domingo, 9 de fevereiro de 2014

Solidão

Espectro cruel que se origina nas paisagens do medo, a solidão é , na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem.
A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamento, nas pessoas tímidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas para um intercâmbio de ideias, uma abertura emocional, uma convivência saudável.
Enxameiam, por isso mesmo, na sociedade, os solitários por livre opção e aqueloutros que se consideram marginalizados ou são deixados à distancia pelas conveniências dos grupos.
A sociedade competitiva dispõe de pouco tempo para a cordialidade desinteressada, para deter-se em labores a benefício de outrem.
O atropelamento pela oportunidade do triunfo impede que o indivíduo, como unidade essencial do grupo, receba consideração e respeito ou conceda ao próximo este apoio, que gostaria de fruir.
A mídia exalta os triunfadores de agora, fazendo o panegírico dos grupos vitoriosos e esquecendo com facilidade os heróis de ontem, ao mesmo tempo que sepultam os valores do idealismo, sob a retumbante cobertura da insensatez e do oportunismo.
O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importância, como o ar que respira.
O sucesso social não exige, necessariamente, os valores intelecto-morais, nem o vitalismo das ideias superiores, antes cobra os louros das circunstâncias favoráveis e se apoia na bem urdida promoção de mercado, para vender imagens e ilusões breves, continuamente substituídas, graças á rapidez com que devora as suas estrelas.
Quem, portanto, não se vê projetado no caleidoscópio mágico do mundo fantástico, considera-se fracassado e recua para a solidão, em atitude de fuga de uma realidade mentirosa, trabalhada em estúdios artificiais.
Parece muito importante, no comportamento social, receber e ser recebido, como forma de triunfo, e o medo de não ser lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.
O homem faz questão de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades, nessas áreas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado. Atirado à solidão.
Há uma terrível preocupação para ser visto, fotografado, comentado, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia.
A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão.
O irreal, que esconde o caráter legítimo e as lídimas aspirações do ser, conduz à psiconeurose de autodestruição.
A ausência do aplauso amargura, face ao conceito falso em torno do que se considera, habitualmente como triunfo.
Há terrível ânsia para ser-se amado, não para conquistar o amor e amar, porém para ser objeto de prazer, mascarado de afetividade. Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama, não se torna amável nem amada realmente.
Campeia, assim, o "medo da solidão", numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilíbrio.
O silêncio, o isolamento espontâneo, são muito saudáveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, auto- aprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior.
O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda.
Os campeões de bilheteira, nos shows, nas rádios, televisões e cinemas, os astros invejados, os reis dos esportes, dos negócios, cercam-se de fanáticos e apaixonados, sem que se vejam livres da solidão.
Suicídios espetaculares, quedas escabrosas nos porões dos vícios e dos tóxicos comprovam quanto eles são tristes e solitários. Eles sabem que o amor, com que os cercam, traz, apenas, apelos de promoção pessoal dos mesmos que os envolvem, e receiam os novos competidores que lhes ameaçam os tronos, impondo-lhes terríveis ansiedades e inseguranças, que procuram esconder no álcool, nos estimulantes e nos derivativos que os mantém sorridentes, quando gostariam de chorar, quão inatingidos, quanto se sentem fracos e humanos.
A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaça o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.
Resolvendo-se por afeiçoar-se aos ideais de engrandecimento humano, por contribuir com a hora vazia em favor dos enfermos e idosos, das crianças em abandono e dos animais, sua vida adquiriria cor e utilidade, enriquecendo-se de um companheirismo digno, em cujo interesse alargar-se-ia a esfera dos objetivos que motivam as experiências vivenciais e inoculam coragem para enfrentar-se, aceitando os desafios naturais.
O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.
A velha conceituação de que todo aquele que tem amigos não passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma deve ser a meta a alcançar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.
O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar à confiança nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.
Jesus, o Psicoterapeuta Excelente, ao sugerir o "amor ao próximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se, de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.
O homem solidário, jamais se encontra solitário.
O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.
Possivelmente, o homem que caminha a sós se encontre mais sem solidão, do que outros que, no tumulto, inseguros, estão cercados, mimados, padecendo disputas, todavia sem paz nem fé interior.
A fé no futuro, a luta por conseguir a paz intima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão, saindo do arcabouço egoísta e ambicioso para a realização edificante onde quer que se esteja.
FRANCO, Divaldo Pereira. O Homem Integral. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

