R - Das experiências de nossa tarefa mediúnica, citaremos uma delas, para nós inesquecível.
Nos arredores de Pedro Leopoldo, há anos passados, certa viúva viu o corpo de um filho assassinado, chegando, repentinamente à casa. Desde então, chorava sem consolo.
O irmão homicida fugira, logo após o delito, e a sofredora senhora ignorava até mesmo porque o rapaz perdera tão desastradamente a vida. Agravando-se-lhe os padecimentos morais, uma nossa amiga, já desencarnada, D. Joaninha Gomes, convidou-nos a ir em sua companhia partilhar um ligeiro culto do Evangelho, com a viúva enlutada.
A desditosa mãe acolheu-nos com bondade e, logo após, em círculo de cinco pessoas, entregamo-nos à oração.
Aberto em seguida "O Evangelho segundo o Espiritismo", ao acaso, caiu-nos sob os olhos o item 14 do Capítulo X, intitulado "Perdão das Ofensas".
Ia, de minha parte, começar a leitura, quando alguém bateu à porta. Pausamos na atividade espiritual, enquanto a dona da casa foi atender. Tratava-se de um viajante maltrapilho, positivamente, um mendigo, alegando fome e cansaço. Pedia um prato de alimento e um cobertor.
A viúva fê-lo entrar com gentileza, a pedir-lhe alguns momentos de espera. O homem acomodou-se num banco e iniciamos a leitura. Imediatamente depois disso, comentamos a lição de modo geral. Um dos assistentes perguntou à dona da casa se ela havia desculpado o infeliz que lhe havia morto o filho querido, cujo nome passou, na conversação, a ser, por várias vezes, pronunciado.
A viúva asseverou que o Evangelho, pelo menos, lhe determinava perdoar. Foi então que o recém-chegado e desconhecido exclamou para a nossa anfitriã:
- Pois a senhora é mãe do morto?
E, trêmulo, acrescentou que ele mesmo, era o assassino, passando a chorar e a pedir de joelhos.
A viúva, igualmente, em pranto, avançou maternalmente para ele e falou:
- Não me peça perdão, meu filho, que eu também sou uma pobre pecadora.. Roguemos a Deus para que nos perdoe!...
Em seguida, trouxe-lhe um prato bem feito e o agasalho de que o desconhecido necessitava. Ele, entretanto, transformado, saiu do Culto do Evangelho conosco e foi-se entregar à Justiça.
No dia imediato, Joaninha Gomes e eu voltamos ao lar da generosa senhora e ela nos contou, edificada, que durante a noite sonhara com o filho a dizer-lhe que ele mesmo, a vítima, trouxera o ofensor ao seu regaço de Mãe, para que ela o auxiliasse com bondade e socorro, entendimento e perdão.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ANSIEDADE

As mãos suam, o corpo treme, a respiração fica ofegante, uma sensação de náusea e aquela palpitação inegável no coração.
Todos estes são sinais de um dos males modernos: a ansiedade.
A vida, nos dias de hoje, é repleta de cobranças: no trabalho, na família, nas relações sociais.
 A cada dia estamos mais cheios de tarefas, compromissos, pendências. Uma lista enorme de coisas a fazer. E nem sempre o tempo é suficiente.
 Vem então a sensação desagradável de ter de fazer mais coisas do que damos conta.
 É comum ouvirmos as pessoas se queixando: "Tenho tanto a fazer e gostaria apenas de dormir.De ficar com minha família, de assistir a um bom filme, de brincar com meus animais de estimação..."
 Por outro lado, as exigências da vida moderna nos obrigam a fazer cursos, aperfeiçoar os conhecimentos. É a era da informação.
 Como conciliar tudo isso com o natural desejo de se instruir, melhorar de vida, aproveitar oportunidades, evoluir?
 O caminho do equilíbrio é a solução.
 É natural desejar o progresso e o aperfeiçoamento, tanto nos campos ético-moral, como intelectual.
 É da natureza humana estar em permanente aprendizado, adquirindo conhecimento e agregando valor à sua bagagem cultural.
 Mas o grande problema de nossos dias é a ausência de limites. Estamos cada vez mais comandados pelas pressões externas, subjugados pelas imposições dos diversos grupos sociais.
 Raras vezes pensamos por nós. Não costumamos refletir sobre o que realmente nos interessa.
 Em geral, tomamos decisões sob extrema pressão. Resultado: desejamos fazer de tudo um pouco. Queremos ler tudo, não desejamos a pecha de desinformado.
 E a conseqüência imediata é o stress. O corpo não suporta tanta pressão: adoece.
 Nossa reação a esse mundo globalizado deveria ser serena: "Vou aprender o que puder, quando puder e no meu ritmo, sem forçar minha natureza.
 Vou trabalhar no limite de minhas forças, fazendo o melhor que puder, mas sem a obrigação de provar coisas a chefes e colegas de trabalho."
 A tradução disso tudo? Estar no comando da própria vida.
 Uma frase de Jesus é bastante significativa para os nossos dias: "Não vos preocupeis com o que haveis de comer ou de beber. Não é o corpo mais que a veste?"
 * * *
 Se você acredita em Deus, tenha em mente que você jamais estará desamparado.
 Todas as coisas estarão bem se você estiver em paz. Pois a paz vai gerar saúde do corpo. Com isso, você poderá trabalhar, sustentar a família, adquirir os bens que deseja.
 Apenas seja cauteloso: não se deixe envolver a tal ponto no turbilhão do mundo, de maneira que o mundo o arraste para o olho desse furacão de stress.
 Vigie suas reações. Monitore seus planos de vida. Pergunte-se: "Para que, realmente, quero isso?"
 Faça a diferença entre o supérfluo e o necessário e verifique se a sua opção não está contaminada pelos excessos.
 No final, você verá que, em um processo inteiramente natural, a ansiedade irá, aos poucos, desaparecer.