* * * Estude Kardec * * *

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Renovação

 Não bastará desculpar os que nos ofendem, simplesmente com os lábios. É imprescindível que o nosso coração participe de semelhante atitude.

Não bastará, porém, que o consentimento se associe ao trabalho do perdão. É preciso esquecer todo o mal.

Contudo, não basta, ainda, que olvidemos o assalto, a pedrada, a calúnia, o golpe, a incompreensão ou a ingratidão. É necessário agir com o bem, auxiliando direta ou indiretamente os que nos feriram...

Através da prece que ajuda em silêncio...

Por intermédio de nova sementeira de fraternidade e simpatia...

Pelas referências amigas ou pelo estímulo edificante...

Através da compreensão.

Por intermédio da boa vontade.

Pela demonstração de entendimento e confiança.

O inimigo, em qualquer caso, é terreno que precisamos recuperar para o plantio de nossa felicidade porvindoura.

A discórdia é espinheiro.

A desarmonia é perturbação.

O ódio é veneno.

A antipatia é delituosa displicência.

Não basta, pois, que nos desvencilhemos daqueles que nos incomodam, através da caridade fácil ou da palavra brilhante. Ë indispensável saibamos caminhar com eles, incentivando-lhes o soerguimento ou a elevação, a fim de que estejamos efetivamente no desempenho da Vontade do Senhor, onde estivermos.

pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Correio Fraterno, Médium: Francisco Cândido Xavier.
www.caminhosluz.com.br 

O primado do Espírito

A humanidade atual, tanto quanto a que anteriormente perlustrou os caminhos terrenos, ainda está infelizmente imbuída da falsa ideia de que é preciso enriquecer materialmente para poder desfrutar situações de abastança, e prosperidade, como única razão de sua existência.

Nada mais errado do que semelhante conceito; nada mais falso do que tal convicção, filha do desconhecimento das leis do amor e do progresso moral que regem a vida em todos os mundos do Universo.

Tivessem os seres humanos um pouco mais de conhecimento daquelas leis, dispusessem os homens e mulheres de um pouco do seu tempo para meditar nos verdadeiros motivos de sua vinda à Terra, uma, duas, dez, vinte e mais vezes no decorrer de sua existência como seres humanos, tivessem todos um pouquinho mais de tempo para isso, e muitas desgraças, muitos crimes, muitas infelicidades deixariam de existir ao longo da existência, humana.

Exatamente porque uns e outros insistem em cuidar apenas dos interesses da matéria, visando exclusivamente à sua elevação entre os semelhantes à custa da posse da fortuna perecível, é que surgem os desentendimentos na sociedade humana, mercê de ambições que crescem de todos os lados, superpondo-se lamentavelmente ao primado do Espírito.

O primado do Espírito, que todos sabeis ser o predomínio dos interesses espirituais sobre os da matéria, significa para o ser humano a construção segura de sua verdadeira felicidade. É preciso esclarecer devidamente que o primado do Espírito é a única força a impulsionar a vida terrena dos encarnados, e é também a única que sobrevive, uma vez terminada a vida do corpo de cada um.

Ora, bem. Explicado assim que o encarnado nada mais é que um Espírito revestido de carne e ossos em sua estrutura física, e que tudo isso voltará a se desagregar ao cabo de uma existência demasiado curta, pois que em média ainda não atinge sequer a meio século — por que esse empenho denodado da grande maioria dos homens e mulheres de hoje, como o foram inúmeros do passado, em querer a todo custo reunir fortuna para que esta por sua vez se desagregue após sua partida, de regresso ao mundo espiritual?

Irmãos meus, já compreendestes bem que eu me empenho em esclarecer vossa mente física acerca do vosso próprio objetivo neste mundo, que é exatamente a aquisição de luz para o vosso Espírito. Infelizmente porém, nem todos manifestam desejo de aprofundar o assunto, sob a alegação de lhes faltar tempo e disposição para isso. Como eu lamento, irmãos meus, que tal pensamento manifesteis! Gostaria de poder eu próprio penetrar em vosso coração e nele gravar esta grande verdade bíblica: Ninguém consegue servir a Deus e Mamon. Ninguém consegue viver para o dinheiro, para a fortuna, para a abastança, vivendo ao mesmo tempo para o seu verdadeiro interesse. Deus, no caso da parábola, é o próprio indivíduo espiritual, é o Espírito que na Terra construiu um organismo físico desde o ventre materno e o alimenta através do tempo, até ao fim de sua peregrinação por este mundo terreno. Ao passo que Mamon é o interesse pura e simplesmente material, ligado exclusivamente à matéria perecível até ao seu desagregamento. Ninguém, por conseguinte, poderá viver ao mesmo tempo para os dois senhores, porque seus desígnios se distanciam cada dia que passa.

Enquanto, porém, os que vivem para o Espírito, pensando, agindo, operando em termos do Espírito, se sentem cada dia mais integrados nas leis divinas, ou no próprio Deus, sentindo a paz no coração, a tranquilidade de consciência, a felicidade enfim, aqueles que cultivam as leis de Mamon que são as leis da matéria, perecível como essas mesmas leis, sentem no íntimo do ser a intranquilidade, o temor, o receio de que a roda de sua fortuna possa vir a desandar, reduzindo a nada os seus castelos de cartas ou de areia que não resistem ao mais leve vendaval.

Uma vez esclarecida a diferença, será o caso de se perguntar a cada um dos leitores destes conselhos: Qual dos dois caminhos prefere você: o de Deus ou o de Mamon? Bem certo estou de que nenhum dos meus leitores vacilará um só instante em sua resposta em favor do caminho de Deus. Em verdade, irmãos queridos, não pode haver dúvida na escolha. E bem felizes se encontrarão a partir de agora os que, desconhecendo certos princípios espirituais, levaram vida cem por cento terrena, por assim dizer, até ao momento presente.

Todo interesse puramente material entrou em declínio na face da Terra, uma vez que a Terra mesma converter-se-á, muito breve, num dos mundos espiritualizados. Notai que eu não digo Mundo Espiritual, por ser isto impossível; porém mundo espiritualizado, onde deverá começar a predominância do primado do Espírito.

E o que vem a ser o primado do Espírito? — perguntareis vós. Eu vos responderei pleno de satisfação que o primado do Espírito é a característica de todos os mundos evoluídos. Um mundo em que predomine o primado do Espírito, é um mundo onde a paz e o entendimento fraternal entre seus habitantes constitui a sua constante, onde as lutas fratricidas, os apetrechos bélicos, as condições de domínio de uns sobre os outros, a discriminação racial, foram completamente banidos. O primado do Espírito é, numa palavra, o ideal na vida de todos os povos espiritualmente evoluídos.

Os mundos onde o primado do Espírito exerce completa predominância, permutam-se continuamente mensagens de amor e fraternidade, possuindo comunicações tão rápidas e perfeitas entre si, muito semelhantes ao vosso sistema radiotelegráfico.

Do Alto têm sido observados com muito carinho os esforços dos cientistas terrenos em suas tentativas de comunicação com outros planetas do sistema solar em que viveis.