 Texto da Redação do Momento Espírita.

QUANDO EU GANHEI OS MEUS PAIS

 
Aquela parecia ser mais uma simples tarefa de escola de uma menina de oito anos.
A apostila mostrava contas a serem feitas, probleminhas a serem resolvidos e diversas perguntas sobre assuntos distintos.
Porém, na última folha havia um verdadeiro tesouro, que emocionou professores, psicopedagogos e pais.
Eis o enunciado: Faça um desenho que represente um fato marcante de sua vida.
E lá estava o desenho colorido de uma mulher com um bebê nos braços e, ao seu lado, a figura de um homem, ambos sorrindo.
Acima da cena, escrito com uma letra caprichada – dessas que se demora muito para terminar de escrever – estava:
Quando eu ganhei os meus pais.
Como conter as lágrimas perante tão singela declaração de amor? Quando eu ganhei os meus pais.
Ela se lembrava, com carinho, que havia chegado àquele lar de amor, há pouco mais de oito anos, através da via bendita da adoção.
Era um dos primeiros momentos em que o coraçãozinho aprendiz agradecia a Deus pela oportunidade de ter uma família amorosa na Terra.
Outras crianças lembraram de viagens, de presentes de Natal, de passeios inesquecíveis. Mas ela lembrou de agradecer pelos pais.
*   *   *
Pensando agora em todos nós, será que lembramos de guardar na alma toda essa gratidão por aqueles que nos receberam com tanto afeto, com tanta coragem?
Você se lembra quando você ganhou seus pais? Pois, sim, são grandes presentes que recebemos ao renascer.
Muitas vezes o coração infantil nos vem relembrar coisas que o velho coração parece ter esquecido.
Todos ganhamos nossos pais. E mais, não foram pais quaisquer, escolhidos pela força da aleatoriedade. Foram os pais que precisávamos, no momento que precisávamos.
Talvez ainda não entendamos isso muito bem, mas com o passar dos anos, após muitas análises, muitas lembranças, vamos percebendo, amadurecidos, que tudo faz sentido.
Às vezes acabamos caindo em si quando é muito tarde, e então somos corroídos pelo remorso devastador.
Por que esperar para agradecer? Por que aguardar aquela ocasião especial para reconhecer e manifestar a gratidão?
Por que ainda nos constrange tanto dizer: Você é importante para mim, ou Amo muito você?! Por que ter vergonha de amar, de agradecer?
Gratidão que não está apenas no ato de se agradecer. O famoso muito obrigado é apenas a ponta do iceberg da gratidão.
Gratidão se manifesta todos os dias, desde que se desperta e se agradece a Deus por esses amores; passando pela convivência respeitosa, amiga, compreensiva; chegando até aos gestos maiores de desprendimento em prol desses a quem devemos a vida.
Agradeçamos enquanto há tempo. Agradeçamos enquanto é hoje.
Gratidão faz bem a todos. Faz bem a quem a carrega no coração. Faz bem a quem a recebe como inesperadas flores perfumadas que caem sobre as mãos e tornam a vida mais feliz.
*   *   *
Quando eu ganhei os meus pais, ganhei também a certeza de ser amado...
Quando eu ganhei os meus pais, fui inundado de força de vontade, de desejo de acertar e de amar também.
Quando eu ganhei os meus pais, resolvi dar mais uma chance ao amor, e depois mais uma, e depois mais outra...
Quando eu ganhei os meus pais, foi quando me senti, realmente, protegido...
Redação do Momento Espírita.
Em 04.04.2011.

domingo, 3 de abril de 2011

CAMINHO ILUMINADO

Recorda que o Senhor espera por tua boa vontade e por teus braços, para responder com a paz e com a esperança aos que te cercam.
Através da corrente viva do amor em teu coração, interpretarás a cooperação do Céu aos que te acompanham e receberás, constantemente, as respostas do Alto às tuas aflições e aos teus problemas.
Emmanuel – Psicografia de Francisco Cândido Xavier