Embora isto já represente um certo adiantamento científico em vosso tempo, tais objetivos não serão concretizados antes das transformações por que está próxima de passar a humanidade de hoje, assim como as condições peculiares da própria Terra. Quando a massa de pensamentos bons, sadios, puros, elevados, sobrepujar a de pensamentos grosseiros, ambiciosos e maus, aí sim, poderemos esperar para breve a ligação interplanetária, independente de foguetes nem de satélites artificiais. Essa ligação se fará através de meios outros que surgirão na Terra aproximadamente dentro de meio século, e muito há de contribuir para o adiantamento da humanidade da época.

Isto tudo, irmãos queridos, só pode acontecer com o apoio e orientação das Forças do Bem que superintendem a vida desta humanidade de hoje. Vós todos que me ledes podeis começar a contribuir desde hoje para essa desejada era, reformando vossa própria maneira de viver, abandonando velhos hábitos incorretos ou malsãos que têm dificultado até agora a vossa iluminação espiritual, pelo desconhecimento dos princípios de que ora venho falar-vos.

Se Nosso Senhor Jesus Cristo puder receber de cada um de vós, ao fim do vosso dia de trabalho, a prece de agradecimento com o pedido daquilo que vos falte, podeis ter então a certeza certa de estardes contribuindo seguramente para o advento da era de paz e de felicidade em que muito justamente desejareis viver.

Fazei isso meus queridos, e, sempre que alguma dúvida vos ocorrer neste caminho, chamai sinceramente por este vosso dedicado amigo que logo estará convosco, o vosso — Irmão Tomé. (Mensagem Espiritual)

Tratamento Médico e Tratamento Espiritual

Os espíritas esclarecidos reconhecem o valor do tratamento médico, assim como sabem que os Espíritos superiores dispõem de recursos muito mais refinados para o tratamento das doenças do ser humano. Por isso mesmo, não cultivam qualquer preconceito contra os tratamentos médicos conduzidos com critério, muito menos contra tratamento espirituais sérios. Sabem que um tipo de tratamento complementa o outro, não havendo, portanto, incompatibilidade entre eles.

Muitos espíritas pouco esclarecidos doutrinariamente e pessoas outras que recorrem aos tratamentos espirituais e outros tratamentos alternativos, com frequência, agem de forma diferente. Imaginam haver incompatibilidade entre os tratamentos e interrompem o tratamento médico. Em muitos casos, a interrupção é recomendada por Espíritos ou pelos próprios médiuns, que garantem a eficácia do tratamento espiritual ou alternativo.

Em recente edição, a revista Veja publicou reportagem sobre uma pesquisa feita pelo médico oncologista Riad Younes no Brasil, na qual ele estuda os resultados obtidos em tratamento de câncer em pacientes que interromperam o tratamento convencional para seguir exclusivamente os tratamentos alternativos feitos com babosa, ervas, cogumelos, vitaminas, cartilagem de tubarão, cirurgias espirituais (grifo meu). É importante ressaltar que a amostra pesquisada é significativa, porquanto foram estudados 3.420 pacientes. O pesquisador chegou à seguinte conclusão: "Nenhum desses métodos reduziu o tamanho do tumor." Apesar disso, 10% dos pacientes disseram que obtiveram melhora.
Como explicar esses resultados? O tratamento espiritual não funciona? Não é possível obter-se cura por meio das cirurgias espirituais?

A questão não é simples. Em primeiro lugar, é preciso compreender que o câncer e outras doenças de maior gravidade são expiatórios, até mesmo os casos em que ocorre cura. É o próprio Espírito que escolhe a sua expiação antes de reencarnar, com o objetivo de resgatar débitos do passado. Como Espírito, ele compreende a necessidade de pagar os seus débitos. Por isso não basta o desejo de curar-se para alterar o programa reencarnatório cuidadosamente planejado.
Outro aspecto importante a ser considerado é o que entendem os Espíritos que alimentam a esperança de cura. Na maioria das vezes, eles se referem à cura do espírito, e não do corpo. Quando o Espírito cumpre uma expiação até o fim fica livre de graves erros de outras existências, que eram causa de sofrimento moral ou desequilíbrios. Esse é o verdadeiro sentido da cura. Por fim, não podemos deixar de levar em consideração o alívio que a prece e os demais recursos espirituais proporcionam a todos os que recorrem à Providência Divina, dando-lhes forças para suportar suas expiações e provas.

Os pacientes que seguem apenas os tratamentos médicos também são socorridos pelos Espíritos, sobretudo se tiverem méritos. Os pacientes que só melhoram quando procuram os recursos espirituais em Centros ou outras instituições espíritas são os que necessitam muito mais do despertar para as questões espirituais.
por Umberto Ferreira, Reformador novembro/2000

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Nota em Desobsessão

 O ingrato é doente da memória.

O indiferente é enfermo da atenção.

O orgulhoso é doente da idéia.

O fraco é enfermo da vontade.

O caluniador é doente da língua.

O delinqüente é enfermo da emoção.

O sovina é doente da sensibilidade.

O malicioso é doente da visão.

O imprudente é enfermo do impulso.

O desequilibrado é doente da razão.

Convençamo-nos de que há enfermidades específicas na alma, como existem doenças determinadas no corpo.

Consequentemente, é preciso lembrar que assinar recibos de ofensas será o mesmo que tratar um doente, adquirindo-lhe, impensadamente, a enfermidade.

Perante quaisquer agravos, desse modo, saibamos vacinar-nos contra o mal, usando a luz da compreensão e o amparo da benção.

pelo Espírito Albino Teixeirra - Do livro: Paz e Renovação, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Viagens

Ambicionas viajar, mudar de ares, viver novas experiências, conhecer outras pessoas...
Sentes-te saturado por fazer as mesmas coisas, repetir os trabalhos habituais, conviver com as criaturas de todos os dias.
A imaginação te desenha cenas empolgantes, enriquecidas de ilusões, convidando-te a conhecer outras terras, passear pelas regiões paradisíacas.
Os lugares onde ainda não estiveste, se te apresentam encantadores, ricos de promessas e de realizações, ensejando-te a felicidade que se te faz escassa, muito distante daquilo que anelas.
*
Os promotores de turismo apresentam recepcionistas risonhos, vivendo um clima de festa permanente, de verdadeiro encantamento.
Fascinado, acreditas que lá, no lugar onde não estás, tudo são alegrias e brilho, jogos de prazeres e constante renovação de festa.
Se não consegues, de imediato, realizar os projetos que traças, na esperança de fruir essas satisfações, deixas-te dominar pela amargura, pela frustração, tombando em estados depressivos ou de revolta contra tudo e todos.
*
Retifica, porém, a maneira de encarar a vida.
A dor, a dificuldade e o problema, a alegria e a tristeza, a saúde, a enfermidade e a morte visitam a todos e se apresentam em todos os lugares.
Quem vive lá, no lugar que desejas ardentemente visitar, atormenta-se pelo desejo irreprimível de vir cá, onde te encontras, com idênticas impressões.
Ali se padece de situações iguais às tuas.
Há um fluxo contínuo e crescente destes que vão e daqueles que vêm.
Sorridentes e joviais aqui, comunicativos e ligeiros, lá, são taciturnos e tristes, vivem cansados e deprimidos, qual ocorre contigo e com os indivíduos daqui.
*
Há festa em toda parte e programações especiais para vender sensações, que deixam ressaibos de insatisfação e dor.
Provocam paixões que se desvanecem, tornando-se cinzas e rescaldo dos incêndios que proporcionam.
Enquanto na Terra, ninguém passa isento de provações.
Cada criatura experimenta e vive sua quota, conforme as suas necessidades evolutivas.
Não te iludas, portanto.
Aqueles que se te fazem modelos de felicidade e beleza, também sofrem muito. Estão, apenas, disfarçados, guindados ao profissionalismo do qual retiram o pão diário, e, às vezes, o veneno com que se matam lentamente.
Não imaginas o que lhes sucede...
Há um lugar ao teu alcance, onde a felicidade te aguarda e nada a perturbará.
Não te exige muito, nem te atormenta. Este reduto maravilhoso é ocoração. Põe nele o teu tesouro, conforme propôs Jesus, e aí o desfrutarás.
*
Se viajares e te alegrares, levarás contigo a verdadeira alegria, e se não puderes sair de onde vives, manterás a mesma bênção sem qualquer conflito.
*
Já que desejas, porém, viajar, faze-o como uma experiência para dentro, descobrindo o mundo íntimo profundo, e aí fruirás da plenitude que nunca se acabará.
FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos de Coragem. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

* * * Estude Kardec * * *

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Onda está você?

Onde está você com seus pensamentos, neste momento?

Será que está presente na conversa com os amigos, ou está longe, viajando por lugares distantes?

Onde está sua felicidade agora?

Será que está junto de você, ou está longe, em objetos distantes, em pessoas que se foram, em bens materiais que você ainda não tem?

Onde está seu sorriso agora?

Está em seu rosto, estampando a sua alegria e confiança na vida?

Ou será que foi levado por alguém que não está mais aqui?

Será que seu sorriso ainda depende dos outros?

Onde está a sua vontade de viver, agora?

Está aí mesmo, dentro de você, chamando-o, a cada minuto, para as oportunidades, para viver os dias, ou está nas mãos de outras pessoas, e você está perdido sem saber para onde ir?

Quem é o dono da sua vida, da sua vontade e da sua motivação?

O que você precisa para ser feliz agora?

Um emprego? Será que você não consegue procurar um pouco mais? Quem sabe mudar os rumos? Ou procurar em lugares onde você nunca havia procurado antes?

Não coloque para si mesmo obstáculos demais!

Será que a felicidade está apenas na conquista de um emprego?

Talvez você precise de um amor.

Então cultive novas amizades! Lembre-se de que a amizade é a fonte do amor verdadeiro!

Procure se aproximar mais das pessoas, quem sabe!

Antes de querer ser amado, ame!

Onde está seu Deus agora?

Será que você já O descobriu dentro de você?

Será que você já O descobriu nas Leis maravilhosas que regem o Universo?

Na proteção que recebemos, nas chances, nos encontros, nas bênçãos da vida?

Será que você já O descobriu nas estrelas, nos mares, nos ventos, no perfume das flores?

Onde está você agora?

No curso mais seguro da vida, tendo sua embarcação sob controle? Ou está à deriva, distraído pelas ilusões que encrespam o oceano todos os dias?

Onde está você agora?

Buscando um sentido maior para tudo, buscando o crescimento espiritual, ou está preocupado com coisas tão pequenas, incomodado com problemas tão simples?

É tempo de saber onde realmente estamos.

É tempo de repensar muitas coisas, de dar um novo sentido a tudo, de redescobrir as coisas mais simples e possíveis, e recriar a vida, colocando-a em seu curso seguro.

Como nos ensinou o Mestre de Nazaré, onde estiver seu tesouro, aí estará também o seu coração. 
* * * 
Por vezes, nossos olhares se perdem no espaço à procura de algo que se encontra bem perto de nós.

Outras vezes, permitimos que nosso sorriso siga atrelado ao passo de alguém que se afasta de nós...

Nossa alegria, tantas vezes, perde a força por causa de algo insignificante.

Às vezes, permitimos que a nossa vontade de viver se enfraqueça, vencida pelas ilusões e fantasias...

No entanto, para que não deixemos de viver o momento, intensamente, é preciso prestar atenção nas horas, no agora, no hoje, para que não deixemos escapar as mais excelentes oportunidades de construir nossa felicidade duradoura.

Pensemos nisso! 
Redação do Momento Espírita, com base em
texto de autoria ignorada.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 4, ed. FEP.
Em 25.1.2014.

Se a Vida fosse assim

Penso que a vida poderia ser bem melhor e bem mais simples se as pessoas deixassem que os acontecimentos viessem na ordem que Deus escolheu e não na que os homens querem; 
Penso que seríamos mais felizes se entendêssemos que todos têm seus direitos, pois o próprio Pai nos deu o livre arbítrio e, acreditando e aceitando esse fato, as pessoas compreendessem mais os outros e perdoassem mais; 
Penso como seria bom um mundo onde nenhum ser humano se considerasse melhor que os outros em nenhum aspecto da vida e, assim, em pé de igualdade, fôssemos realmente todos irmãos; 
Penso que bom seria acordarmos pela manhã e deitarmos à noite, livres de qualquer sentimento negativo, de ódios, de invejas, de mágoas e ressentimentos somente porque alguém que julgamos amar, fez algo que não nos agradou; 
Penso como seria maravilhoso que todos passassem por diversas encarnações e, em todas elas, tivessem somente um pensamento: agradecer a Deus e a Jesus Cristo toda bondade e amor que nos dedicam; 
Penso como seríamos felizes se fôssemos realmente livre e responsáveis o suficiente para planejarmos nossas ações sempre considerando o quão elas vão ajudar a nós mesmos e aos outros e o quanto elas estão de acordo com os ensinamentos de Cristo; 
Penso que o mundo seria muito melhor de ser habitado se os filhos respeitassem os pais ao lembrarem o papel que os mesmos têm em suas vidas;
Penso como seria bom não termos que fingir, que enganar a outras pessoas e sermos nós mesmos em todos os momentos de nossa existência; 
Penso o quanto a humanidade sofreria menos se todos tivessem a plena consciência do seu papel e do papel dos outros na caminhada terrena;
Penso que, nesse momento, gostaria de ser livre para abrir meu coração e declarar meu amor a alguém que me é muito especial, mas por tudo que citei acima não tenho esse direito, pois alteraria o que Deus nos preparou para essa vida e isso não traria felicidade para ninguém, nem mesmo para mim; 
Penso, penso e penso e chego à conclusão de que não posso mudar o mundo, mas, pelo menos, posso escolher viver nele e ser feliz aceitando o que não posso transformar, dedicando minha vitalidade a amar a Deus sobre todas as coisas que do restante de minha existência ele se encarregará. É assim que desejo a todos um repensar permanente sobre sua caminhada nesse planeta, pois existem muitas coisas que podem ser mudadas, sim, mas é preciso ser sábio o suficiente para identificá-las. 
Bom fim de semana para todos.
Eunice Gondim

Solidão e Jesus

Quando as amarguras da jornada te assinalem a alma, jungindo-te ao carro sombrio onde a solidão se demora algemada, recorda o Mestre Crucificado, em terrível abandono.

Onde os amigos d'outrora, as multidões saciadas e os corações socorridos?

Começara o ministério, a que se entregaria integralmente, nas alegres bodas de Caná, e encerrava-o numa Cruz, esquecido dos beneficiários constantes que O envolviam em álacre vozerio.

Sempre estivera o Mestre cercado pelas criaturas...

Pregara nas cercanias formosas das cidades e das aldeias, nas praias livres entre o lago e as montanhas, nas Sinagogas repletas e nas praças movimentadas.

Atendera a todos que Lhe buscaram socorro.

Todo o Seu Apostolado de amor foi de enobrecimento.

À mulher desprezada e em aviltamento, ofereceu as mais belas expressões da sua Mensagem.

Consolou e esclareceu a Samaritana atormentada.

Retirou dos coxins de veludo e seda a obsedada de Magdala.

Convidou Marta às questões do Espírito.

Atendeu à mulher Cananéia, prodigalizando o equilíbrio à filha endemoniada.

Hanah, a sogra de Pedro, recebeu-Lhe o passe curador.

À pobre hemorroíssa sito-fenícia restituiu a saúde.

Ofereceu à viúva de Naim o filho considerado morto.

Joanna, a mulher de Cusa, recebeu-Lhe o convite para a vida imperecível.

A filha de Jairo prodigalizou a bênção do despertamento das malhas da catalepsia.

Além delas, distendeu o amor a todos os corações.

Leprosos e sadios participaram do Seu convívio.

Homens ilustres e mendigos foram comensais da sua afeição.

Recuperou a serenidade no homem de Gadara, infelicitado por Espíritos obsessores e curou o filho do Centurião.

Elucidou o afortunado príncipe do Sinédrio em colóquio fraterno, e propiciou luz aos olhos fechados de mísero cego das estradas de Jericó.

Honrou a rica propriedade de Zaqueu e fez refeições nos barcos humildes dos pobres pescadores.

Revelou a Boa Nova aos sábios de Jerusalém que a escutaram deslumbrados e, à última hora, ensinou aos malsinados ladrões, companheiros de crucificação, a porta estreita para a liberdade espiritual.

Movimentou os membros paralisados de Natanael, descido pelo telhado, e revelou aos discípulos do Batista os sinais que O identificam como o Esperado...
**
Milhares de alma receberam a paz e a saúde de Suas mãos.

Os "demônios" submetiam-se a sua voz.

O mar respeitou-Lhe a ordem.

O vento atendeu-Lhe o imperativo.

As doenças desapareciam ao Seu contato.

Os anjos obedeciam-Lhe à vontade.

No entanto, à hora da angústia, sorveu a taça de amargura a sós.

O coração feminino, junto à Cruz, apresentou-Lhe apenas a saudade e a aflição, em lágrimas.

Mas provou a agonia, o escárnio e a humilhação em suprema soledade.

Nenhuma voz se ergueu para defendê-lO nas Altas Cortes.

Todavia, entregando-se confiante ao Pai, venceu o mundo e todos os seus enganos e, mesmo depois da morte, ressurgiu glorioso, voltando ao amor para a felicidade de todos.

Lembra-te dEle.

Só no mundo, e o Pai com Ele.

À hora das tuas provações, os companheiros e beneficiários do teu carinho não podem ficar contigo; seguirão adiante. A vida espera mais além.

Tem paciência!

Não os ames menos por isso, Eles necessitam da tua compreensão e do teu carinho.

Cresce para ajudar no crescimento deles.

E mesmo que a morte venha às tuas carnes, renascerás das cinzas da sepultura, em esplêndida madrugada, para continuares o teu labor junto àqueles que te abandonaram.

Na tua solidão, entretanto, Jesus estará sempre contigo.
**
Joanna de Ângelis
por Divaldo P. Franco
no Livro: Messe de Amor.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Amigos invisíveis!

Nós nos sentamos, encaramos nossas telas e digitamos.
Todos nós desejamos  saber tudo o que for possível.
Com nossos mouses  vagamos pelos sites e chats,
procurando algo ou alguém  que tenha a nossa vibração.
Entre nós conversamos  e digitamos nossas aflições,
formamos um pequeno grupo, acima de qualquer inimigo.
Esperamos que alguém digite nosso nome, queremos o reconhecimento.
Mandamos beijos e abraços e às vezes até nos paqueramos !!!
Vamos ao nosso íntimo e nos revelamos.
É verdade, somos amigos !!!
Por que na tela somos corajosos?
Por que contamos segredos que nunca foram contados?
Por que compartilhamos pensamentos com pessoas que não podemos ver?
A resposta é simples, límpida como cristal.
Todos nós temos problemas e precisamos compartilhar com alguém.
Não podemos falar para as pessoas reais,
eles nos julgariam...
Assim, vamos ao computador, neles nós confiamos.
Embora pareça louco, a verdade permanece, eles são nossos
"AMIGOS INVISÍVEIS, ESTRANHOS SEM NOME, VIRTUAIS" !!!